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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

MEU DIA DE VERÃO INESQUECÍVEL







O verão é pra muitos a melhor estação do ano, é a época em que os dias são mais longos e quentes, o sol irradia um brilho intenso lotando de gente bonita e dourada as nossas numerosas praias, além disto, pra nós do hemisfério sul é o tempo de férias escolares. Assim é justificável esta preferência pelo verão. Todos nós já vivemos alguma vez, algum verão que marcou as nossas vidas. Eu já tive vários dias bons de verões. Me lembro de alguns, como o dia de verão em que eu fui com meus pais e irmãos fazer piquenique na Barra da Tijuca, naquela época uma verdadeira aventura já que o acesso era difícil, pois a Barra era serpenteada por altas montanhas de caminho ruim e separada do continente por várias lagunas, mais valeu apena o sacrifício em chegar lá. Depois de alguns bons mergulhos numa praia paradisíaca de extenso areal, sentamos debaixo de uma amendoeira e comemos aqueles sanduíches apetitosos feitos pelas mãos habilidosas de minha mãe, acompanhados de várias garrafas de "crush" e "grapette" os refrigerantes de laranja e uva da época. Uns tempos depois houve o verão em que passei vários dias na Praia de São Gonçalinho, perto de Tarituba, uma praia deserta pertencente ao município de Paraty e que fica no litoral sul do Rio de Janeiro. Quando estive lá, ainda não havia a Usina de Angra dos Reis, nem qualquer estrada e o acesso era só por mar, pegando na ocasião um forte vento sudoeste antes de desembarcar na praia onde foram feitas as filmagens de "Como era bom o meu Francês". Também os vários verões que passei na Praia Vermelha na Ilha Grande-RJ, me deliciando com um mar de águas limpíssimas e com os bons peixes levados pelos pescadores. Mas o meu dia de verão inesquecível, foi quando meu pai que fazia parte da diretoria de um sindicato, conseguiu autorização para visitarmos a Ilha de Brocoió, que fica no fundo da Baia da Guanabara. Assim bem cedo, eu, meus pais, meus irmãos e alguns amigos, nos dirigimos para a Praça Quinze, no centro do Rio e pegamos a barca que nos levaria até a Ilha de Paquetá. Depois de quase uma hora e meia no mar, chegamos ao ancoradouro da citada ilha. A Ilha de Brocoió fica defronte a de Paquetá, ha menos de quinhentos metros desta. Assim, alugamos um outro barco pequeno que nos levou até Brocoió. Visitamos a residencia oficial do governador do antigo Estado da Guanabara e depois escolhemos um local para passarmos o dia, saboreando o bom lanche levado e tomando banho de mar nas águas ainda limpas daquela Ilha. Não que o local fosse muito bonito e privilegiado por boas paias, nem podia pois é dentro da baía mas o que me faz recordar como um verão inesquecível eram as pessoas que estavam lá comigo, naquele local aprazível. É muito bom me lembrar de meus pais ainda cheios de vigor e felizes, correndo até à água para um bom mergulho, depois ainda me lembro ver meu pai subindo em algumas árvores para colher alguns frutos a fim de alimentar com eles as inúmeras cotias que lá existiam. Foi uma ocasião muito feliz para todos nós e voltamos pra casa já quase à noite revigorados por um dia de verão que teima em não sair da minha memória. Pena que tal ilha agora não possa ser visitada pelas pessoas comuns, como nós, a fim de terem também um dia de verão inesquecível como o que eu tive.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A MELHOR OPÇÃO

