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sábado, 30 de abril de 2011

PRECONCEITOS

Vivemos num mundo cercado de preconceitos de todos os tipos. É preconceito contra a cor da pele, preconceito racial, social, cultural, quanto ao sexo, por deficiência física, pela idade, contra idéias novas e preconceito religioso. Discriminamos aquilo que não conhecemos ou que ouvimos outros falarem mal, principalmente se isto for feito pelos meios noticiosos, aí já fazemos o nosso pré-julgamento. Condenamos alguém sem dar a ela o direito sagrado de defesa. Todos têm o direito de defender-se de uma acusação ou de um mal juízo e a negativa disto constitui um ato de violência e um atentado contra a dignidade humana. Discriminamos alguém pela sua cor de cabelo, pelo seu excesso de peso, pela sua estatura, pela sua falta de cultura, pela sua aparência, tudo o que é novo e por aí vai. Sim, temos muitos e variados preconceitos. Se fossemos abordar todos os tipos de preconceitos, este link seria pequeno para tantas considerações. Iremos falar de apenas dois: o social e o religioso. O preconceito social é aquele que envolve o status da pessoa e a sua aparência. Rejeitamos alguém porque achamos que ela não está no mesmo nível social que o nosso. A sua aparência nos indica ser ela pobre ou de poucos meios,  por isto não a levamos em conta e nem lhe prestamos a mínima atenção. Agimos como se ela fosse portadora de uma doença contagiosa, queremos é distância de tal pessoa. Mas como diz um ditado popular: "as aparências enganam".  Me lembro de certa ocasião, quando eu prestava assessoria jurídica para uma grande imobiliária que vendia prédios novos, com lançamentos e também trabalhava com locação de imóveis. Num certo sábado, estavam todos os corretores apostos para a venda de apartamentos de um prédio de luxo, num subúrbio do Rio. Então, de vez em quando, chegava algum prospectivo comprador, quase sempre montado num carrão de luxo e lhe era dispensado tratamento vip, com ótimo e pronto atendimento, cafezinhos, bombons, água gelada e outras coisitas mais. Logo no início daquele sábado agitado, por conta do lançamento da venda de apartamentos do prédio, também chegou não de carro mas a pé, um senhor vestido modestamente e ficou horas sentado, numa das cadeiras de espera para ser atendido. Os prospectivos compradores bem trajados eram logos atendidos e aquele senhor ia sendo passado por alto, mas continuava humildemente esperando o momento de alguém lhe dar alguma atenção. Quando não havia mais ninguém para ser atendido, a garota encarregada de alugar imóveis virou para o humilde cidadão e lhe disse: - Senhor não temos nenhum imóvel para alugar na sua faixa de renda. Em resposta, o modesto senhor lhe disse com sua voz sempre mansa: - Mas eu não vim aqui para alugar imóvel e sim para comprar. De novo, a secretária lhe falou, agora já meio chateada: - Senhor, para obter a carta de financiamento para comprar um dos apartamentos deste prédio, a financeira está criando uma série de dificuldades, são muitas as exigências e eu acho que será perda de tempo o senhor tentar fazer isto. Mais uma vez, de forma mansa e calma, o senhor disse a secretária da imobiliária: - Mas eu não vim aqui para comprar um apartamento financiado, eu vim para comprar dois apartamentos à vista, um para mim e outro para minha filha que vai se casar. A partir daí, foi um Deus nos acuda no tratamento que passaram a dispensar aquele modesto senhor, que ao final comprou os dois melhores apartamentos daquele prédio de  luxo, pagando o seu preço à vista. Sim, as aparências podem criar preconceitos e fazermos julgamentos do que nossos olhos vêem e estes, as vezes, nos enganam. Um outro tipo de preconceito é o religioso. Muitas pessoas têm alguém de uma religião como sendo antiquado, bitolado, sem instrução, fanático e até desprezível mas sem o mínimo conhecimento de suas crenças, apenas no que se ouviu falar. Bom, certo domingo como sempre faço há bastante tempo, saí para visitar as pessoas em seus lares, levando uma mensagem de esperança de uma vida melhor no futuro. Ao bater numa casa, eu e meu companheiro fomos tratados de uma forma ríspida, bem grosseira, por uma senhora que nos atendeu. Estamos acostumados a isto, nada nem ninguém irá tirar a nossa alegria neste trabalho, sempre acreditamos que em outras casas possamos encontrar pessoas receptivas, amáveis, que nos darão atenção, o que de fato sempre acontece, compensando alguns possíveis maus tratos. Entendemos que quando uma pessoa nos repudia ou maltrata está de fato repudiando, o Amo que nos enviou e que elas alegam adorar. Naquela ocasião, eu possuía um escritório com um filho de um deputado estadual e o nosso escritório ficava no mesmo bairro onde eu morava e frequentava uma congregação, portanto era o nosso território de pregação. Na segunda-feira, agora trajado de terno, comecei a atender as pessoas que compareceram ao escritório. Em uma das vezes que a secretária abriu a porta para a entrada de um cliente, pude notar que na sala de espera estava aquela senhora que me havia tratado com pouca delicadeza no domingo. Quando chegou a vez dela, ela entrou e depois dos cumprimentos, se assentou a minha frente. Daí perguntei: -  Então, no que posso servi-la? Ela passou a desfilar uma série de dificuldades que sua filha, que era professora,  enfrentava para dar aulas numa escola pública num bairro bem distante e que ela estava ali para me pedir ajuda, para eu falar com o filho do deputado para ver se arrumava uma escola mais perto. Depois de ouvir pacientemente as suas lamúrias, eu lhe disse: - A senhora ontem estava muito nervosa. Em resposta ela meio incrédula  me disse: - Eu, nervosa, como assim, porque o senhor está me dizendo isto? Em adição lhe falei: - Porque eu estive em sua casa pela manhã. Ela não entendendo nada, nem me reconhecendo, me disse: - Quando o senhor esteve na minha casa que eu não me lembro? A partir daí me identifiquei e ela não sabia como esconder o seu  rosto de tanta vergonha. Então lhe disse: - Senhora, a pessoa não é obrigada a aceitar ou mudar seu ponto de vista com relação a nada, mas sermos corteses e educados com qualquer pessoa, não custa nada. A gente nunca sabe quem está batendo à nossa porta, pode ser alguém de quem precisamos muito e aí desperdiçamos uma boa oportunidade. - Mas, a senhora pode ficar tranquila que este fato não irá me impedir de falar com o filho do deputado para ver o que ele pode fazer  por sua filha.- Tenha um bom dia! Ela saiu me pedindo mil desculpas pelo ocorrido. Pelo que eu soube, ela nunca mais atendeu mal àqueles que bateram a sua porta levando uma mensagem bíblica de esperança. Ela aprendeu a lição. Sim, que nós procuremos nos livrar de todo e qualquer tipo de preconceito porque não só é errado como contagioso, levando a que outros tenham também preconceito, muitas vezes, sem nem saber por que, só por que ouviram outros falarem mal. Fica a dica!!!     


