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sábado, 30 de março de 2013

O NOSSO SHOW PERFORMÁTICO DE CADA DIA


Viver hoje em dia requer um bom jogo de cintura, chegando as vezes ser necessário atos não normais, daqueles que fogem aos padrões estabelecidos pela maioria. Sim, em algumas ocasiões é preciso uma grande performance, ser criativo e como alguns dizem ser descolado, indo além do óbvio, por que se assim não for seremos vencidos por aqueles que tem mais imaginação e são mais audazes. Um outro motivo é que não queremos ser atropelados pelo gigantesco caminhão do stress da vida, que nos arrasta e esmigalha quais frágeis sacos de lixo, caídos na viela pública mas sem nenhuma flor como os sacos acima para nos enfeitar. Então as vezes, expressarmos as nossas atitudes por atos extremos, seja no trabalho, nos relacionamentos, nas nossas atividades do dia a dia, com isto abrirmos algumas portas, que com certeza atuam como uma válvula de escape, deixando sair a pressão causada pelos tempos difíceis nos quais vivemos e por conseguinte sem o saber podemos estar sendo de alguma forma performáticos, não com a qualidade ou o desempenho de uma obra de um Helio Oiticica. Não é preciso grandes coisas ou grandes momentos para agirmos assim com uma boa performance, como se fossemos atores representando no palco da vida, mesmo sem público ou com apenas uma pessoa como platéia alvo. Coisas banais e triviais da vida podem se revestir de grandes performances, dignas de um Oscar ou do Globo de Ouro. Por várias vezes sem me dar conta direito, me vi agindo ou atuando assim, não que fosse necessária tais atitudes mas nunca perdi a oportunidade desse comportamento desconcertante, menos sério e formal, que no primeiro momento pode parecer estranho mas tem me aliviado de tensões e por que não dizer, esta forma descontraída se estende  aos demais envolvidos meu público alvo, que sempre após o primeiro impacto, também dele participam. Esta tem sido a fórmula meio estranha é certo, que encontrei para sobreviver a este rolo compressor do pragmatismo da vida moderna, que nos amassa e sufoca, com o seu estilo cheio de etiquetas e formalidades. Algumas vezes, somos levados a praticar atos bizarros, para de uma certa forma chamar alguma atenção, quando por algum motivo estamos sendo excluídos, ignorados ou levados a crer de que somos menores e não como cada ser devia ser considerado como único, autêntico e verdadeiro não apenas na casca mas principalmente na essência. Por isto não ligamos para o oprobio público caso isto ocorra pelos nossos atos que vão de encontro ao que é normal mas nem sempre verdadeiro. Isto por que, por trás da normalidade, as vezes se escondem grandes mentiras mantidas por antigas tradições e comportamentos, que fazem as pessoas se refrearem de agirem espontaneamente como as crianças que não ligam para o ridículo de seus atos, desde que sejam verdadeiros e autênticos. De fato, se pararmos para observar o comportamento das crianças, elas não estão nem aí para o que os outros pensam a seu respeito, elas fazem o que no momento lhe dá na telha. Infelizmente quando passamos a ser adultos, ficamos com vergonha e agimos de maneira contrária a nossa natureza, tirando a nossa alegria e leveza de ser, nos arrastando a uma vida enclausurada, cinzenta e sem graça, presa em atitudes hipócritas de aparentes normalidades mas sendo no fundo verdadeiros sepulcros caiados, cheios de imundícies por dentro. Aí, se você quando pode e as circunstâncias o permitem, deixa a formalidade e a seriedade de lado e age de uma forma natural e descontraída, não ligando para as convenções ultrapassadas, você a princípio é mal interpretado como uma pessoa excêntrica, quase louca, que não se importa que o achem estranho e que poucos o entendam por isto. Particularmente, não estou nem aí para o que alguns acham ou pensam de mim, pois de uma coisa eu tenho certeza, em toda a história da raça humana, as grandes multidões nunca estiveram do lado certo dos fatos, enquanto a minoria sim. Então, meu caro leitor ou leitora, se você consegue enxergar além das montanhas que cercam a sua cidade, não se deixe vencer pela corrente avassaladora do pensamento e atitudes de seus contemporâneos, mesmo que para isto você tenha de ir a extremos, de fazer verdadeiros atos performáticos para conseguir sobreviver no meio de uma geração perdida nas suas banalidades.
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segunda-feira, 25 de março de 2013