Há algum tempo atrás, estive para comprar uma casa muito boa perto da casa de minha filha que é casada. Ela possuía  seis quartos, três deles eram suítes, uma cozinha de uns cinquenta metros quadrados, um grande salão, varandão em toda sua volta, num anexo lavanderia, quarto de empregada com banheiro, sauna, churrasqueira. Tal casa estava edificada num terreno plano, arborizado e gramado, com garagem para três carros, tudo isto por apenas cento e oitenta mil reais. Razão desta pechincha: A casa não possuía qualquer documentação, ela foi construída num terreno de posse e o vendedor só possuía comprovantes de que á posse era antiga, com mais de dez anos. Como para mim não haveria muitos problemas, pois como advogado estou acostumado a descascar abacaxis bem piores, falei com o vendedor que me interessava o imóvel, só faltando alguns ajustes para capitalizar o valor pleiteado já que com o imóvel assim, não poderia pleitear financiamento para adquiri-lo. Estava assim descansado, fazendo dinheiro, achando que o aludido imóvel seria meu, pois para mim eu era a única opção para o vendedor da casa, já que do meu ponto de vista, ninguém se interessaria arriscar cento e oitenta mil reais num imóvel em tais condições, sem escritura, sem "habite-se" com total falta de documentos comprobatórios da propriedade. Passados alguns dias, vejo pessoas estranhas na casa, só então percebo que a casa havia sido vendida a terceiros e muito triste constato, que eu não era a unica opção do vendedor, haviam mais pessoas interessadas em correr o risco para ter aquela bela casa, que com a documentação acertada, valia perto de seiscentos mil, com o acréscimo de uma piscina então, chegaria fácil a setecentos mil. "Dormi no ponto" por achar que era a única opção, com isto perdi um excelente negócio. Em outros campos da vida, também achamos que somos a melhor ou a única opção para alguém e ficamos descansados, como que dando tempo ao tempo, esperando que a outra parte praticamente nos implore o nosso amor, quando de repente somos pegos de surpresa, ao descobrimos que havia um concorrente com mais capacidade que nós e não titubeou em arrebatar aquele prêmio que nós havíamos negligenciado e dado pouco valor. Sim, é muito triste quando isto acontece, vermos escapulir por entre nossos dedos algo valioso, que já contávamos como nosso, deixando passar uma oportunidade que com certeza jamais voltará atrás. Assim, a vida tem me ensinado algumas coisas, muitas delas de forma dolorosa que é: Não se supervalorize, achando que é a melhor opção para alguém e que outros não estão interessados na pessoa que maltratamos e desprezamos. Pior ainda é achar que somos a única opção para alguém sair de uma situação solitária, raciocinando no íntimo, se não for comigo vai ficar "pra titia". Minha vó já dizia, que há sempre um chinelo velho para um pé doente. Desta forma devemos estar atentos aos que nos rodeiam e demonstram por palavras e atos que nos querem bem. Tratemos tais pessoas bem, retribuindo a atenção e o carinho recebido. Não devemos ficar absortos em devaneios pensando ou tentando adquirir algo que reportamos como melhor e só depois quando damos com os "burros n`água" é que pensamos voltar à nossa atenção para aquela pessoa que deixamos em "stand by". É um comportamento perigoso, pode ser muito tarde e veremos com tristeza que perdemos a oportunidade de ter alguém que nos amava, já que não éramos a melhor e muito menos a única opção dela.           