quarta-feira, 27 de abril de 2011

PORQUE A MAIORIA DAS PESSOAS QUEREM IR PARA O CEU?

O céu ou o nirvana é o almejo da maioria das pessoas em todas as épocas da história humana. Este anseio de fugir dos problemas terrestres para um local de descanso e de delícias, continua presente em nossos dias em várias religiões, sejam orientais e ocidentais. Algumas religiões orientais dão aos jovens suicidas homens-bomba, a força motivadora para morrerem num ato heroico em prol de uma causa que eles reportam como justa, tendo como prêmio, após a sua morte, a vida num Paraíso celestial na companhia de setenta e duas virgens. Na crença budista este paraíso seria o nirvana, que tem uma réplica terrestre em Shangri-la, um vilarejo perdido no sopé das montanhas do Himalaia, local destinado às divindades e aos iluminados monges tibetanos, depois de uma vida de austeridade e abdicação dos prazeres mundanos. A maioria das religiões ocidentais, principalmente a cristandade, acham que a terra é "um vale de lágrimas e de sofrimento", "uma breve passagem" e que a paz, o descanso e a libertação dos graves problemas que se enfrenta nesta vida, só será possível após a morte, nos céus, onde estarão sempre na presença de Deus. Na Bíblia, por diversas vezes, Jesus falou do "reino dos céus", de onde ele veio e para onde ele voltaria. Assim, a maioria das pessoas no ocidente, que são professos cristãos, querem estar com Cristo nos céus. Dão como base para esta esperança, alguns textos bíblicos, tais como o que está transcrito no evangelho de João, Capitulo  14, versículos 2 e 3, onde Jesus diz em resumo que "na casa de seu Pai existem muitas moradas e que se Ele fosse embora, viria novamente e os acolheria para que onde ele estivesse, eles também estariam". Assim lançou-se uma base para muitos cristãos quererem estar com Jesus, numa das moradas de seu Pai, ou seja,  nos céus e na companhia Dele. Analisando esta promessa de Jesus, será que ela foi dirigida a todos?  No mesmo evangelho de João, no Capitulo 10, nos versículos de 14 a 16, Jesus fala de duas classes de ovelhas, umas para as quais ele é o pastor excelente e pelas quais deu a sua vida e depois diz "e tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco ou rebanho, a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho". Numa outra passagem bíblica, referindo-se "a rebanho" e que está no evangelho de Lucas, capítulo 12, versículo 32, Jesus diz: "Não temas pequeno rebanho, porque o vosso Pai aprovou dar-vos o reino." Vemos assim uma das classes de ovelhas chamada de "um pequeno rebanho", com um número pequeno de pessoas, que fariam parte de um reino ou governo. Quem seriam estas pessoas que teriam um reino e governariam e quantos são? A resposta da primeira parte da pergunta, lemos no mesmo evangelho de Lucas, agora no capítulo 22, versículos 28 e 29,  Jesus falando aos seus apóstolos diz: "no entanto, vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino". Sim, os apóstolos que acompanharam Jesus foram os primeiros escolhidos para governarem com ele desde os céus. Mas quantos mais fariam parte deste reino ou governo celestial? Para sabermos isto, recorremos ao que está escrito no livro de Apocalipse, no capítulo 14, versículo 1, o Apóstolo João nos revela um fato que aconteceria no futuro: "E eu vi, eis o Cordeiro (Jesus) em pé no monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que tem o nome dele e o nome de seu Pai, escrito nas suas testas". Vimos assim um número limitado de  pessoas: 144.000. O que mais o apóstolo João fala sobre este número limitado de pessoas? Vamos continuar lendo o mesmo capítulo 14 de Apocalipse, agora o versículo  de  número 4, na parte final, que diz: "ESTES SÃO OS QUE ESTÃO SEGUINDO O CORDEIRO PARA ONDE QUER QUE ELE VÁ. ESTES FORAM COMPRADOS DENTRE A HUMANIDADE COMO PRIMÍCIAS PARA DEUS E PARA O CORDEIRO."  Notaram o que diz este texto?  Estes, ou seja, os 144.000 que foram comprados da terra é que vão estar com Jesus numa de suas moradas nos céus, são os que vão segui-lo para onde quer que ele vá  e não todos nós. Em outra parte do livro de Apocalipse volta-se a falar sobre este número limitado de pessoas, chamadas por Jesus de "pequeno rebanho". Agora em Apocalipse, no Capítulo 7, versículo 4, repete-se o número dos selados para governarem com Cristo desde os céus: 144.000. Mas será que somente este número pequeno de pessoas seriam salvas?  Não. Se alguém vai reinar ou governar tem de haver súditos ou governados. No mesmo capitulo 7 de Apocalipse, agora  no versículo de número 9, lemos: "Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos e povos, e línguas..." e no versículo 10 complementa: "E gritavam com voz alta dizendo: Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono e ao Cordeiro." Vemos assim que um número limitado de pessoas irão governar e uma grande multidão, que não havia quem pudesse dizer o seu número, irá  também ser salva, não para reinarem, mas para serem súditos. Assim nós distinguimos aquelas duas classes de ovelhas que falamos no início:  um pequeno rebanho e outras de outro aprisco maior. Sim, apenas um número limitado de pessoas que foram compradas dentre a humanidade irão ter vida celestial, governando com Cristo. Da mesma forma que governos humanos chamam um número limitado de pessoas para serem ministros e ocuparem outros cargos de confiança do governo. A grande maioria, os governados, apenas se beneficiam se este governo for  bom. Na oração modelo dada por Jesus, conhecida como o "Pai nosso", nós pedimos "venha o teu reino faça a tua  vontade aqui na Terra como é feita nos céus". Nós não pedimos para irmos para o céu e sim que as coisas boas existentes nos céus, ou seja, vida sem fim, sem sofrimento e em paz, também existam na Terra. No famoso sermão do monte Jesus prometeu, conforme lemos em Mateus, Capitulo 5, versículo 5: "Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra". Sim, a Terra é o lar perfeito para os homens, só precisa de uma grande limpeza, conforme o salmista diz nos Salmos 37, verso 9: "Pois os próprios malfeitores serão decepados, mas os que esperam em Deus são os que possuirão a terra".  Sim, a vida nos céus será o prêmio apenas para os que irão governar com Jesus, os seus ministros, mas a grande maioria de nós, se merecermos a salvação, a teremos como súditos do reino para vivermos num Paraíso aqui mesmo numa Terra restaurada onde não haverá nenhum dos problemas que hoje nos afetam: doenças, velhice, prantos, injustiças, crimes, guerras, dor, lágrimas, imperfeição, morte. Tudo isto será coisa do passado. As coisas boas dos céus irão existir aqui na Terra porque Deus irá atender os nossos pedidos feitos na oração do "Pai Nosso", de fazer a sua vontade aqui na Terra como já é feita nos céus. Nós somos feitos de barro e outros materiais terrestres, por isto o nosso habitat natural é a Terra e não os céus, como bem expressou  um salmista  no  Salmos 115, verso 16: "Quanto aos céus, os céus pertencem a Deus. Mas a terra ele deu aos filhos dos homens". SIM, AQUI É O NOSSO LAR, AQUI SERÁ TAMBÉM EM BREVE, O NOSSO PARAÍSO!!!    