MEU SAUDOSO PÉ DE JABUTICABA

Durante parte de minha infância, vivi em uma cidade do interior do Estado do Rio, Carmo, que praticamente faz fronteira com Minas Gerais. Era e é uma cidade muito quente. Por conta disto havia muitas árvores próprias da mata atlântica que gostam de uma temperatura assim elevada, tais como mangueiras, goiabeiras, jaqueiras, pitangueiras e outras. Havia uma que me chamava atenção por volta do início do mês de novembro, era uma enorme jabuticabeira. Ela ficava nos fundo de um quintal baldio, perto da casa da minha tia onde eu ficava. Era uma árvore antiga e bem alta, que depois da floração no início da primavera se enchia de frutas pretas aglomeradas em seu tronco, quais cachos de uvas. Ver tal arvore pontilhada de frutos pretos, enchia meu olhos de menino travesso e louco para provar o seu gosto. Assim, nestas ocasiões depois dos deveres escolares e outros compromissos na casa, subia nas grimpas de tal árvore, passando a escolher a princípio as jabuticabas maiores, que tinham dois caroços. Estas frutinhas maiores, eu e meus colegas de peraltices, chamávamos de "olho-de-boi", cujo gosto não era tão bom como as frutas menores. Passávamos horas comendo estas frutas e só descíamos, quando já estávamos empanturrados de as comer até os caroços. No dia seguinte, ficávamos amuados, pois estávamos "entupidos" por tantas cascas e caroços engolidos. O jeito era ir até o prático da farmácia local pedir um remédio para o caso. Depois de contarmos o que sentíamos, ele nos receitava e até preparava um poderoso laxante, à base de óleo de rícino, que era tomado ali mesmo com muita cara feia e repugnância. Mas alguns dias à frente quando a prisão de ventre já havia passado e o gosto ruim daquele óleo esquecido, lá estávamos de novo, naquele convidativo e apetitoso pé de jabuticaba, tendo agora o cuidado de não engolir as cascas e nem os caroços, que eram cuspidos do alto do pé, para não termos de enfrentar uma lavagem intestinal, prometidas pelo "farmacêutico" caso ocorresse novo entupimento. De vez quando, minha tia solicitava que eu trouxesse uma vasilha cheia de jabuticabas, para ela preparar geleias e licores. Assim, com um pedido destes, tipo uma "autorização de um adulto" para subir na árvore, passava boa parte do dia chupando jabuticaba e enchendo a vasilha até a boca. Fora dos períodos em que havia abundancia de tais frutinhas, o pé de jabuticabeira, tinha outra finalidade. Era o local onde debaixo de seus frondosos galhos, montávamos o nosso circo, com picadeiro e tudo mais a que tínhamos direito. Depois de ver alguns circos que tinham bons trapezistas como o "Águias Humanas", eu e alguns colegas, resolvemos praticar alguns números de trapézio, improvisando uma forte corda amarrada em algum galho mais grosso. Na parte mais baixa da corda, colocávamos uma madeira roliça, tipo um cabo de vassoura, que deixava a corda esticada, como se fosse um verdadeiro trapézio. Assim, depois de subirmos por uma outra corda que ia até o chão, começávamos a fazer números, na corda que tinha a madeira, primeiro sentando nela e depois a balouçando pra lá e pra cá , até ir bem alto. O clímax do show era quando neste balanço louco, jogávamos o corpo para trás e ficávamos assim pendurados de cabeça para baixo, neste vai e vem seguros apenas pelos pés, sendo saudados com muitas palmas pelos que estavam como que na nossa "platéia". Para evitar que alguma queda nos machucasse muito, botávamos vários carrinhos de pó de serra em baixo, para amortecer as inevitáveis quedas. Mas não tinha jeito, quando caíamos era uma dor danada, principalmente na cabeça e pescoço, andando alguns dias meio torto, como se tivéssemos um grande torcicolo. Apesar de algumas fraturas e luxações que alguns tiveram, era uma infância sadia que nos permitia viver a vida e não apenas vê-la numa tela fria. Hoje eu vejo as crianças, como que aprisionadas em seus quartos, passando o dia inteiro em frente a um computador ou vídeo game, desconhecendo o que é um subir num pé de frutas para colher e saborear seu néctar. Perto da minha casa atual, tem também um terreno baldio e no meio deste há um pé de jabuticabas, ainda novo, pois não chegou para ele o período de floração. Fico imaginando que quando isto ocorrer e ele ficar carregado daquelas frutinhas pretas, vou pular a cerca e chupar jabuticaba até não poder mais.      