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O 'FIM' SEGUNDO OS MAIAS

Embora noventa e oito por cento das pessoas não acreditem na previsão feita pelos antigos povos que viviam nos países onde hoje ficam Honduras, Guatemala e o sul do México, conhecidos como "Os Maias" uns quase dois por cento acham mesmo, que amanhã dia 2 l de dezembro de 2012, haverá o fim do Mundo, ou como alguns outros dizem, será o começo de uma Nova Era. Esta civilização a dos Maias, possuía dois calendários, um religioso e outro agrícola, ambos baseados no período lunar, razão porque os seus meses eram de apenas vinte dias. Sendo assim, como algumas pessoas chegaram a esta conclusão, baseados no calendário Maia de que amanhã, dia 21 haverá o fim ou o recomeço de uma nova era? Isso se deu porque "os Maias",  diziam que a cada período de 3.172 anos, ou 61 vez de 52 anos solares, acaba-se um ciclo e começa-se outro e um destes ciclos cai exatamente no dia 21 de dezembro de 2012. Alguns outros entendidos na civilização Maia, dizem que este ciclo, ocorre a cada 5.125 anos, havendo assim certa divergência entre eles, como se contabiliza o aludido tempo. Segundo eles, do centro de nossa Galáxia, a Via Láctea, partira uma luz solar muito forte que atingirá o nosso planeta, ao ponto de mudar os nossos pólos e com isto mudar completamente a raça humana a partir do dia 22 de dezembro. Embora não se possa dizer que Os Maias, foram povos incultos e sem nenhuma ciência (pois as tinham em boa medida), ainda assim eram povos primitivos, politeístas e adoradores do sol,  por achá-lo como governante das atividades humanas. Deixando de lado este "fim" predito pelos Maias, sempre houve na história humana notícias e datas do "Fim do Mundo", por conta disto muitas pessoas, nas ocasiões marcadas, chegaram até a cometerem suicídios e fizeram outras desgraças para não assistirem tal ato. Sempre que se fala neste assunto, os oportunistas de plantão, fazem algumas ligações com Nostradamus, agora estão dizendo que em uma de suas "profecias", fala que a trombeta do livro bíblico Apocalipse, estará coincidindo com a bilionésima visualização da música Gangnam Style do rapper coreano Psy,  segundo alguns matemáticos, esta bilionésima visualização do vídeo pode ocorrer no dia 21 de dezembro. Estas coisas todas, me lembram a história de um menino, que foi designado para ficar de vigília a noite para avisar aos donos de animais, sobre o ataque de lobos aos seus rebanhos. Ele não era muito chegado a verdade e assim, por diversas vezes, alardeou a chegada de lobos para atacarem ao rebanho, os donos dos animais ficavam à postos prontamente, mas eram falsos os seus alardes. Quando os lobos vieram mesmo, ninguém deu importância aos seus gritos e vários animais foram devorados. Me parece que o Inimigo da Vida, tem incentivado estes falsos alardes, para as pessoas ficarem descontraídas e acharem que nada irá acontecer. Não estou dizendo com isto que acredito num fim do mundo, mas naquilo que foi dito pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, que assegura que haverá um fim destas coisas como as conhecemos, ou este sistema de vida, não o fim de nosso Planeta Terra. Sim, haverá uma limpeza mundial de pessoas que praticam o que é errado, sendo tirado dela todas as pessoas ruins, quais malfeitores, para que os mansos possam herdar a Terra e viver nela para sempre. Embora vivamos bem perto deste dia, Jesus nos asseverou, que nem Ele, nem os Anjos sabem o dia e a hora que isto ocorrerá, apenas o Seu Pai Celestial tem a data certa para efetuar tal limpeza drástica, o que significará a morte para bilhões de pessoas, quais refugos imprestáveis, enquanto para outros que fizeram ás mudanças necessárias será o início da vida eterna, neste planeta restaurado. Que tenhamos bem em mente estes fatos!    

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

LUTANDO CONTRA A MARÉ ADVERSA

Já faz um bom tempo, cerca de quatrocentos anos, quando Sir Isaac Newton, o grande físico e matemático inglês, conseguiu dar uma explicação científica para o fenômeno das marés, a subida e descida das águas do mar que acontece todos os dias, num período de doze horas e alguns minutos. Esta oscilação tem a ver com a força de campos gravitacionais de corpos celestes que atuam sobre nossa Terra, que é o da Lua e do Sol. Assim, quanto mais perto estes corpos estão, mais oscilações acontecem. Logicamente que a Lua, por estar muito mais próxima da Terra, tem uma atuação maior na variação das marés, que quando alta se chama maré cheia ou preamar, quando está baixa maré vazante ou baixa mar. Os surfistas gostam de saber quando a maré está alta ou baixa para terem um melhor desempenho, assim para eles o melhor é quando ela estiver crescendo e não totalmente cheia e também quando estiver diminuindo, que é onde eles pegam as melhores ondas, isto normalmente acontece no horário das oito da manhã ao meio-dia, não que em outros horários não se possa também surfar. Jack Johnson, um cantor e também surfista, diz em uma música antiga de Bob Marley, "High Tide or Low Tide", que estaria com seu amigo na maré alta ou na maré baixa da vida. Sim, a nossa vida tem estas mesmas oscilações ou fases, alta e baixa. Assim, quando somos jovens possuímos algum dinheiro ou bens e alguma fama, estamos na "maré alta". Nesta fase temos muitos amigos, somos paparicados, convidados pra festas e outras regalias da vida. Também nesta época quase não precisamos lutar para nos manter em pé na nossa "prancha" da vida, temos a proteção e a ajuda de várias pessoas, que nos seguram e praticamente imploram a nossa presença. Mas, como tudo na vida, há as marés baixas ou vazantes, ocasião em que já não temos aquilo que nos fazia aglutinar pessoas. Nesta baixa mar, ao aparecerem problemas e dificuldades, as primeiras coisas a "vazar" são as amizades interesseiras ou de falsos amigos. Neste período de baixa mar temos de lutar arduamente para nos manter em pé na nossa "prancha" sem as águas das amizades que nos ajudavam. Temos de ter tenacidade para não sucumbirmos e morrermos afogados ou tragados por algum "tubarão" tanto simbólico como literal, como aconteceu com a surfista havaiana Bethany Hamilton, que perdeu um dos braços surfando no Kauai perto de sua casa, mas nem por isto perdeu a sua determinação e fé, pois com um único braço se tornou campeã mundial. Aí sim, mostramos a nossa garra e disposição de vencermos obstáculos, também veremos quem são os nossos amigos de verdade, aqueles que estão conosco na maré alta e na maré baixa, sabendo de antemão que os falsos são como ratos, serão os primeiros a nos abandonar quando as coisas ficarem ruins, assim como acontece literalmente quando um navio está indo à pique. Que sejamos perseverantes em continuar lutando contra tal maré baixa adversa, sabendo que a preamar sempre volta depois de um tempo de maré vazante, é só esperar o ciclo natural. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ISOLADO NA MINHA 'SIBÉRIA"