domingo, 24 de abril de 2011

QUESTIONAMENTOS

Nasci e vivi boa parte da minha infância e o início da minha adolescência, tendo como base os ensinos da maior religião ocidental. Assim, desde cedo fui instado a ter preconceito contra tudo o que fosse ao contrário do que eu acreditava, sob a pálida advertência de que "seriam os falsos instrutores que surgiriam no tempo do fim" que Jesus alegara em seus evangelhos. Na minha juventude comecei a desconfiar daquilo que me falaram e me enveredei pelo caminho quase da descrença, por me deixar influenciar por pensadores tais como Bertrand Russel e Jean Paul Sartre, embora no fundo sempre acreditara em Deus, mas não podia imaginá-lo da forma como me passaram, de um Deus super cruel,  que castigaria os maus num inferno para todo o sempre. Isto ia de encontro a toda lógica, pois se alguém fosse mau durante toda a sua vida, por exemplo, uns 90 anos, como poderia receber uma pena tão pesada, de ficar bilhões, trilhões, quintilhões de anos e outros mais, queimando num inferno? Isto faria de Deus um ser mais injusto do que os humanos, porque haveria um excesso, uma exacerbação de pena em face dos poucos anos vividos, ainda que maus. Ao entrar para uma faculdade, num período fértil da contra-cultura, onde havia como palavra de ordem a rebeldia contra a ordem estabelecida, em que poetas como Allen Ginsberg com suas poesias ácidas pregavam outra forma de viver, passei a consumi-las. Depois veio o período das religiões orientais, dos Hare Krishna, de Lao Tsé, do dualismo da vida, da luta do bem contra o mal e passei a pesquisá-las na busca da verdade, porque não sou dos que apenas repetem o que lhes foi dito, por seus pais  e outras pessoas de destaque ou posição, sempre questionei aquilo que me foi passado. Não sou daqueles que dizem "Nasci assim e vou morrer assim". Existe um ditado popular que diz: "Só os tolos não mudam". Ora, se alguém me provar com lógica que aquilo que acredito está errado é uma premissa falsa e eu disser que mesmo assim vou continuar na minha crença, por causa de tradição, de amigos, estarei passando um atestado de "burro" e eu não estou disposto a dar este gostinho a ninguém, embora não me intitule como alguém inteligente ou sábio, mas sim um homem em busca de respostas dos porquês da vida, que não me satisfaço com filosofia barata, comprada no armazém da esquina. Na época em que pesquisava as religiões orientais, em que me foi mostrado o dualismo da vida, o qual gerava o equilíbrio do universo com as premissas: bem/mal, dia/noite, saúde/doença, vida/morte, juventude/velhice, sol/lua, luz/escuridão, yang/yng, positivo/negativo, deus/diabo; a princípio concordei porque eu via estas duas forças coexistindo no universo. Mas eu sou assim, quando me dão um problema muito grande, eu gosto de "trocar em miúdos", para sair da abstração das coisas macras para coisas reais, as micros do cotidiano em que eu possa entender. Então um dia, peguei um lápis e fiquei com ele em  uma mão e na outra segurando uma borracha. Assim tentei escrever algo com um lápis em uma mão, enquanto na mesma hora a outra mão com a borracha apagaria. O que descobri então? É um princípio de física que "quando duas forças são iguais e antagônicas elas se anulam". Assim, concluí que se Deus, a personificação do bem e o Diabo, a personificação do mal, fossem forças iguais não haveria o universo ou qualquer outra criação. Vi claramente que o Diabo não é alguém com uma força ou poder igual ao de Deus. Assim, voltei as minhas raízes do cristianismo, não da cristandade, mas sem os preconceitos que me afetara, tendo um alicerce sólido em sua Palavra, que é como uma bússola a nos mostrar o verdadeiro caminho, que é único, estreito e poucos são os que estão nele enquanto a maioria prefere a estrada larga de quase nenhuma regra, onde tudo é aceitável. Encontrei lógica naquilo que acredito, em que os maus  não receberão a pena de um inferno eterno, mas sim da morte, o deixar de existir, que é o salário do pecado. Que Deus tem um propósito para esta nossa Terra, que não a criou simplesmente para nada, que a formou mesmo para ser habitada e não para ver o homem destruí-la. Assim como um proprietário não destrói a sua casa por causa de maus inquilinos, despeja-os, Deus fará o mesmo com os que não querem viver de acordo com as suas normas. Que os bons, poderão viver aqui mesmo na Terra sem os graves problemas que hoje tanto nos afetam e logicamente, livre daqueles que a poluem e a destroem. Que estas coisas estão disponíveis a todos e de graça, basta um pouco de boa vontade e não ter medo de fazer mudanças, assim como o apóstolo Paulo fez, caso isto seja necessário, porque se você insistir naquela frase famosa de que "nasci assim e vou morrer assim" , tenho um triste anúncio a lhe dar: VAI MORRER MESMO. Eu e milhares de pessoas em todo o mundo queremos é viver e estamos fazendo esforços para isto.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