quarta-feira, 20 de março de 2013

É BOM COLOCARMOS OS PINGOS NOS "IS"

Nada é mais ruim e desgastante, do que suportamos por um longo tempo de nossas vidas, coisas que por algum motivo ficaram pendentes por falta de uma solução, alguma situação mal resolvida ou algo que não foi bem esclarecido na época própria. Por conta disto, um problema que deveria ser resolvido de pronto na ocasião dos fatos, se arrasta ás vezes por décadas, causando muito estresse e dúvidas aos envolvidos. Esta situação é como uma ferida que nunca cicatriza, volta e meia passa a sangrar, demonstrando que por baixo da casca que esconde e cobre o ferimento,  há algo meio podre que não foi curado como devia e por isto está sempre purgando. Sim, as vezes é melhor extirpar, erradicar o mal mesmo a custas de muito sofrimento, do que leva-lo em "banho-maria" por muito tempo, achando que o tempo possa sozinho efetuar a cura. O tempo pode diluir as mágoas, arrefecer os ânimos mas aquilo que foi mal resolvido, sempre voltará a nossa lembrança como um estigma, ferroando nossa consciência. Assim, por mais doloroso que seja devemos enfrentar os nossos medos por esclarecer algo que ficou meio obscuro ou que não foi bem resolvido e continua suscitando muitas dúvidas. O melhor que temos a fazer e colocar os pingos nos "is", acabando de vez com o sofrimento, mesmo que isto venha a causar uma ruptura irremediável e sem volta no relacionamento com alguém a quem muito estimamos e de quem até dependemos emocionalmente. Não devemos ser como os avestruzes, que preferem enfiar as suas cabeças na areia do que ver a morte prestes a ocorrer. Como pessoas, que procuramos ser verdadeiras nos nossos tratos e compromissos com outros, nunca nos devemos esquivar de enfrentar com coragem as nossas falhas e erros cometidos, porque errar é da natureza humana. Assim, por mais que procuremos acertar, vamos sempre errar o alvo e por conta disto causar males e também sermos feridos por outros. Se ao enfrentar tais medos, por esclarecer aquilo que ficou pendente, houver de fato a ruptura tão temida, ainda assim é melhor do que empurrar o problema com a "barriga" para mais a frente, esperando uma ocasião mais propicia, pois com  certeza ela nunca chegará. É um risco que devemos e temos de estar dispostos a correr, com a finalidade de uma vez por todas acabar com este drama, dando um basta nesta incômoda situação, colocando os pingos nos "is". A verdade pode ser muito dura e ferir mas é melhor do que uma mentira que se arrasta por longo tempo e que com certeza causará uma dor muito maior quando for descoberta.     

