No dia de ontem minha filha Ana Paula, ficou indignada com o descaso da médica pediatra que iria atender dois sobrinhos dela, meus netos, numa consulta agendada para as 14:30hrs. Já passava bastante deste horário quando a médica chegou no seu consultório, tendo uma outra paciente e seu filho à frente de minha filha, para serem atendidos primeiro, pois eram os agendados das 14:00hrs. A médica chegou, não cumprimentou as pessoas que lá estavam e nem se desculpou pelo seu grande atraso. Ao invés de atender logo a paciente das 14:00hrs, atendeu primeiro a dois representantes de laboratórios, que com certeza lhe deram vários remédios de amostra grátis e só após, com mais de uma hora de atraso, foi atender a paciente agendada para as 14:00hrs, num verdadeiro desrespeito ao ser humano, em especial as crianças que são obrigadas a ficarem confinadas num pequeno espaço sem terem nada o que fazerem, para darem vazão a sua energia. As demais pacientes que lá se encontravam disseram à minha filha, que esses atrasos de mais de uma hora desta "doutora" era normal, pois ela nunca chega no horário da primeira consulta. Fico eu pensando, o que leva uma profissional que deveria cuidar da saúde, tanto física como psicológica de pessoas, a agir desta forma com total descaso, trazendo um desgaste tanto físico como emocional para seus pacientes? Seria se achar que está acima de tudo e de todos e que não tem contas a prestar a ninguém? Há um ditado que diz: "Alguns médicos acham que são deuses, outros tem certeza disto, de que o são". Sim, o comportamento de alguns médicos levam-no a crer que são "deuses", estando em suas mãos o direito de dar á vida ou não, a aqueles que dele dependem. Estes "pseudo deuses" não se importam com o sofrimento alheio, por isto, deixar os pacientes esperando longo tempo em uma sala de espera, para eles não é nada, não afetam nem perturbam a sua calcinada consciência. Logicamente que há exceções, há médicos que realmente honram o compromisso assumido no juramento de Hipócrates, tanto de cuidar bem de seus pacientes independente da contraprestação financeira, como também em serem pontuais em compromissos de suas consultas agendadas previamente, estes merecem o nosso louvor mas infelizmente eles são uma minoria. Todos concordam que devido a vários fatores e imprevistos, possa ocorrer algum atraso em consultas agendadas mas quando isto se torna uma regra e o atraso ultrapassa há uns vinte minutos toleráveis, pode haver um prejuízo não só emocional, como financeiro. As pessoas, programam o seu dia, com base em horários pré-estabelecidos e quando isto é rompido por uma consulta que se atrasa muito, o infrator, no caso o médico, deve ser compelido a ressarcir o dano ou prejuízo causado. O Código de Defesa do Consumidor está aí para garantir a todos, no caso ao paciente de pleitear junto a justiça, até mesmo de forma gratuita através da Defensoria Pública, o ressarcimento pelo prejuízo causado por tal médico negligente com seus compromissos de consulta de hora marcada. Para que isto aconteça e você seja reembolsado, você deve fazer algumas anotações, seja do dia e horário marcado, o atraso ocorrido com fotos de seu celular marcando isto e outras provas como, o horário de estacionamento de seu veículo, nome e endereço de pessoas que estão no mesmo consultório e até da atendente, para registrar o momento da sua chegada até o seu efetivo atendimento. Só assim, com estas providencias, por certo drástica, pois irá mexer no bolso de tais médicos, vamos melhorar esta relação médico/paciente, onde os horários de consultas marcadas vão efetivamente funcionar e não haverá tanto desrespeito ao ser humano, que já sofre por seus males, acrescidos por mais este, o descaso. Todos nós, independente de nossa profissão, seja ela, advogados, médicos, dentistas, veterinários, engenheiros, juízes, desembargadores, promotores, estamos debaixo da lei e não acima desta, assim devemos cumprir os nossos compromissos assumidos, para não sermos compelidos a ressarcir um dano havido por nossa negligência, em não sermos pontuais, agendando horários que sabidamente não poderemos honrar na ânsia de angariarmos mais dinheiro. Fica a dica para fazer valer seus direitos de paciente!!!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O DELICIOSO MANJAR DE DONA LIANA, MINHA MÃE