TUDO É VAIDADE

É uma coisa quase natural do ser humano ser vaidoso. Temos vaidade da nossa aparência, de sermos inteligentes, de sermos jovens, de termos sabedoria, de termos cultura, das nossas obras e consecuções, de sermos ricos, de sermos famosos, de sermos espertos, de sermos bons, de termos bens, do nosso status, de sermos livres, de sermos independentes, de termos muitos amigos, de sermos bem sucedidos, de termos sucessos amorosos, de termos facilidades em conquistas, de sermos invejados por outros, de termos uma vida boa enfim, são tantos e diferentes os motivos que massageiam o nosso ego por algo que achamos que temos ou somos, que acabam nos levando a ter algum tipo de vaidade, seja de maior ou de menor grau ou intensidade, dependendo de como sabemos lidar com tais aparentes vantagens em relação aos outros. Sim, porque a vaidade exige comparação, onde nós nos colocamos numa posição superior a outrem em determinada área ou em diversas. Somos melhores nisto, temos mais naquilo e começamos a mentalizar a nossa superioridade e nos enfunamos de orgulho e preconceito. Por isto, de vez em quando é bom pararmos para nos auto-analisar, fazer uma reflexão e ver em que área ou atitude estamos nos comportando com vaidade, agindo como se fossemos melhores do que as pessoas à nossa volta. Ninguém gosta de conviver com alguém que se acha superior, por maior que sejam os atributos que tenha. É muito bom, quando alguém se comporta como menor, com humildade verdadeira e não fingida, nos dando a oportunidade de estar pelo menos no mesmo nível que ele. Na verdade, não temos nenhum motivo de sermos vaidosos. Nada do que temos hoje como motivo do nosso orgulho é eterno, imutável, nunca irá acabar, na verdade, tudo é passageiro, temporário e logo será substituído por outrem melhor ou maior. Se temos uma bela aparência que nos envaidece e contagia outros, ela rapidamente irá se transformar numa fisionomia feia, numa pele ressequida, cheia de rugas, pés de galinha e outras deformações que mesmo com todo o avanço da medicina estética, não haverá como voltar ao que nós éramos antes. A flor que hoje desabrocha e embeleza o ambiente, daqui a uns dois dias ou pouco mais será jogada no lixo. Assim acontece conosco, apenas em alguns com um período um pouco maior. Se somos jovens, cheios de vigor e às vezes nos sentimos superiores àqueles que já entraram nos anos "entas", passamos a rejeitá-los como se fossem seres de outro planeta, nunca devemos nos esquecer de que estamos numa corrida velocíssima, ladeira abaixo, prestes a alcançá-los. Se somos famosos hoje, logo seremos substituídos por outros, nada é mais fugaz do que ela, a fama. Se somos inteligentes, temos alguma cultura e sabedoria, o máximo que poderemos esperar no futuro é sermos lembrados por alguém em uma palestra ou em algum livro do que fomos ou realizamos. A riqueza que temos, pode de uma hora para outra ser perdida num caos econômico e caso não acabe durante a nossa vida, de nada adiantará quando morrermos. Neste aspecto á morte é justa, nivela todos no mesmo nível. Sim, todos os motivos de vaidade que possamos ter por achar que somos ou temos alguma coisa, na verdade são coisas finitas, passageiras, coisas efêmeras que não correspondem a realidade: de que somos todos iguais, sem nenhuma vantagem real sobre outros. Se temos algum atributo que nos difere de outros, nem por isto estamos num nível superior, pois o que me sobra de um lado em algum predicado ou dom, me falta de outro lado e assim somos todos nós, melhores em algumas coisas piores em outras. Toda vez que me vejo sucumbido ao orgulho de algo ou  ante a algum tipo de vaidade e consigo num rasgo de discernimento ver claramente isto, entro no meu quarto e começo a me trazer a realidade de que não passo de uma partícula de pó e que não tenho nenhum motivo para me julgar superior a alguém, seja a que título for. Depois desta auto-análise e de um policiamento contínuo para que não volte e enverede pelo caminho escorregadio e perigoso de sentir-me vaidoso, me sinto melhor, mais leve, mais humano, mais perto dos outros e mais achegado a Deus, a quem pertence todo o dom que possa ter me agraciado de uma forma imerecida e não a mim próprio, que não sou nada. A única vaidade que no meu caso, não é prejudicial e da qual tenho imenso orgulho e me jacto, é do Criador na sua infinita misericórdia ter passado por alto as minhas enormes falhas e me atraído a Ele.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O QUE É A VERDADEIRA SABEDORIA?

