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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

UM PEQUENO OLHAR NAS COISAS DO ORIENTE




A um ditado popular que diz: Deus criou os céus e a terra...o resto é feito na China. Esta frase resume e bem o poder de produção que os chineses alcançaram na fabricação e exportação de coisas para o mundo inteiro. Sim, hoje em dia quase tudo vem da China e isto há a um preço imbatível, razão porque muitos países se viram obrigados a criarem barreiras protecionistas de seus produtos. Eles são campeões na criação dos melhores aparelhos tecnológicos desta era digital, o que tem de menores e mais sofisticados neste campo, é com eles. Mas não fica só nisto, somos invadidos também pela culinária japonesa e chinesa, sendo grande o público que aprecia um sushi, um sukyiaki, um yakisoba e outras iguarias da comida destes dois povos, que os mais entendidos, dizem ser bem diferentes. Por conta talvez de sua comida e forma de viver, onde os exercícios físicos ocupam boa parte do seu tempo, os japoneses são as pessoas que tem a maior expectativa de vida do mundo. Até algum tempo atrás, pouco era o meu conhecimento destes povos e da sua cultura. Esta se resumia a de que a China possui a maior população do planeta, da comida macrobiótica preconizada pelo Dr. George Ohsawa, de que o sol nasce primeiro no Japão, da lendária atuação dos kamikazes japoneses durante a segunda guerra mundial, de que o seu Imperador Hirohito quando vivo, era adorado como um deus, de ter visto alguns filmes do grande cineasta japonês Akira Kurosawa e seu ator preferido Toshiro Mifune, da leitura do livro "Beleza e Tristeza" do escritor Yasunari Kawabata, que foi premio Nobel de literatura, das lindas pinturas e tapeçaria do japonês abrasileirado Manabu Mabe, da atuação de vanguarda de Yoko Ono mulher sempre presente de John Lennon e do meio americano e meio chinês ator e o maior lutador de artes marciais, Bruce Lee, que morreu tragicamente, vítima de um edema cerebral mas sob forte suspeita de envenenamento. Recentemente tomei conhecimento de outras coisas, como através de um filme, de que houve um cão japonês chamado Hachiko da espécie akita, que se tornou um símbolo de lealdade japonesa, por zelosamente durante quase dez anos, esperar todos os dias numa estação ferroviária, por seu antigo dono e amigo,o Professor Ueno que já havia morrido. Mas tem um personagem japonês que eu gostaria de recordar mais profundamente, é o ator e cantor Kyu Sakamoto, por tê-lo visto ao vivo, cantando no III Festival Internacional da Canção no Rio. Ele já era um cantor consagrado no mundo inteiro por sua música conhecida por Sukyiaki, o mesmo nome da comida feita de arroz, tal hit ficou por várias semanas no topo das paradas americanas. Assim chegou ao Rio precedido de grande fama e cantou belissimamente a música Sayonara, sendo ovacionado pela platéia do Maracanãzinho e ficou em sexto lugar em tal festival. Infelizmente Kyu morreu cedo, num desastre de avião, deixando em nós a lembrança de sua bela voz. Kyu Sakamoto sempre volta a minha memória porque tenho um amigo, que possui uma filha a quem ele lhe deu o nome de Sayonara, assim toda vez que eu a vejo, fico cantarolando as estrofes da música que Kyu defendeu no III FIC. Este pequeno olhar nas coisas do oriente tem a ver por que atualmente moro em uma cidade, que tem uma avenida, a Via Expressa onde foram plantadas varias cerejeiras, assim no início da primavera esta avenida parece aquelas ruas fantásticas do Japão cobertas de sakura ou flor de cerejeira. Depois deste pequeno passeio pelo que eu sei da cultura oriental, só me resta dizer a vocês que me acompanharam, ARIGATO!!!.  