Esta semana fui convidado para fazer um lanche à noite na casa da sogra de meu filho mais novo. Depois de saborear uma boa comida de sal, a avó da minha nora, veio com uma sobremesa que ela disse ter feito especialmente para mim, era um manjar com calda de ameixas, aliás muito bem feito, dando-lhe eu os parabéns por esta deliciosa sobremesa feita com muito carinho e amor. Tal manjar me remeteu a um tempo em que tinha minha mãe junto a mim. Toda vez que minha mãe, dona Liana, era convidada para ir a alguma festa, ou apenas visitar uma pessoa amiga, ela ao invés de só levar presentes ou flores, levava como seu carro chefe e verdadeiro conquistador de amizades por seus dotes culinários, um delicioso manjar. Não era um manjar comum, desses que são feitos usando pacotes de coco já ralado ou leite de coco comprado em garrafas nos supermercados. O seu manjar era totalmente artesanal. Primeiramente ela ia a um armazém, desses que vendem atacado e varejo, para adquirir cocos maduros que vinham em sacos de sessenta quilos, os cocos eram escolhidos a dedo, depois de ela os balançar e ouvir o barulho de seu líquido dentro, para ver se prestavam ou não. Depois já em casa, ela passava a fura-los com um grosso prego para verter a água em vários copos. Após isto, eles eram quebrados, não de forma normal, mas jogando-os várias vezes com toda a força numa calçada de pedra. Depois de partidos, passava a tirar as suas cascas escuras com uma faca afiada, ficando só a polpa dura e branca. Só então eram ralados os seus vários pedaços, não num processador ou liquidificador, como se faz hoje mas à mão num simples ralador de latão aluminizado. Os pedaços enquanto grandes eram fáceis de ralar mas aos poucos iam ficando pequenos e quase que se ralava as unhas junto com os cocos, assim o finalzinho do coco era picado com uma faca. Minha mãe usava dois cocos maduros ralados para cada manjar que fazia. Parte de um deles era para fazer o leite de coco, que era espremido num pano até sair todo o seu sumo. Assim, quando o manjar ficava pronto, possuía uma boa consistência tipo uma polenta e não como um molengo pudim, desta forma podia-se então comer o manjar mastigando os vários pedaços de cocos em seu meio. O manjar ficava tão bom, que a calda de ameixa era dispensável por minha mãe. Não havia ninguém que não apreciava o seu manjar e quase sempre lhe pediam a receita de como fazer um igual. Não sei se ela tinha algum segredo que não revelava a ninguém, ou se era o jeito tosco como ela o fazia, o certo é que seu manjar era inigualável. Lá em casa o que faltava em termos financeiros, sobrava em dotes culinários. Meu pai havia sido ajudante de cozinha no Hotel Glória e também no Copacabana Palace, portanto havia apreendido a cozinhar muito bem e quando ele tinha que cozinhar pra nós por conta de alguma doença ou viagem de minha mãe, ele se esmerava nas refeições, fazendo-nos suspirar por seus quitutes ou quando havia condições em fins de semana, nos deliciava com o seu famoso pato no tucupi. Apesar disto, no quesito sobremesa, o manjar de minha mãe não tinha competidor, era famoso em toda vizinhança, até meu pai, um quase maître de grandes hotéis, reconhecia isto. Por isto, toda vez que alguém me dá como sobremesa um pedaço de manjar, as lembranças felizes de minha querida mãe me vem a memória. Aguardo ansiosamente o dia em que ela puder retornar à vida, através da ressurreição e de novo poder fazer aquele manjar que só ela, dona Liana sabia como fazer e eu poder lhe dizer com muitas lágrimas nos olhos: - Puxa mãe, que saudade enorme deste seu manjar! .