O universo literário está repleto de pensadores, filósofos, cientistas, pesquisadores, gurus, conferencistas, poetas, dramaturgos, palestrantes e outras pessoas tidas como sábias, que nos têm  brindado com frases, pensamentos, raciocínios, teorias, ensaios, livros, poemas, sermões e orações que são realmente obras primas do conhecimento humano, durante estes milhares de anos. Vamos citar apenas alguns destes, porque a lista seria imensa se fosse incluir todos: Confúcio, Kant, Albert Einstein, Aldous Huxley, Jorge Luiz Borges, Mahtma Gandhi, Salomão, Platão, Sócrates, Epícuro, Heráclito, Freud, Nietzsche, Maomé, Gabriel Garcia Marquez, Antoine de Saint-Exupery, Émile Zola, Maquiavel, Shakeaspere, Simone de Beauvoir, Demóstenes, Aristóteles, Jesus Cristo, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Jean Paul Sartre, Bertrand Russel, Francis Bacon, Karl Max, Franz Kafca, Ariosto, Isaac Newton, Camões, Dalai Lama, Buda, Pitágoras, Tales, Dostoievski, León Tolstói, Voltaire, Erich Von Daniken, Avicena, Gibran Khalil Gibran, Spinoza, René Descartes, Paulo Coelho, Lao-Tsé, Omar Khayam, Averróis, Thomás de Aquino, Pe.Vieira, Rui Barbosa, Miguel Reale, Leandro Konder e por aí vai. São tantas as correntes filosóficas, são tantos os pensamentos e ensaios filosóficos especulativos que procuram demonstrar a validade de tais teorias, que nós ficamos numa dúvida cruel em que posicionamento nos encaixar. Antes de adentrarmos no mérito da questão, precisamos fazer uma análise para separar algumas coisas que eu tenho como primordial. A primeira delas: Distinguir sabedoria de inteligência. Sabedoria não se confunde com inteligência. Existem pessoas que são muito inteligentes, tem um QI dos mais elevados mas não possuem "sabedoria", que é o uso correto e adequado da inteligência, ou seja, sabedoria é a inteligência posta em prática, usada com compreensão. Ter sabedoria significa também ter discernimento ou compreensão das coisas, separando aquilo que é bom daquilo que não presta. Sabedoria também não se confunde com cultura ou nível cultural. Alguém pode ter cultura e não agir ou ter sabedoria, ou alguém pode não ter cultura, mas ter sabedoria, talvez a sabedoria prática que se aprende na "escola da vida". Conta-se que certo barqueiro estava transportando uma pessoa importante de um lado para outro de um rio caudaloso e de muitas correntes. Durante a travessia esta pessoa, tida como importante, começou a fazer várias perguntas ao barqueiro no sentido de demonstrar a sua intelectualidade e ao mesmo tempo diminuir a do barqueiro. E começou a fazer vários questionamentos, que o simplório barqueiro sempre dizia: não sei, nunca ouvi falar e assim foi indo. Por ter a sua atenção desviada por tantas perguntas que se pedia e esperava respostas, numa certa hora o barqueiro bateu numa pedra e o barco começou a afundar. O barqueiro, virando-se para o ilustre passageiro, perguntou humildemente: - O senhor sabe nadar?  A resposta dele foi não e logo após sumiu puxado pela grande correnteza. Não adiantou nada aquela pessoa ter um cabedal de conhecimento, se a coisa mais importante e prática naquele momento era "saber nadar", o que o simples barqueiro sabia e ele não. Sim, não adianta acharmos que somos "intelectuais", que temos um vasto conhecimento, se não possuirmos a coisa básica e necessária no momento que é a sabedoria prática. Segundo o sábio Rei Salomão, depois de pesquisar tudo chegou a seguinte conclusão, como coisa verdadeiramente sábia, conforme expresso no livro de Eclesiastes, capítulo 12, versículo 13: Teme o verdadeiro Deus e guarda os seus mandamentos, pois esta é a obrigação dos homens. Estamos vivendo num período crítico da raça humana, em que de nada nos valerá uma grande inteligência, cultura, sabedoria ou filosofia humana, ser PhD nisto ou naquilo, mas dissociado do propósito de Deus. A falta do temor de Deus, da qual muitos pensadores e filósofos alistados acima, não têm e agem como se Este não existisse, acarretará o que acarretou àquele passageiro do barco, a perda da vida, pelo simples fato de não procurar encontrar a verdadeira sabedoria, cujo princípio é o temor de Deus, enquanto que pessoas simples, quais barqueiros, humilhadas pela classe intelectual e elitizada, mas que possuem o que é necessário no momento, que é a sabedoria prática "de saber nadar" nestas águas turbulentas e perigosas deste mundo, poderão se salvar para viverem num mundo melhor, aqui mesmo, na nossa linda Terra que se transformará num paraíso.        