A Sibéria constitui boa parte do território russo, ou seja, mais da metade dele. Lá tem um dos climas mais frios do mundo, onde a temperatura chega fácil aos quarenta graus negativos. É uma imensidão de território gelado, com vasta área de estepe ou vegetação baixa, sem árvores. Agora imaginem, um enorme país gelado e sem árvores, é uma visão devastadora e sombria, para nós acostumados com muito sol e uma vegetação luxuriante dos trópicos. Muitos dos dissidentes políticos dos governos comunistas da antiga Rússia foram enviados para a Sibéria, como se tivessem sido mandados para um campo de concentração longínquo, sem direito ao retorno. Há algum tempo atrás, por perseguição religiosa, alguns cristãos também foram expulsos das metrópoles russas e enviados para a Sibéria como castigo. Embora tivessem perdido tudo o que possuíam em sua cidade natal, não perderam a alegria na obra cristã e aproveitaram a chance e começaram a fazer muitos discípulos em tal região, ou seja, o tiro do governo saiu pela culatra, pois várias congregações foram criadas em tais locais, onde não havia nada. Sim, a Sibéria já foi um local de castigo, hoje nem tanto, mas ainda é um país de grandes contrastes, de difícil acesso e muito distante do nosso, tendo uma diferença de fuso horário de 13 horas. Para compensar tanta frieza há o calor humano dos seus habitantes, que se esmeram na hospitalidade e gentilezas com os que lá visitam. Mas, às vezes, a nossa "Sibéria" é aqui mesmo, na nossa cidade, na nossa rua ou até mesmo na nossa casa, onde por algum motivo, somos como que isolados ou esquecidos das pessoas. É um verdadeiro castigo estar em tal "Sibéria", é como se não existíssemos. Nada dói mais do que ser ignorado ou não levado em conta, é como se já estivéssemos mortos, apenas não temos plena consciência disto, por insistimos em viver ou simplesmente respirar. Sim, são muitas as formas de "Sibéria", algumas delas vamos por vontade própria, desejando nós mesmos isolar-nos ou dar um tempo a sós em nossas vidas. Outras vezes não, esta situação nos é imposta, como uma retaliação por algo que fizemos ou acham que fizemos. Neste caso, se foi indevida ou houve um erro de avaliação é muito triste. Me lembro de um cantor que durante alguns anos dominou o cenário musical brasileiro, levando ao delírio milhares de fãs num show que fez no Maracanãzinho, quando nem era o astro principal do evento. Era um verdadeiro maestro das massas, que dominava como ninguém, fazendo todos cantarem o seu refrão. Quando estava assim no auge de sua carreira, aconteceu um fato policial envolvendo seu nome e de uma hora para outra aquele manipulador das massas se viu só,  rejeitado e esquecido por todos, como se tivesse sido mandado para a "Sibéria" do ostracismo. Passou quase vinte anos de sua vida no mais completo anonimato, sem nenhum trabalho como cantor, apesar de todo esforço que fez para provar a sua inocência. Houve um verdadeiro boicote à sua pessoa. Por conta disto, entrou em depressão, passou a beber, se tornou alcoólatra e morreu de cirrose hepática, ele não aguentou a sua "Sibéria". Às vezes também me sinto isolado na minha "Sibéria". Quando isto acontece, tento ver o mundo além do muro de isolamento que me é imposto, não me permito ficar restrito ao meu local de cativeiro. Sempre que posso alço voo na minha imaginação, para locais onde eu tenha a companhia de pessoas que me querem bem e não me desprezam