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
MEU DIA DE VERÃO INESQUECÍVEL
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
A MELHOR OPÇÃO
Há algum tempo atrás, estive para comprar uma casa muito boa perto da casa de minha filha que é casada. Ela possuía seis quartos, três deles eram suítes, uma cozinha de uns cinquenta metros quadrados, um grande salão, varandão em toda sua volta, num anexo lavanderia, quarto de empregada com banheiro, sauna, churrasqueira. Tal casa estava edificada num terreno plano, arborizado e gramado, com garagem para três carros, tudo isto por apenas cento e oitenta mil reais. Razão desta pechincha: A casa não possuía qualquer documentação, ela foi construída num terreno de posse e o vendedor só possuía comprovantes de que á posse era antiga, com mais de dez anos. Como para mim não haveria muitos problemas, pois como advogado estou acostumado a descascar abacaxis bem piores, falei com o vendedor que me interessava o imóvel, só faltando alguns ajustes para capitalizar o valor pleiteado já que com o imóvel assim, não poderia pleitear financiamento para adquiri-lo. Estava assim descansado, fazendo dinheiro, achando que o aludido imóvel seria meu, pois para mim eu era a única opção para o vendedor da casa, já que do meu ponto de vista, ninguém se interessaria arriscar cento e oitenta mil reais num imóvel em tais condições, sem escritura, sem "habite-se" com total falta de documentos comprobatórios da propriedade. Passados alguns dias, vejo pessoas estranhas na casa, só então percebo que a casa havia sido vendida a terceiros e muito triste constato, que eu não era a unica opção do vendedor, haviam mais pessoas interessadas em correr o risco para ter aquela bela casa, que com a documentação acertada, valia perto de seiscentos mil, com o acréscimo de uma piscina então, chegaria fácil a setecentos mil. "Dormi no ponto" por achar que era a única opção, com isto perdi um excelente negócio. Em outros campos da vida, também achamos que somos a melhor ou a única opção para alguém e ficamos descansados, como que dando tempo ao tempo, esperando que a outra parte praticamente nos implore o nosso amor, quando de repente somos pegos de surpresa, ao descobrimos que havia um concorrente com mais capacidade que nós e não titubeou em arrebatar aquele prêmio que nós havíamos negligenciado e dado pouco valor. Sim, é muito triste quando isto acontece, vermos escapulir por entre nossos dedos algo valioso, que já contávamos como nosso, deixando passar uma oportunidade que com certeza jamais voltará atrás. Assim, a vida tem me ensinado algumas coisas, muitas delas de forma dolorosa que é: Não se supervalorize, achando que é a melhor opção para alguém e que outros não estão interessados na pessoa que maltratamos e desprezamos. Pior ainda é achar que somos a única opção para alguém sair de uma situação solitária, raciocinando no íntimo, se não for comigo vai ficar "pra titia". Minha vó já dizia, que há sempre um chinelo velho para um pé doente. Desta forma devemos estar atentos aos que nos rodeiam e demonstram por palavras e atos que nos querem bem. Tratemos tais pessoas bem, retribuindo a atenção e o carinho recebido. Não devemos ficar absortos em devaneios pensando ou tentando adquirir algo que reportamos como melhor e só depois quando damos com os "burros n`água" é que pensamos voltar à nossa atenção para aquela pessoa que deixamos em "stand by". É um comportamento perigoso, pode ser muito tarde e veremos com tristeza que perdemos a oportunidade de ter alguém que nos amava, já que não éramos a melhor e muito menos a única opção dela.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
O 'FIM' SEGUNDO OS MAIAS
Embora noventa e oito por cento das pessoas não acreditem na previsão feita pelos antigos povos que viviam nos países onde hoje ficam Honduras, Guatemala e o sul do México, conhecidos como "Os Maias" uns quase dois por cento acham mesmo, que amanhã dia 2 l de dezembro de 2012, haverá o fim do Mundo, ou como alguns outros dizem, será o começo de uma Nova Era. Esta civilização a dos Maias, possuía dois calendários, um religioso e outro agrícola, ambos baseados no período lunar, razão porque os seus meses eram de apenas vinte dias. Sendo assim, como algumas pessoas chegaram a esta conclusão, baseados no calendário Maia de que amanhã, dia 21 haverá o fim ou o recomeço de uma nova era? Isso se deu porque "os Maias", diziam que a cada período de 3.172 anos, ou 61 vez de 52 anos solares, acaba-se um ciclo e começa-se outro e um destes ciclos cai exatamente no dia 21 de dezembro de 2012. Alguns outros entendidos na civilização Maia, dizem que este ciclo, ocorre a cada 5.125 anos, havendo assim certa divergência entre eles, como se contabiliza o aludido tempo. Segundo eles, do centro de nossa Galáxia, a Via Láctea, partira uma luz solar muito forte que atingirá o nosso planeta, ao ponto de mudar os nossos pólos e com isto mudar completamente a raça humana a partir do dia 22 de dezembro. Embora não se possa dizer que Os Maias, foram povos incultos e sem nenhuma ciência (pois as tinham em boa medida), ainda assim eram povos primitivos, politeístas e adoradores do sol, por achá-lo como governante das atividades humanas. Deixando de lado este "fim" predito pelos Maias, sempre houve na história humana notícias e