terça-feira, 19 de abril de 2011

O QUE LEVAM CONCLUSÕES ERRADAS

A mulher e seu filho foram pegos de surpresa por uma grande tempestade, num local onde não havia qualquer tipo de proteção. Já estavam bastante ensopados, quando um carro para ao seu lado e o motorista lhes oferece uma carona. Vendo como única forma de sair daquela situação desesperadora, a mulher aceita e entra no carro com a criança. Algumas pessoas que estavam debaixo de uma marquise mais a frente, ao verem aquela cena, elogiam a atitude prestativa do motorista de ajudar a mulher e seu filho. No dia seguinte, estas mesmas pessoas que tinham elogiado aquele benfeitor, ao abrirem o jornal veem estampado na primeira página, a foto da mulher e seu filho que tinham sido assassinados, provavelmente por aquele motorista "bonzinho". Sim, muitas vezes por não termos o total conhecimento de um assunto, mas apenas alguns detalhes, tiramos as nossas conclusões e emitimos a nossa opinião, muitas vezes totalmente distorcida da realidade. Assim, julgamos alguém como bom ou como mau, baseado em apenas alguns fatos que aparentemente nos levam a crer ser a verdade. Vemos as coisas por uma pequena janela, que é o que os nossos olhos podem observar, não possuindo estes a visão periférica do todo. Também somos induzidos ao erro por alguns comentários ou pensamento expressos, como se isto fosse a total expressão da personalidade de alguém e não apenas uma faceta. Às vezes, as conclusões sobre uma pessoa nos são passadas por opiniões de terceiros, que sem motivo justo nos influenciam no julgamento de quem não conhecemos bem. A partir daí, criamos um preconceito ou mesmo aversão à pessoa. Sim, muitos julgamentos são feitos a base de conclusões superficiais, que estão em total desacordo com a verdade dos fatos. Os presídios estão cheios de pessoas inocentes que foram parar lá, por causa de pessoas que testemunharam fatos que aparentemente apontavam alguém como sendo culpado, quando na verdade não o era. Então, para não cometermos engano é sábio que, antes de tirar conclusões ou emitir opinião sobre um assunto, que procuremos nos certificar de todas as coisas. Que estas sejam vistas de vários ângulos e possibilidades, a fim de que sejam sanadas todas as dúvidas, para que o nosso julgamento seja o mais próximo da realidade e não façamos injustiças por conclusões precipitadas e erradas. Sabemos que, por mais que procuremos não errar, vamos cometer erros porque somos humanos, falhos e imperfeitos e isto reduz a nossa capacidade de entender o todo, principalmente se o que estamos querendo entender são coisas subjetivas, complexas. Isto não é motivo para não nos cercarmos de todos os fatos e conhecimento para que não julguemos pelo que meramente parece ser. Se assim o fizermos, certamente diminuiremos bastante as nossas chances de tirar conclusões erradas, de cometermos injustiças e depois nos arrepender. Não queremos ser o tipo de pessoa que pensa ou fala irrefletidamente sem ter uma razão sólida para as suas conclusões, as quais se baseiam apenas em conjecturas ou hipóteses. Que as nossas conclusões sejam sempre pautadas em bons alicerces, sem nenhuma dúvida, para que haja poucas margens de erro.   

sexta-feira, 15 de abril de 2011

COMEÇANDO DO MARCO ZERO

O mais difícil de uma longa caminhada é o primeiro passo. Depois, tudo é uma consequência. Na vida também temos de dar o primeiro passo, se quisermos chegar a algum objetivo. Às vezes damos os primeiros passos e outros que se seguem e já estávamos bem adiantados nesta jornada, quando de repente tropeçamos e caímos fragorosamente. Ainda no chão, olhamos os demais competidores e vimos que estamos bem atrás e temos de recomeçar tudo do zero. Isto dá um enorme desânimo. Mas nós não somos daqueles que se deixam abater por qualquer coisa. Somos carne de pescoço ou pau de goiabeira, que não quebra com facilidade. Apesar de toda a dificuldade, aceitamos o desafio e ainda cambaleante nos levantamos e começamos timidamente, passo-a-passo a retornar a nossa rotina em direção ao alvo. Os desafios parecem crescer à medida que avançamos, dores físicas, cansaços, problemas emocionais, afetivos e mentais nos atormentam. Há o medo de uma nova queda, por isso procuramos tomar todas as precauções para que não haja nenhum acidente e aí assim talvez seja difícil ter preparo psicológico para um novo recomeço. A nossa queda é motivo de desconfiança e rejeição por parte de alguns competidores, que deixaram de acreditar em nós como bons atletas. Temos agora, duas lutas: A primeira, conseguir chegar ao objetivo a que nos propusemos. A segunda, demonstrar com atos posteriores que, apesar de tudo, ainda somos pessoas confiáveis e que vamos insistir na busca ao alvo, apesar de todos os obstáculos que certamente aparecerão. Como já disse certo poeta, a vida é uma luta que aos fracos abate e aos fortes enobrece. Não nos qualificamos como fortes, porque realmente não o somos, mas como persistentes, obstinados, que não desistimos com facilidade ante ao primeiro obstáculo. Porque não adianta nadar, nadar e morrer na beira da praia. Se é para morrer na água, que seja em alto mar, há mais honra nisto. Somos iguais aquele rato que ao cair numa enorme vasilha de leite, não se entrega logo como o fez seu colega, que em poucos segundos já se entregara e morre afogado. Nós não queremos ter tal destino, de tanto bater e correr no leite o transformamos em manteiga e com isto criamos a base para escapar. É difícil o recomeço, mas tem as suas recompensas ao se conseguir atingir o objetivo. Que é a alegria e o encantamento do reencontro. A vida só vale pela luta que empenhamos por ela. Derrota não é palavra que se encontra em meu dicionário, há muito foi riscada, pois para mim uma coisa só é impossível até que alguém duvide disto e ela com certeza se transformará em possível. Eu estou sempre duvidando de coisas impossíveis, basta acreditar e lutar para isto e ela se transformará em realidade. Nenhum grande vencedor, em qualquer campo, teve vida fácil. Você pode ter alguns dons que facilitem a sua vida,  mas o que conta mesmo é o treinamento, a persistência, a tenacidade, o não se deixar abater depois de um fracasso  e  ter a coragem de estar sempre disposto a recomeçar, mesmo que seja do marco zero, onde tudo se inicia. Uma boa caminhada para você, que como eu não foge da luta, que está aí para o que der e vier e que nada,  nada o detenha na busca de seus alvos, sejam eles quais forem!!!       