terça-feira, 19 de março de 2013

UMA BOLA DIVIDIDA

Contam os mais antigos que o jogo era um clássico Fla x Flu, depois da Copa do Mundo de mil novecentos e cinquenta. O tricolor possuía um grande centro-avante Carlyle e o rubro negro tinha no beque central Pavão, uma verdadeira muralha. Foi quando o ponta esquerda Quincas centrou a bola para a área e ela caiu dividida entre Carlyle e Pavão. Na disputa pela bola, chegou a sair faíscas entre os dois jogadores adversários, causando um frisson no lotado Maracanã. Sim, uma bola dividida que a princípio não é de ninguém sempre causou grandes emoções, ainda mais se os jogadores envolvidos no lance, são fortes, virulentos e vem com força total na ânsia de vencerem a disputa e saírem com a pelota para o campo adversário. Em muitas destas ocasiões, alguém sai bastante machucado, chegando a haver fraturas expostas. Na vida assim como no futebol, as vezes nos encontramos como num lance de bola dividida, em que aparentemente a situação não está definida, não sendo clara a postura de quem chegou primeiro para sair carregando a bola. Há um verdadeiro confronto, saindo chispas, assim como beque Pavão fazia ao enfrentar os atacantes adversários que queriam invadir sua área, para vence-lo e marcar um tento no seu goalkeeper paraguaio, Garcia. É o caso de uma pretensa namorada em que não se definiu, qual o pretendente chegou primeiro, ou quem tem mais chances de sair vitorioso nesta dividida. Ela mesmo para se valorizar, não dá nenhuma dica de quem seria o seu preferido, deixando que eles se envolvam numa disputa calorosa para ver quem será o vencedor para obterem tal troféu, ela própria,  assim como acontece no reino animal, onde as fêmeas são disputadas numa briga quase mortal entre os seus prospectivos parceiros. Nesta disputa ela prefere ficar como expectadora, as vezes alardeando para suas amigas, como os envolvidos estão se comportando e o que já fizeram para tentarem ganhar a sua atenção e por fim o seu amor. Isto, levanta e dá moral ao seu ego, muitas vezes em baixa por já ter sido repelida por outro amor, que não soube lhe dar o devido valor. Agora, ela é que é a dona da bola e não se faz rogada. Sorrindo pra tudo e pra todos, se depender dela, bota mais lenha na fogueira a fim de acirrar ainda mais o embate. Depois de tanta disputas que lhe causaram várias perdas e danos, os pretensos competidores adversários se veem fragilizados e impotentes ante as exigências cada vez maiores de sua dividida amada. Só então, já quase mortos, descobrem que um terceiro, que não estava no páreo disputando a atenção da donzela, aproveitando-se de suas fraquezas e da sua desgastada luta, arrebata de pronto o amor de tal princesa ingrata, que no fundo só queria mesmo ver aquela disputa e não estava nem aí para os competidores. Esta bola dividida, sem que os dois adversários mais próximos soubessem, foi roubada na surdina por um experto atacante que lhes tirou o desejado doce, avançou e marcou o gol,  levantando o disputado e valioso troféu. Assim é a  vida ou como ela é, como dizia o grande tricolor Nelson Rodrigues. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

OS PROTAGONISTAS DO ÚLTIMO ATO, ENTRAM EM CENA

Vivemos em tempos momentosos, quando está prestes a ocorrer uma total mudança na cena do mundo, onde aqueles que não estiverem vivendo de acordo com o propósito do Criador deixarão de existir para sempre, serão cortados abruptamente. Em contra-partida aqueles que já hoje neste mundo conturbado e apartado de Deus, procuram adequar o seu modo de vida as normas divinas estabelecidas na sua Palavra, poderão ganhar a vida eterna, neste planeta que voltará a ser um paraíso não apenas num local, como era no Jardim do Éden, mas em todo globo terrestre. Sim, muitos dos que hoje vivem, poderão ter o privilégio impar de não conhecer á morte e passar com vida, atravessando a grande tribulação que já se aproxima velozmente, entrando diretamente no Novo Mundo justo de Deus, para viverem sem morte, sem doenças, os problemas da velhice, injustiças e tantos outros males que hoje nos afligem. Os últimos personagens e peças deste intricado quebra cabeça, que se arrasta por 6.000 anos, já estão na sua devida posição no tabuleiro, só faltando agirem de maneira contrária ao propósito do Verdadeiro Deus, para que Este, lhe deem o xeque mate final, acabando de vez com o engodo que falsos luminares tem levado bilhões de pessoas cativas com seus ensinos babilônicos, que depreciam a Deus e o seu grande nome. Devemos nos lembrar de que antes da queda do Império Babilônico, havia uma grande festa por trás de suas aparentes fortalecidas muralhas, fazendo crer aos seus habitantes que nada lhes aconteceria, o que foi um terrível e ilusório engano. O grande estrategista Ciro desviou as águas do rio que passava por debaixo das muralhas e entrou com seu exército pelo seu leito que estava seco, pegando a todos de surpresa. Hoje, também as pessoas estão como que comemorando uma grande festa, achando que daqui pra frente as coisas vão tomar novos rumos e mudar para melhor, tendo em vista a nova direção que se apresenta. Que não sejamos pois enganados, com os aludidos "novos ventos" e com a festa que se desenrola ante esta nova perspectiva, pois as suas "águas", seus povos, há muitos foram desviadas para outros rios e está quase escassa, o fim dela e de todo o sistema atual, está decretado e já batendo as nossas portas, não demorará praticamente nada. Aguardemos o desenrolar dos fatos, para ver se esta nossa expectativa para os dias atuais irá se concretizar ou se há ainda algumas coisas a ocorrer no futuro próximo, que no momento desconhecemos antes de adentrarmos no Novo Mundo, já que a data do fim deste sistema, não foi revelada a ninguém, só é conhecida pelo Verdadeiro Deus e mais ninguém.   