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

HOMEM: O MAIOR E MAIS CRUEL DOS PREDADORES



Algum tempo atrás, tomamos ciência pelos meios noticiosos de que um laboratório de pesquisas no Estado de São Paulo foi invadido por ativistas protetores de animais, que libertaram quase duzentos cachorros da espécie beagle, que serviam como cobaias de testes para a fabricação de medicamentos e em especial cosméticos. Muitas pessoas ficaram chocadas com a imagem desses dóceis animais enjaulados, alguns mortos, outros com parte do seu dorso pelado, que era local onde se faziam os testes. Se havia ou não crueldade com estes animais cobaias não vamos entrar no mérito mas que nós humanos sempre fomos verdadeiros carrascos para animais, isto não há como negar. Por exemplo, em alguns lugares, patos e gansos ficam trancafiados numa jaula, onde várias vezes no dia, são dolorosamente engordados, enfiando-se um tubo de metal de cerca de trinta centímetros garganta à dentro até atingir seu estomago, depois caroços de milhos são empurrados por tal tubo até a exaustão a fim de engordar e provocar uma doença em seu fígado. Toda esta barbárie, tem uma uma única finalidade: conseguir fazer uma pasta do fígado inchado do animal, para se comer como petisco, o famoso patê de fígado, ou foie gras. Na China e no Japão, um dos cardápios prediletos, é a sopa de barbatana de tubarões e até de golfinhos. Os animais são pescados aos milhares, as suas barbatanas são cortadas ali mesmo na embarcação, quando ainda estão vivos e depois como as suas carnes tem pouco valor comercial, são devolvidos ao mar para morrerem, uma morte extremamente dolorosa. Também na China, pequenos cachorros são expostos em gaiolas nos restaurantes e depois mortos na frente dos clientes que escolhe os que quer comer. Quem não se lembra dos macacos Rhesus, que por décadas serviu e ainda serve de cobaias para vários testes, inclusive inoculando em seus corpos o vírus da Aids? Os ratos nem se fala, são tantas as maldades praticadas contra estes pequenos roedores cobaias, tais como coloca-los vivos dentro de um tubo de ensaio, injetando células cancerígenas e outros males, tudo em nome da ciência e para o bem estar de nós humanos. Vamos deixar de lado estas crueldades feita aos animais, seja em nome da ciência, seja para obter algumas comidas exóticas, que quase só são servidas no exterior. Vamos falar de coisas que nós fazemos uso no nosso dia a dia, na nossa alimentação. A maioria de nós gosta de um bom bife acebolado, de queimar uma carne num churrasco de fim de semana, de apreciar um tostado galeto e outras iguarias proveniente da carne de animais. Mas nunca paramos para pensar, o que representou de sacrifício e dor dos animais, a carne que saboreamos com tanto prazer. O ex-Beatle, Paul McCarty, disse uma frase que: "Se os matadouros tivessem paredes de vidro todos seríamos vegetarianos". Sim, se nós tivéssemos a oportunidade de ver a crueldade que é praticada nos matadouros, para se conseguir aquilo que tanto gostamos, certamente pensaríamos duas vezes antes de pedir aquela picanha. Mas como isto é feito, fora do alcance dos nossos olhos, vale o ditado de que, aquilo que os olhos não veem o coração não sente. Realmente, nós humanos somos os maiores predadores pois matamos animais não só para comer, o que seria uma desculpa até certo ponto razoável, mas por simples prazer e esporte, como acontece com o tiro ao alvo feito à patos selvagens em alguns países, a caça cruel as raposas feita por nobres, montados em seus belos cavalos, ajudados nesta empreitada por cães farejadores que não dão uma oportunidade de escape as vítimas e outras coisas ignominiosas feitas para simples diversão. Não estamos aqui levantando nenhuma bandeira de ativista defensores de animais, de sermos vegetarianos, radicalizando o uso de qualquer carne como alimento, mas de sermos menos cruéis e mais bondosos com os animais, de termos mais amor e compaixão com estas criaturas que sempre quando demonstramos qualquer atitude de carinho e afeição por elas, nos retribuem em dobro. Não há necessidade de se utilizar animais como cobaias, há outros meios substitutos para isto, conforme se expressou neste sentido o notável cientista Dr. Albert Sabin, criador da vacina contra a poliomielite. Que realmente sejamos humanos de coração e não como temos sido, os mais violentos e cruéis predadores que existem na superfície do nosso planeta. Aguardo ansiosamente uma época em que homens e animais viverão em perfeita harmonia e paz, não havendo qualquer temor de ambos os lados quanto a atuação do outro. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

TER SEMPRE DÚVIDAS É SINAL DE SABEDORIA?