quarta-feira, 13 de abril de 2011

PÁGINA VIRADA

Tudo na vida tem um ciclo. Nasce, cresce, dá frutos e depois morre. Assim, no atual sistema não existe nada eterno, tudo possui um começo, um meio e um fim. Por mais que tentemos prorrogar estas condições, achando que por sermos isto ou aquilo podemos alterar esta ordem natural  mas no fim somos compelidos a aceitar a verdade imutável da transitoriedade da vida e das coisas. Tudo passa inexoravelmente: poder, fama, posição social, prestígio, juventude, beleza, boa situação financeira, amizade, amor, nada permanece para sempre. Pior de tudo e para complicar ainda mais as coisas, vivemos muito pouco em relação a outros seres tais como, baleia, tartaruga e até o urubu, que só se alimenta do resto de carcaça e assim mesmo vive bem mais do que nós. Por tudo isto, deveríamos parar e refletir o porque de tanto orgulho, de tanta vaidade, de tanta arrogância. Só porque hoje somos fortes, "poderosos", com fama, privilégio, reputação, orgulho, jovens,  cheios de vida e vigor, mas o amanhã chegará e com certeza trará calamidades, perda de prestígio, de amigos, de reputação, de vigor, de saúde, de beleza e no final só nos restará uma frase curta numa lápide fria de um cemitério qualquer, para lembrar aos visitantes quem nós  fomos. Sim, a nossa existência hoje, por mais que a revistamos de brilho, glória e cor, é muito curta e dependendo do tipo de vida que levamos é mais curta ainda. Assim, enquanto ainda possuímos algum poder e força que nós dá a falsa aparência de imortais, procuremos aprender a viver a vida de uma maneira digna, correta, não compactuando com aqueles que vivem apenas por viver, por não verem nenhuma perspectiva no futuro. A verdadeira vida, aquela em que mudará radicalmente a transitoriedade atual  da nossa existência, está prestes a começar, dando um novo início a raça humana. Haverá apenas o começo e o meio, o fim será eliminado para sempre. Não seremos apenas uma recordação num cemitério, mas pessoas reais, viventes que usufruirão para sempre das coisas boas deste nosso lindo planeta. Todos trabalharão em serviços prazerosos e gratificantes, podendo mostrar todas as suas habilidades. Não utilizaremos apenas uns dez por cento de nosso potencial, mas toda a nossa capacidade. Agora imagine um mundo assim, em que teremos tempo para utilizar toda a nossa capacidade intelectual para o bem? Vai ser fantástico, assombroso, difícil até de imaginar o que iremos conseguir em termos de avanço tecnológico com tal poder sendo utilizado totalmente para o bem. Basicamente nada será impossível ao homem. Aí sim, florescerá amizades verdadeiras e eternas, amores verdadeiros e para sempre, saúde perfeita para sempre, doença, velhice e morte serão eliminadas como coisas do passado. Teremos então virado uma página da vida em que as coisas transitórias e passageiras darão lugar as coisas eternas. Logicamente que tudo tem um preço. Há aquele célebre binômio custo/benefício. Porque não basta querer, tem de se fazer por onde merecer. Para todo o benefício há um custo a se pagar. Neste caso, para se conseguir viver a verdadeira vida, aquela pela qual Jesus pagou um preço bem caro, com sua própria vida para nos resgatar de uma vida fútil e passageira, teremos de fazer mudanças radicais e viver de acordo com as suas normas. Não podemos querer usufruir de um paraíso agora, querendo viver tudo intensamente sem nenhuma regra. O paraíso está um pouco a frente. Se assim o fizermos, abdicando de coisas tolas e iníquas de um prazer temporário, o futuro próximo será brilhante: saúde perfeita, juventude eterna, trabalho gratificante, amizades duradouras, enfim, vida eterna junto com nossos entes queridos, caso contrário, nem mesmo o nosso nome será lembrado em algum cemitério, pois cemitério será coisa do passado, que não vai mais existir no novo sistema que aguardamos, segundo a promessa do Criador.      