quarta-feira, 13 de março de 2013

DE QUEM É A CULPA DOS SEUS "AIS"?

Muitos de nós estamos sobrecarregados de muitas dores. São dores físicas por problemas de saúde, dores por problemas financeiros onde anda nos faltando até as coisas básicas para sobreviver, dores por problemas no emprego no relacionamento com o patrão ou com colegas de trabalho e também dores familiares, como a perda de um ente querido. Existem também as dores mentais ou de consciência por termos feito algo que não deveria ser feito, ou não ter feito o que deveríamos fazer e por conta disto somos aguilhoados noite e dia. Além destas dores, temos as dores da alma ou do coração, também conhecidas como emocionais. Estas normalmente causam um sofrimento maior, por que nos ferem no íntimo é como se alguém estivesse cravando um punhal em nosso órgão vital, o coração. Estas dores são causadas  pela rejeição de alguém que se ama, ou o rompimento de um namoro, de um noivado ou mesmo de um casamento, onde se investiu muito na expectativa de que ele seria uma coisa pra sempre e de repente não deu em nada, chegou ao fim. Sim, nada é mais doloroso e causa mais pesar do que se decepcionar com alguém, principalmente se esta pessoa é quem nós amamos e de quem esperávamos muito. Muitas pessoas as vezes bem forte em enfrentar grandes problemas ou reveses da vida, não conseguem suportar estes "ais" da alma e por conta disto, chegam ao ponto de atentar contra sua vida. Embora grande parte da culpa neste caso, cabe a nós que fizemos uma escolha equivocada, ou não prestamos a devida atenção aos avisos de que não era pessoa certa ou que o rompimento era iminente mas algo enganoso nos levou a acreditar, que tudo seria diferente desta vez. Quem nos levou a isto? O nosso coração, que é coisa mais traiçoeira que existe e está sempre nos mentindo, mostrando um caminho como sendo o da felicidade quando na maioria das vezes o é da dor e da perdição. Apesar disto, continuamos confiando nele como um orientador de nossa vidas e em consequência cometendo os mesmos erros, vez após vez, achando que algum dia ele acertará na mosca e tudo ficará bem. Assim, com engano em cima de engano levados por este guia falso, o fim que podemos esperar não pode ser bom ou o paraíso, mas de calamidades. O difícil em tudo isto é como fazer parar esta corrente de más escolhas feitas por tal órgão enganoso e seguir alguma vez o caminho apontado pela razão. Isto porque normalmente são caminhos diversos, na verdade opostos um ao outro. Assim, seria bom nos perguntar: - Quando é que vamos deixar de pagar pra ver, onde esta vida sofrida guiada pelo coração pode nos levar, antes que seja tarde demais?  Sim, porque precisamos em algum momento, recobrarmos o nosso amor próprio e dar um basta a esta situação, antes que não haja mais regresso por estarmos já enterrados na lama do fundo do poço. Precisamos a todo custo, recuperar a lucidez perdida e ver as coisas pelo prisma correto, sem nenhum engano ou ilusão, com o foco centrado sem distorções. Porque tirando os males físicos que sempre vão nos acompanhar pelo resto de nossas vidas, seja com maior ou menor gravidade nos causando algumas dores mas o grande vilão e responsável pela maioria dos nossos "ais" da alma, que nos fere mortalmente sempre e não ocasionalmente como as outras dores, é o causado pelo nosso inveterado e traiçoeiro coração.  

segunda-feira, 11 de março de 2013

O QUE É O SEU TESOURO?