Desde que o filósofo grego Aristóteles, afirmou que "ter dúvidas é o princípio da sabedoria" que muitos encamparam tal filosofia, acrescentando mais tarde outros pensadores, que "ter certeza é próprio de pessoas tolas". Com isto em mente, para tais pessoas tidas como sábias, tudo é duvidoso, pois não se tem a certeza de nada. Então deste ponto de vista se você quer passar por "sábio" duvide e questione tudo, pois não há nada absoluto nem verdadeiro. Para estas pessoas "sábias" a vida é uma grande dúvida, não há objetivos, não há regras a se obedecer, nem normas de conduta moral a seguir, tudo é relativo do ponto de vista de quem olha. Mas estas pessoas assim, que duvidam de tudo, são contraditórias em suas asserções, pois elas próprias acreditam piamente, em coisas tais como as leis físicas, os cálculos matemáticos, nas precisas reações químicas e outras coisas mais, apenas para citar alguns fatos. Nenhuma pessoa que tem dúvidas sobre tudo, teria alguma dúvida sobre a capacidade que tem uma aeronave muito mais pesada que o ar de levantar voo e fazer uma viagem segura cruzando os oceanos. Ela não fica na porta do avião pensando e duvidando, será que este grande avião, com mais de oitocentos passageiros à bordo e imensas bagagens, conseguirá levantar voo com todo este peso? Ela tem certeza disto, por isto sobe tranquila e entra no avião. Esta certeza está longe de ser característica de pessoas tolas, mas a dúvida sim, estaria ligada a uma pessoa tola, que desconhece coisas básicas e exatas como as leis físicas. Tal pessoa que dúvida, também não subiria num prédio bem alto e lá em cima na sua cobertura, sairia caminhando para fora do prédio, duvidando da lei da gravidade, pois para ela que duvida de tudo, ela, a lei da gravidade é questionável e pode ser que ela não se esborrache lá embaixo. Dessa vez ela agirá como uma pessoa tola que tem certeza de que isto é o que acontecerá, caso ela persistisse na dúvida. Assim, vemos que longe de ser algo tolo, ter certeza ou procurar ter certeza de coisas, na verdade é sinal de sabedoria. Sim, a pessoa que é sábia procura ter certezas e não fica em cima do muro das dúvidas. Logicamente que não estamos falando de pessoas cuja certezas é baseadas em "fé cega", mas em  pessoas que procuram usar, aquilo que pode nos levar de verdade a certeza que é a nossa faculdade de raciocínio, onde a lógica e a realidade tem de estar juntas e não a mera credulidade, carreada de emoções que nos privariam do sentido de discernir o certo do errado e que vemos em muitos lugares, principalmente na maioria das religiões. É saudável quando não se tem certeza de algo, ter dúvidas e suscitar questões para sanar tais dúvidas mas encontradas estas, permanecer na dúvida por achar ser a atitude mais sábia é tolice. Porque com toda a certeza a verdade, assim como as leis acima citadas é uma coisa absoluta e não relativa, não se contradiz e está de acordo com a lógica e a realidade, se procurada como a quem busca um valioso tesouro, pode ser encontrada. Adquirida esta depois do uso de sua faculdade de raciocínio e sendo uma coisa lógica, ela lhe dá uma segurança sólida, alicerçada em conhecimento exato, sem contradições das filosofias especulativas, embora muitos que se dizem "sábios" por não chegarem a conhece-la, graças ao seu ceticismos, preferem ainda ficar na dúvida, vivendo sem objetivos suas vidas, achando que este é o proceder mais sábio, o que no fundo é insensatez e uma grande tolice.    