datas do "Fim do Mundo", por conta disto muitas pessoas, nas ocasiões marcadas, chegaram até a cometerem suicídios e fizeram outras desgraças para não assistirem tal ato. Sempre que se fala neste assunto, os oportunistas de plantão, fazem algumas ligações com Nostradamus, agora estão dizendo que em uma de suas "profecias", fala que a trombeta do livro bíblico Apocalipse, estará coincidindo com a bilionésima visualização da música Gangnam Style do rapper coreano Psy, segundo alguns matemáticos, esta bilionésima visualização do vídeo pode ocorrer no dia 21 de dezembro. Estas coisas todas, me lembram a história de um menino, que foi designado para ficar de vigília a noite para avisar aos donos de animais, sobre o ataque de lobos aos seus rebanhos. Ele não era muito chegado a verdade e assim, por diversas vezes, alardeou a chegada de lobos para atacarem ao rebanho, os donos dos animais ficavam à postos prontamente, mas eram falsos os seus alardes. Quando os lobos vieram mesmo, ninguém deu importância aos seus gritos e vários animais foram devorados. Me parece que o Inimigo da Vida, tem incentivado estes falsos alardes, para as pessoas ficarem descontraídas e acharem que nada irá acontecer. Não estou dizendo com isto que acredito num fim do mundo, mas naquilo que foi dito pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, que assegura que haverá um fim destas coisas como as conhecemos, ou este sistema de vida, não o fim de nosso Planeta Terra. Sim, haverá uma limpeza mundial de pessoas que praticam o que é errado, sendo tirado dela todas as pessoas ruins, quais malfeitores, para que os mansos possam herdar a Terra e viver nela para sempre. Embora vivamos bem perto deste dia, Jesus nos asseverou, que nem Ele, nem os Anjos sabem o dia e a hora que isto ocorrerá, apenas o Seu Pai Celestial tem a data certa para efetuar tal limpeza drástica, o que significará a morte para bilhões de pessoas, quais refugos imprestáveis, enquanto para outros que fizeram ás mudanças necessárias será o início da vida eterna, neste planeta restaurado. Que tenhamos bem em mente estes fatos!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
LUTANDO CONTRA A MARÉ ADVERSA
Já faz um bom tempo, cerca de quatrocentos anos, quando Sir Isaac Newton, o grande físico e matemático inglês, conseguiu dar uma explicação científica para o fenômeno das marés, a subida e descida das águas do mar que acontece todos os dias, num período de doze horas e alguns minutos. Esta oscilação tem a ver com a força de campos gravitacionais de corpos celestes que atuam sobre nossa Terra, que é o da Lua e do Sol. Assim, quanto mais perto estes corpos estão, mais oscilações acontecem. Logicamente que a Lua, por estar muito mais próxima da Terra, tem uma atuação maior na variação das marés, que quando alta se chama maré cheia ou preamar, quando está baixa maré vazante ou baixa mar. Os surfistas gostam de saber quando a maré está alta ou baixa para terem um melhor desempenho, assim para eles o melhor é quando ela estiver crescendo e não totalmente cheia e também quando estiver diminuindo, que é onde eles pegam as melhores ondas, isto normalmente acontece no horário das oito da manhã ao meio-dia, não que em outros horários não se possa também surfar. Jack Johnson, um cantor e também surfista, diz em uma música antiga de Bob Marley, "High Tide or Low Tide", que estaria com seu amigo na maré alta ou na maré baixa da vida. Sim, a nossa vida tem estas mesmas oscilações ou fases, alta e baixa. Assim, quando somos jovens possuímos algum dinheiro ou bens e alguma fama, estamos na "maré alta". Nesta fase temos muitos amigos, somos paparicados, convidados pra festas e outras regalias da vida. Também nesta época quase não precisamos lutar para nos manter em pé na nossa "prancha" da vida, temos a proteção e a ajuda de várias pessoas, que nos seguram e praticamente imploram a nossa presença. Mas, como tudo na vida, há as marés baixas ou vazantes, ocasião em que já não temos aquilo que nos fazia aglutinar pessoas. Nesta baixa mar, ao aparecerem problemas e dificuldades, as primeiras coisas a "vazar" são as amizades interesseiras ou de falsos amigos. Neste período de baixa mar temos de lutar arduamente para nos manter em pé na nossa "prancha" sem as águas das amizades que nos ajudavam. Temos de ter tenacidade para não sucumbirmos e morrermos afogados ou tragados por algum "tubarão" tanto simbólico como literal, como aconteceu com a surfista havaiana Bethany Hamilton, que perdeu um dos braços surfando no Kauai perto de sua casa, mas nem por isto perdeu a sua determinação e fé, pois com um único braço se tornou campeã mundial. Aí sim, mostramos a nossa garra e disposição de vencermos obstáculos, também veremos quem são os nossos amigos de verdade, aqueles que estão conosco na maré alta e na maré baixa, sabendo de antemão que os falsos são como ratos, serão os primeiros a nos abandonar quando as coisas ficarem ruins, assim como acontece literalmente quando um navio está indo à pique. Que sejamos perseverantes em continuar lutando contra tal maré baixa adversa, sabendo que a preamar sempre volta depois de um tempo de maré vazante, é só esperar o ciclo natural.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
ISOLADO NA MINHA 'SIBÉRIA"
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