Todos nós temos algo de muito valioso, algo que estaríamos dispostos até dar a nossa vida por ele, este algo é o nosso tesouro, aquilo que mais amamos. Embora a maioria das pessoas, imaginam um tesouro como sendo algo, representado por um baú cheio de jóias, ou seja uma grande fortuna em termos de dinheiro, ele varia de pessoa para pessoa. Assim, o que é muito valioso para alguém pode não ter quase nenhum valor para outra pessoa. Para algumas pessoas, o seu tesouro, é a sua casa, o seu carro, a sua conta bancária, os seus bens. Para outros é a sua família,  sua esposa, seus filhos, a sua namorada ou namorado, o seu amor, uma boa comida, muitas diversões e sexo sem compromissos. Alguns dão um grande valor a coisas imateriais, como a fama, o prestígio, poder, a sua carreira, o seu partido político, o seu trabalho, os seus projetos, as suas conquistas e as suas amizades. Outros, tem como seu tesouro, a sua beleza, a sua aparência, o seu corpo físico. Sim, o tesouro de alguém é algo pessoal, quase sempre único, variando do tempo e de acordo com o lugar onde a pessoa mora e o que as pessoas em volta imaginam como coisa de real valor. Uma coisa que todos os tesouros acima citados tem em comum é a sua transitoriedade, nada dura para sempre. Por maior que sejam os bens adquiridos, um dia eles acabam e se não acabarem durante a vida da pessoa que o detém, ele lhe fugirá por ocasião de sua morte. Aqueles que acham a fama e o prestígio irá permanecer mesmo após a sua morte, se esquecem que o tempo é destruidor e vai apagando as lembranças de alguém que um dia representou muito para seus contemporâneos. Mesmo tendo consciência disto, muitos matam ou são mortos para defenderem seu tesouro. Tais pessoas, estão dispostas a fazerem quaisquer sacrifícios para não deixar que o tirem ou roubem, assim morrem por coisas inglórias e não de real valor. Em vista do enunciado acima de que os tesouros são coisas transitórias e passageiras, será que existe algo que valeria a pena lutar, arriscando a própria vida por ele? Para responder adequadamente a esta pergunta, temos que parar e reflexionar sobre o objetivo da vida. Muitos acham que esta vida que vivermos atualmente é tudo que há, não há nenhuma perspectiva de uma vida melhor. As religiões no geral não fornecem elementos suficientes para as pessoas abdicarem de algo que possuem em prol de algo melhor que estaria reservado para o futuro. O Deus destas religiões em que eles acreditam, não é um Deus real mas um Deus abstrato e imaginário, um Deus impessoal e sem nome, que poderá lhe recompensar com uma vida celestial ou não. Assim, por não terem uma fé sólida nestas promessas, fazem de tudo para não morrerem, pois as dúvidas quanto ao futuro eterno com tal Deus, são enormes, não há certeza de nada. Já ao contrário disto, é a perspectiva daqueles que tem uma fé sólida, alicerçadas em coisas seguras e firmes, com base na Sua Palavra, que não deixam quaisquer dúvidas, quanto ao propósito do Verdadeiro Deus ao qual servem para o futuro deles nesta nossa Terra. Para estes, o seu tesouro é terem obtido o conhecimento exato disto e a partir daí manterem uma boa relação com este Deus, que é recompensador dos que lhe servem. Assim, por terem tal conhecimento, qual tesouro valiosíssimo que nada poderá lhe roubar, estão dispostos a sacrificarem esta vida atual, em prol da causa de ganharem a verdadeira vida, aqui mesmo neste Planeta restaurado, onde as coisas não serão mais transitórias como o é hoje e sim eternas, pois quem as promete é o Deus Todo-Poderoso que tem o poder de cumprir o que prometeu.  

sábado, 9 de março de 2013

EXPRESSA VOCÊ INTENSIDADE DE SENTIMENTOS?