domingo, 10 de abril de 2011

RESSURGINDO DAS CINZAS

Toda vez que me senti no fundo do poço, sem ter mais nada em que me apoiar, uma força fora do normal parece que invade todo o meu ser e começo a criar pernas e braços, como uma centopeia iniciando uma lenta e penosa escalada para fora do buraco. Eu não sei se isto que acontece comigo é o instinto de sobrevivência ou algo similar inerente a todo ser humano, que o faz num esforço supremo tirar forças de onde já não havia mais nada e tudo parecia estar esgotado. O certo é que esta força impulsora, não só neutraliza os efeitos negativos de uma baixa auto-estima, como também nos alavanca para um estágio superior, fazendo-nos ver de um outro ângulo, todas as nossas reais possibilidades. Não que a partir de agora você passe a ser isto ou aquilo, não, mas começa a ter uma outra visão e se dar o verdadeiro valor que todo ser humano tem independente de suas deficiências, fraquezas e limitações. Na verdade, ninguém é inferior ou superior a outrem, somos todos iguais, tendo algumas características que nos diferenciam e nos tornam únicos, mas nem por isto melhores ou piores do que outros. Quando estamos com a nossa estima em baixa, supervalorizamos os atributos e qualidades dos outros, enquanto que os nossos pontos fortes, nós desconsideramos ou desvalorizamos. Infelizmente algumas pessoas, para piorar a situação, ao nos verem assim tão rastejantes, parecem que ficam imbuídas de um sentimento de superioridade e nos pisam e esmagam ainda mais, como se fossemos um inseto ou algo desprezível. Por isto, devemos todos nos lembrar do efeito bumerangue, para não agir assim contra alguém, pois o retorno é certo e podemos ser o alvo preferido a ser atingido. O que plantamos é o que colhemos. Que tenhamos, assim, um equilíbrio em nossos atos e ações, dando a cada um o seu devido valor e não supervalorizando ou desvalorizando os seus méritos. Somos todos passageiros desta maravilhosa nave mãe chamada de Terra, nesta incrível jornada através do cosmos e devemos compartilhar, ajudar, dar a mão, incentivar os demais passageiros que convivem conosco nesta viagem, já que padecem das mesmas carências e dificuldades. Nunca achando que somos superiores ou privilegiados por termos isto ou sermos aquilo. Pois aquele que acha que é alguma coisa, na verdade não é nada, pois não aprendeu a coisa básica que é a humildade, um atributo essencial que devemos cultivar para se viver bem  e que nos refreia do orgulho, tão prejudicial para as boas relações humanas. Quem pensa que é o maior, na verdade é o menor. Mas que a nossa humildade  não seja tão desfocada ou desequilibrada, ao ponto de nos desmerecer ou desqualificar frente as demais pessoas, o que acontece quando temos uma baixa auto-estima. Nunca devemos nos esquecer que a vida é como uma canoa de um  parque de diversões, hoje estamos na parte de cima, numa situação superior, amanhã vamos estar lá embaixo, precisando de um impulso, de alguém que nos dê a sua mão para RESSURGIRMOS como a Fênix saindo das cinzas, para continuarmos vivendo, ombro a ombro, lado a lado, com sabedoria e equilíbrio, porque apesar de tudo é muito bom estarmos vivos e apreciar o que há de belo a nossa volta. VIVA LA VIDA!!!         

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O PONTO ESCURO NA FOLHA BRANCA

Certa feita, um professor pegou uma folha branca, de uma brancura impecável e com um lápis crayon fez um ponto bem assinalado em seu meio. Chegou então para os alunos de sua classe e perguntou-lhes: - O que é que vocês estão vendo? A resposta foi quase unânime: - Um ponto preto. Sim, todos notaram aquele ponto preto assinalado, mas nenhum deles reparou na coisa maior, que era a folha toda branca. A nossa imperfeição nos faz ver apenas as pequenas coisas ruins que os outros nos fizeram, esquecendo por completo, às vezes, o contexto maior, que é o bem que nos fizeram numa maior medida que o mau. Não chegamos nem a lhes dar o desconto do beneplácito instituto da dúvida, para tentar entender as razões do que está por trás daquele ato mau. Mesmo que o erro tenha sido intencional, será que queremos saber o porquê de tal atitude? O que levou alguém, que tinha um modo de viver até certo ponto correto, a agir assim? Havíamos feito algo que pudesse acarretar tal comportamento? Somos extremamente implacáveis no nosso julgamento, como se fôssemos perfeitos e não errássemos nunca. Devemos nos lembrar que todos somos réus e teremos nossos atos julgados por alguém Superior e não gostaríamos de enfrentar um julgamento rigoroso ou exigente demais. Da mesma forma que julgais sereis julgados. Voltando ao assunto do erro, se comprovada nossa culpa temos de assumi-la e tentar consertar ou minimizar, seja uma atitude impensada feita num momento de falta de equilíbrio ou um ato errado em si mesmo. Não queremos com isto justificar um erro feito mas compensar os seus efeitos danosos. Se mesmo assim nada surte resultado, se é um esforço em vão tentar explicar aquele nosso ato ruim, que agora nós reconhecemos como indigno, os benefícios que se fez ao longo de anos foram realmente em vão. Só restou mesmo aquele ponto escuro na folha em branco, uma cicatriz, tal como uma marca feita a ferro e fogo, que nunca mais será apagada. A vida é assim mesmo, temos de conviver com as nossas imperfeições, que não são poucas e as das outras pessoas. Somos como vários porcos espinhos que são mantidos presos em um compartimento bem pequeno e apertado. Por mais que não queiramos, vamos ferir e ser feridos uns pelos outros. A lição que podemos tirar disto tudo é: Temos de ter a grandeza de quando errarmos, assumirmos o erro e tentarmos minimizar os seus efeitos e não apenas arranjar uma desculpa para estes. Também não podemos esperar que a parte magoada de pronto aceite as nossas desculpas e tudo bem. Desculpas não curam feridas. Só o tempo tem este poder de cura, anulando e suavizando os efeitos de uma mágoa. Também ele, o tempo, demonstrará no geral quais foram as nossas ações: se totalmente ruins ou apenas alguns atos isolados, naturais de seres humanos imperfeitos. Da nossa parte, que não fiquemos o tempo todo absortos nos pequenos detalhes ou falhas, como quem fica bisbilhotando com uma lupa a procura de pequenas imperfeições, mas que olhemos o conjunto de obras de alguém para que o julgamento seja verdadeiramente justo. Esperamos que este dia possa chegar para que a paz volte a reinar e possamos viver sem nos ferir, nem ser feridos.