domingo, 18 de novembro de 2012

REFUTANDO O CÓDIGO DA VINCI

O filme baseado no livro do escritor americano Dan Brown, "The Da Vinci Code", tem como argumento básico a pintura de Leonardo da Vinci "A Última Ceia", onde o Apóstolo João, em tal tela teria as feições femininas e seria na verdade Maria Madalena, uma das mulheres que acompanhavam Jesus Cristo. Assim, segundo Dan, Jesus não teria nenhuma origem divina, tendo tido relações com Maria Madalena, a qual ficara grávida de uma menina e que isto ficou acobertado por seitas secretas e a Igreja Católica Romana. Não é de hoje que o Inimigo da Vida tenta tirar do Filho de Deus a sua natureza divina, fazendo dele um homem qualquer, com necessidades comuns de nós humanos, a ponto de ter relações com uma anterior prostituta, Maria Madalena, que depois de conhecer o Mestre mudou o seu modo de viver. Pra começar, Leonardo da Vinci viveu cerca de 1.500 anos após a morte de Jesus e por mais que fosse uma pessoa culturalmente polivalente, com uma gama de conhecimentos e domínios em vários campos, por isto era tido como cientista, matemático, escultor, arquiteto, músico, escritor, pintor, poeta e outras coisas mais, porem não tinha nenhuma noção verdadeira de quem fora Jesus Cristo, a sua imagem e a de seus apóstolos, já que bebia de uma fonte adulterada pela apostasia reinante. Se olharmos o quadro "A Última Ceia" de Da Vinci, vemos nela uma "imagem" de Jesus Cristo com cabelos compridos e uma tez clara, quando se pode dizer com toda certeza que Jesus não era assim. Como todo habitante da região do oriente médio, Jesus era moreno e não claro. Também não possuía cabelos compridos como muitos pensam e o próprio Da Vinci também pensava, como retratou em tal quadro. Porque podemos asseverar com tanta certeza isto? Porque se Jesus tivesse cabelos compridos, o Apóstolo Paulo não escreveria em sua Primeira Carta aos Coríntios, Capitulo 11, versículo 14, onde lemos: "Não ensina  a própria natureza que, SE UM HOMEM TIVER CABELO COMPRIDO, É UMA DESONRA PARA ELE". Paulo  jamais escreveria tal coisa se seu Mestre tivesse cabelos compridos, como muitos até hoje pensam. O que Dan e outros desconhecem é o verdadeiro conhecimento da  Palavra de Deus, nela  vemos o motivo básico do envio de Jesus Cristo à nossa Terra, que era morrer e resgatar a raça humana do pecado herdado, devido ao erro dos nossos primeiros pais, Adão e Eva. Como os nossos primitivos pais eram seres perfeitos, era necessário que viesse alguém também perfeito, no caso Jesus Cristo, para que pudesse pagar o preço justo exigido, de "alma por alma". Nenhum humano, por conseguinte, teria tal condição, pagar na mesma medida, já que todos nós herdamos a imperfeição. Assim, no tempo devido, o Seu Pai Celestial enviou o seu Filho Primogênito e Unigênito, Jesus Cristo, que embora nascesse no ventre de uma mulher, Maria, mas não tinha nenhuma influência humana nisto. Ela serviu apenas como meio para o nascimento da criança. Assim, Jesus não era um homem comum como nós, que precisamos de sexo e outras coisas para termos uma vida normal. Ele era um Ser que já vivera bilhões e bilhões de anos junto com Seu Pai Celestial nos céus, até que Este, no tempo devido, transferiu a sua vida para o ventre de uma mulher, a fim de como humano, na nossa semelhança, dar a sua vida perfeita, morrendo para nos resgatar do pecado herdado. Após a sua morte, Jesus voltou de onde saíra para conviver com o Seu Pai Celestial, ficando à direita Deste e não sendo parte Deste, como ficou estabelecido no Concílio de Nicéia, no ano de 325 EC, através do Dogma ou  Doutrina da Trindade, tudo sob a influência e poder do Imperador Constantino, de que fala Dan em seu livro "The Da Vinci Code", e da qual não discordamos nesta parte, pois o próprio Jesus Cristo jamais asseverou que era o Deus Verdadeiro e sim o Filho Deste e que o seu Pai  e  seu Deus era maior que Ele. Apesar de não ter lido o livro (com certeza um bestseller em vendagens e público) nem ter visto o filme, sei através de comentários e das críticas, que seu conteúdo é de uma ignorância absurda, com relação a de que Jesus Cristo não teria origem divina e com isto, suscitado uma prole, o qual refutamos neste link.  