Era uma magnífica mansão no bairro Jardins, área nobre da cidade de São Paulo. Os seus habitantes provinham de um país nórdico e estavam no nosso, há pouco mais de um ano por conta do trabalho de seu líder que gerenciava uma grande empresa multinacional. Certa manhã, os demais membros são informados de que o chefe da família havia sido morto, vítima de um assalto quando se dirigia ao trabalho. Embora demonstrassem pesar e tristeza pelo ocorrido, chegando a derramarem algumas lágrimas mas o sentimento de todos no geral, pareceu estar devidamente controlado e contido, não houve nenhuma grande demonstração de emoção pelo trágico acontecimento. Quão diferente seria se tal fato ocorresse com pessoas nacionais de um bairro pobre da mesma São Paulo. Haveria uma histeria coletiva e até um apelo melodramático. Logicamente que as duas atuações por serem extremas, fogem a maneira natural dos seres humanos, de como enfrentam as notícias de tragédias da vida. Não significa isto que todas as pessoas ricas e de países do primeiro mundo nunca se emocionam o bastante e que todas as pessoas pobres de países como o nosso, são altamente emotivas. Sim, a casos e casos que as vezes fogem ao padrão de seus pares mas de um modo geral é assim que se sucede. Existem alguns grupos de pessoas que tem uma grande intensidade de sentimentos e procuram demonstrar isto em seus trabalhos, são os poetas, os compositores e músicos, alguns tipos de escritores, muitos cineastas, atores e atrizes sim a maioria das pessoas que trabalham com algum tipo de arte. Na verdade todos nós deveríamos cultivar intensidade de sentimentos para demonstrarmos que somos humanos. Não estamos com isto dizendo que no evento acima o certo é o comportamento das pessoas que no caso de uma morte inesperada ou brutal se expressam através de uma histeria coletiva, com muito exagero, há de se ter um ponto de equilíbrio entre as duas atitudes extremas, pois muitas vezes este tipo de atitude melodramática não significa verdadeiro sentimento mas simplesmente uma cena como num espetáculo, querendo aparecer perante outras pessoas. Me lembro de um ocasião em que um primo se suicidou e o seu corpo foi para o IML para os exames cadavéricos. A sua mãe, minha tia, morava em outra cidade e ainda não tinha visto o corpo de meu primo e só iria vê-lo por ocasião do enterro. Assim, fomos eu, ela e outros parentes direto para a capela do cemitério. Depois de um certo tempo que já estávamos lá, chegou um corpo de um rapaz e ela ao vê-lo, passou a gritar desesperada como louca, - Meu filho...- Meu filho....querendo abraçar e beijar aquele corpo dentro do caixão. Quando lhe informaram que aquele corpo não era de seu filho, na  mesma hora ela se recompôs, ficou serena e calma, esboçando até um certo sorriso, o que demonstrou para todos que ela estava apenas fazendo uma cena e não sentindo realmente a morte de seu filho. Com estas considerações em mente, o que estamos incentivando é demonstrarmos amor verdadeiro, genuíno e que quando amamos, devemos amar não de uma maneira qualquer, pro forma mas de uma forma intensa, abrangente que abarca todo nosso ser. Sim, devemos ter intensidade em nossos sentimentos para que a vida seja realmente significativa. Porque é muito triste quando alguém é apático, frio, que não sabe demonstrar suas emoções, parecendo uma estátua de mármore, como se fosse uma geladeira, que ao invés de sangue quente possui água gelada em suas veias. Embora um excelente piloto da Formula l, onde foi campeão mundial em 2007, Kimi Raikkonen, é conhecido como Ice Man pela frieza como se comporta mesmo diante de uma grande vitória. Nas corridas ainda que não seja tão bom como Kimi, mas no podium preferimos ver a comemoração alegre do nosso passista Barrichello. Exitem várias maneiras que podemos demonstrar a intensidade de nossos sentimentos e emoções, uma destas é quando recepcionamos estranhos que nos visitam, ou passam a ser nossos hóspedes por algum tempo. Uma calorosa recepção, emoldurada por um sorriso largo, abre muitas portas e faz com que as pessoas se sintam bem, como se estivessem em suas próprias casas. Sim, o calor humano é muito reconfortante e contagioso, tira apatia daqueles que estão acostumados a serem pessoas frias, iniciando uma corrente de atos calorosos e amor. Há um intercâmbio de sentimentos bons e nobres, que transbordam quando há intensidade de amor e outros sentimentos benévolos. Assim, no que depender de nós vamos procurar expressar intensidade de sentimentos, para demonstrar que de fato no nosso caso, somos a imagem do nosso Criador, que nos aconselha a ter intenso amor uns para com outros.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O VOO SOLITÁRIO DO URUBU-REI