segunda-feira, 22 de julho de 2013

APÓS A GRANDE CATÁSTROFE, UMA LUMINOSA MANHÃ


Depois de uma longa noite tenebrosa que se arrastara por vários dias, noite esta coberta de densas trevas, que só eram quebradas com a queda de potentes raios e trovões que riscavam os céus e  despejaram um aguaceiro com saraivada de mortíferas pedras de granizos, acrescentando a isto, toda a terra era sacudida por enormes e terríveis terremotos em escalas elevadas nunca antes observadas e logo após era varrida por gigantescos tsunamis que fizeram ruir a maioria dos prédios e casas, causando uma enorme destruição e morte de quase todos seus habitantes, mas ao final quando tal noite terminou, o dia amanheceu de uma forma luminoso e radiante, como nunca antes havia amanhecido. Aos poucos os raros sobreviventes, foram saindo dos enormes escombros em que a terra se transformara e se juntando a outros, muito gratos a seu Deus por os terem protegidos e considerados dignos de terem a vida e poderem fazer parte da nova sociedade humana, a nova terra. Depois dos primeiros e difíceis contatos, chegaram a conclusão de que os sobreviventes eram em todo o planeta, pouco mais de doze milhões de pessoas entre adultos e crianças. Sim, eles haviam sobrevivido ao Armagedom, o dia do ajustes de contas do Verdadeiro Deus com os habitantes a terra que não fizeram caso dos seus incontáveis avisos do que iria ocorrer àqueles que não se adequassem as suas normas. O planeta estava coberto de cadáveres insepultos, sendo consumidos pelas inúmeras aves de rapina, que dilaceravam as carnes de pessoas anteriormente majestosas. Era muito triste ver a enorme quantidade de pessoas mortas, algumas destas bem jovens e muitas crianças, mas os sobreviventes tinham a consciência tranquila de que haviam feito de tudo para os avisar, dia após dia, do perigo que corriam mas não lhes deram  atenção, achando que aquilo nunca os atingiria, pois os seus antigos líderes religiosos lhes assegurara de que isto nunca aconteceria aos humanos mas foram eles os primeiros a serem julgados adversamente. De imediato, havia para os sobreviventes um grande trabalho a fazer, que era abrir grandes valas para jogarem e queimarem o restante das carcaças dos incontáveis mortos que jaziam sobre o solo. Apesar deste grande trabalho nefasto, os sobreviventes estavam radiantes por terem passado pela prova e plenamente confiantes no futuro que agora se apresentava para eles, de poderem viver para sempre, livres de doenças, injustiças e morte. O Grande Inimigo da vida e seus demônios, foram desativados e não poderiam mais perturbar as pessoas com as suas maquinações. Havia agora a expectativa das pessoas idosas, verem a cada dia, seus corpos voltarem aos dias do seu vigor juvenil, dos cegos terem restabelecidos a sua visão e a cura de todas as doenças e deformidades. Também ninguém trabalharia naquilo que não gosta, mas haveria para todos um trabalho prazeroso, onde as habilidades natas, seriam usadas em sua plenitude para o bem comum, como a reconstrução de belas casas para todos. Mesmo com todo o caos, as pessoas não estavam desorientadas, sem saber o que fazer, havia já uma direção em todos os lugares para que as coisas ocorressem de maneira ordeira e todos tivessem o necessário para sobreviverem naqueles primeiros dias, tendo um lugar seguro para ficarem e bastante alimento. De agora em diante não haveria mais divisões raciais, linguísticas e de territórios, a terra toda será como uma coisa só, não haverá mais nenhuma barreira separando as pessoas. Até mesmo, todas as grandes feras selvagens estavam em paz com os humanos e não havia nenhum temor deles. Incrível foi perceber que poucos animais haviam morrido na grande catástrofe, a mortandade atingiu exclusivamente os humanos. Por isto, havia um enorme canto de belos pássaros, ecoando em todos os lugares, como a festejar um novo recomeço. Sim, aquela primeira manhã foi luminosa e festejada com grande louvor ao Deus, que salvou seu povo e concretizou de forma magnifica tudo aquilo que lhes havia prometido, não falhando nenhuma de suas boas promessas, muito pelo contrário, aquilo que se apresentava estava muito além das melhores expectativas.  

sexta-feira, 21 de junho de 2013

ONDE VAI PARAR TUDO ISTO?