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

E SE...

Todos nós, em algum momento da vida, nos perguntamos o que seria de nossas vidas, se em tal coisa ou fato, nós tivéssemos tomado uma outra decisão. Sim, são tantas as coisas que seriam bem diferentes, se tão somente mudássemos pequenas coisas, como ir por um local ou por outro. Aí ficamos questionando se aquela decisão foi acertada ou a melhor e quais seriam as consequências se fosse outra. Por conta disto, nos vemos confrontados com muitos, "e se...". Infelizmente, depois de uma decisão tomada, não importa se ela é boa ou ruim, basicamente, não há retorno, pois o que passou, passou, já era. Assim, vamos ter que aturar dali pra frente os erros de uma má decisão e em nada ajudaria pensar que se fosse outra, as coisas seriam bem melhores e, por conta disto, ficarmos choramingando pela nossa desditosa sorte. A vida é assim mesmo, temos de atuar sem ensaio ou decidir na bucha, como num tiro no escuro, é o que der e vier. Assim, errando em algumas e acertando em outras, vamos decidindo o que fazer ou como atuar em certas ocasiões. Apesar de termos consciência disto, logicamente, como todo ser humano, somos curiosos e gostamos de imaginar hipóteses, assim ficamos, às vezes, tentados a imaginar o que a vida poderia nos reservar, caso tivéssemos feito isto ou aquilo de forma diferente. Nesta situação, vamos criando um mundo imaginário, onde vamos excluindo as coisas ruins e só vendo as coisas boas que tal hipótese nos concederia. Sim, quem uma vez ou outra não se imaginou vivendo uma vida com base naquilo que deixou de fazer ou decidir, indo por outro caminho, que agora achamos que teria sido a melhor escolha? Sim, isto acontece com todos nós, mas como já dito acima, depois de uma decisão tomada, é uma estrada sem volta, temos que continuar vivendo, tendo que conviver ou aturar decisões precipitadas ou más escolhas feitas. Assim, estas duas palavras: "E SE...", têm uma conotação de primariamente admitirmos um erro e, a partir daí, ficarmos lamentando por tal decisão que fez a nossa vida ir numa direção que não gostamos, dando ela com os "burros n'água". Sim, por pequenas coisas simples, deixamos de ser ricos, famosos, ter uma boa família e um belo lar, em resumo, ter o mundo aos nossos pés. Hoje não passamos de pessoas pobres, desconhecidas e rejeitadas pela sociedade, pelo simples motivo de lá atrás e na hora certa, fizemos uma escolha equivocada. Ah, mas foi por pouco! Quase que eu dou o pulo do gato e saio desta vida insignificante, bastava um pequeno acerto para a minha vida se enquadrar nestas duas palavras, "E SE...". Aí eu seria quase um "rei" e não este pobre coitado que sou pra muitas pessoas. Mas... pensando bem, eu não a  trocaria por outra, por melhor que pudesse ter sido, pois apesar de tudo estou vivo, tenho relativa saúde e alguns bons amigos, alem disto, trabalho quando eu quero e naquilo que eu gosto.