Estava eu de bobeira observando o céu de um azul quase turquesa, quando sou surpreendido pelo voo gracioso de uma enorme ave de cores definidas, preta e branca e com a cabeça com tons avermelhado. Foi um espetáculo majestoso ver tal ave voando pelos céus do interior do Estado onde eu estava. Até aquele momento poucas foram as aves que eu tinha visto com um tão belo bater de asas, que a deixava com uma forma arredondada, por conta da sua cauda curta. Sendo um pouco ignorante com respeito a aves, pensei tratar-se de um Condor, por causa das suas compridas penas nas pontas de suas asas e ter a cabeça avermelhada, mas depois me lembrei que tal espécie só é encontrada nos Andes Peruano e em alguns Estados da America do Norte. Intrigado perguntei uma pessoa da região que passava de cavalo pelo local, que ave era aquela, ela me disse de pronto: - É um URUBU-REI. Ele voava solitariamente há no máximo uns duzentos metros do ponto onde eu estava e depois de pegar uma corrente aérea, planava em largos círculos, mexendo a cabeça pra lá e pra cá, como se estivesse a observar algum animal morto. Na ocasião me lembrei de alguns filmes de faroeste americano em que o bandido já meio morto, ao tentar atravessar alguma parte do deserto para fugir daqueles que o caçavam, via voar sobre sua cabeça, urubus que pressentiam sua iminente morte. Imaginei: será que estou exalando algum cheiro de morte, para ele ficar voando em círculos sobre minha cabeça? Ainda bem que depois de alguns longos minutos ele seguiu em outra direção, o que pra mim demonstrava das duas uma, que meu porte era pequeno e não valia a pena tal magnífica ave se importar comigo ou que a minha carcaça ainda teria algum tempo, antes de jazer sobre o solo. Isto porque o urubu-rei é uma ave necrófaga, assim como os urubus comuns, que ao ver uma carcaça de um animal grande, como um boi ou um cavalo, parte para dentro e com o seu forte bico consegue rasgar a pele destes animais, passando a banquetear-se. Os urubus comuns o respeitam e só passam a comer da carcaça quando o urubu-rei fica saciado. Há uma crendice popular de que o urubu-rei come primeiro para ver se o animal morto estaria envenenado e só depois da verificação deste por ser ele imune á isto é que os demais urubus comem. Tal fato se verdadeiro é diferente de nós humanos que quando éramos governados por reis, estes sempre tinham súditos para provar a comida primeiro, antes que o monarca comesse, para ele não ser envenenado por algum inimigo. Infelizmente, devido a caça predatória da bela ave na maioria dos países onde tem seu habitat, o urubu-rei está em fase de extinção. Aqueles que são criados em cativeiro como nos zoológicos, estão entre as aves mais bonitas de se ver, pois além das cores básicas, tem em sua cabeça uma plumagem amarela. Fiquei eu imaginando, como uma ave tão bonita pudesse ter esta missão tão desprezível, comer carcaça putrefatas e fétidas de animais mortos. Depois raciocinando melhor, vi que alguém tem de fazer este trabalho sujo, que é limpar a terra de detritos orgânicos de seres mortos. Então se é assim, que seja liderado por alguém majestoso e não por uma ave de rapina comum. Me lembrei de um texto bíblico de Apocalipse no capítulo 19 e os versículos 17 e 18, em que depois de destruir todas as pessoas que se opõem ao seu governo, o Verdadeiro Deus através de um anjo de sua confiança, irá chamar as aves necrófagas dos céus para se banquetearem, comendo as carnes de reis, comandantes militares e outros imponentes dignitários, que jazerão aos milhares sobre a terra. Com certeza o urubu-rei estará lá para comandar esta grande refeição. A pergunta que fazemos agora é: Vamos estar entre os vivos que presenciarão tal acontecimento ou seremos um daqueles que os urubus e outras aves necrófagas irão se banquetearem com as nossas carnes, por que não fizemos a escolha do proceder correto enquanto havia tempo para isto.