Um rapaz de vinte e poucos anos, não tendo como arranjar emprego formal, coloca uma banca numa rua e passa a vender frutas para o seu sustento e o de sua família. A polícia por não ver a licença para tal comércio, confisca todas as frutas e a balança. O rapaz se dirige a repartição pública para tentar reaver a sua mercadoria e dizer que há tempos está tentando legalizar o seu comercio. Além de não conseguir nada ele é humilhado pelos funcionários que o atenderam. Desesperado e não vendo outra alternativa, ele compra gasolina e despeja sobre sua cabeça e ateia fogo sobre si, imolando-se em praça pública. Socorrido não morre de imediato, fica sofrendo e muito por uns 20 dias num leito de um hospital, até que em 4 de janeiro de 2011, ele vem a falecer. Seu nome: Mohamed Bouazizi. Foi o estopim para deflagrar uma onda de protestos na Tunísia, que culminaram na deposição daquele que governava o país por 23 anos, tendo esta onda de protestos se espalhado por todo o norte da África e também à maioria dos países árabes. O continente europeu como um todo, está sofrendo uma grave crise econômica, com um desemprego em níveis nunca antes vistos. Isto tem levado milhares de pessoas as ruas para protestarem contra a opressão do sistema financeiro mundial, que tem exigido cortes drásticos em salários e nos programas sociais, para poderem ir em socorro financeiro a tais países. O Wall Street, coração do sistema financeiro da maior potencia atual, foi ocupado durante meses por jovens que protestavam exigindo várias mudanças e concessões, a fim de abrandar os excessos causados por este na crise que culminaram com o boom no mercado imobiliário americano. No Brasil, o estopim que iniciou a crise com protestos que se arrasta de cidade em cidade, praticamente em todo o país, foi o preço e a qualidade do transporte público. Mas isto é apenas a ponta do iceberg, as coisas mais graves protestadas são: a corrupção dos políticos e o gasto em obras e eventos faraônicos enquanto a maioria da população reclama por falta de educação e melhores condições de saúde com hospitais mais dignos para todos. Para muitos, há uma cobrança excessiva de impostos e encargos e não há uma contraprestação equivalente ou a altura. Sim, o mundo inteiro está como um barril de pólvora pronto a estourar, já que num pais após outro, as pessoas estão se revoltando e indo as ruas, protestando contra todas as instituições em especial a classe política, que eles alegam ser corruptas e ultrapassadas, além de um sistema financeiro perverso em que se premia uma pequena minoria, enquanto a grande maioria carece de tudo. Todos estes memoráveis acontecimentos que estamos vendo ocorrer nos dias de hoje, já haviam sido previstos há milhares de anos atrás, como coisas que ocorreriam nos dias finais ou tempo do fim. Quem nos informa sobre isto é o profeta Daniel que viveu vários séculos antes de Jesus, ao desvendar o segredo de um sonho do Rei Nabucodonosor, sobre uma grande estátua que era feita de vários materiais, começando pela cabeça de um valor maior, como ouro e depois prata, cobre, ferro e no final os pés seriam de ferro misturado com argila modelada. Segundo ele, esta estátua representava vários impérios que se seguiriam ao império babilônico, que era como se tivesse a cabeça de ouro, conforme se lê em Daniel Capítulo 2 dos versículos do 31 ao 43. No final dos dias, que representa os pés da estátua, embora tivesse partes de ferro, com a dureza de tal metal, haveria a argila úmida ou modelada, que representam as pessoas ou os povos desassossegados e agitados que hoje estão protestando nas ruas dos países e não concordam ou se misturam com eles os poderosos, que agem quais duros ferros e oprimem os povos com o uso de força. Onde vai parar tudo isto? Numa intervenção divina para eliminar todos os governos corruptos e este sistema malvado. O versículo 44 do mesmo Capitulo 2 de Daniel nos diz: " E nos dias daqueles reis (governos) o Deus dos céus, estabelecerá um reino (ou um governo) que jamais será arruinado". Isto porque, para acabar com toda a corrupção, injustiça e desigualdade que há, não adianta mudar governos humanos, estes depois de um tempo no poder descambam para a opressão e outros males, tendo que serem substituídos por outros. Assim para resolver de vez, serão erradicados os governos humanos e assumirá um governo sobre humano já designado para isto por Deus, que será o governo do seu Filho, Jesus Cristo, aquele governo ou reino que nós pedimos na oração conhecida como "Pai Nosso". Só ele poderá consertar de vez tudo de errado que há e mais ninguém. Isto acontecerá dentro em breve, não falta quase nada para o desfecho final.           

quarta-feira, 5 de junho de 2013

DESPEDINDO-SE DE UM GRANDE AMIGO




Uma das coisas mais tristes nas nossas vidas é a despedida de quem se ama. Mesmo que esta despedida seja passageira ela sempre causa muito pesar e a vontade que se tem é de que este momento demore ou nunca chegue. Infelizmente nas nossas vidas vamos acumulando diversas partidas e despedidas que nos ferem profundamente no íntimo, como se nunca fosse cicatrizar. Quando esta despedida é para sempre, sem esperança de retorno aí ela se torna desesperadora pois temos o pleno conhecimento de que nunca mais veremos este ser amado e compartilharemos de sua boa companhia que muita felicidade nos trouxe. Ao longo da vida tenho perdido muitos queridos parentes e amigos na morte mas tenho plena certeza de que os poderei reencontrar, quando o Criador depois de limpar a nossa querida Terra, os trouxer de volta à vida na ressurreição dos mortos. Será um momento emocionante, quando estas queridas pessoas acordarem do sono da morte e voltarmos a conviver juntos para sempre. Mas isto não ocorrerá com os animais que também tanto amamos e prezamos. Na sua morte, não há retorno a vida, assim, quando eles morrem ela se torna uma separação ou despedida para sempre. Isto já aconteceu com os meus amados cachorros, Balú, Burica, Tupi, Laika que tantas alegrias me proporcionaram. Também aos meus queridos gatos que em anos mais recentes, encheram a minha vida de plena felicidade, como o Tom, o Rajá e o último agora falecido, o Cook a quem jamais esquecerei por tantos bons momentos compartilhados. Ele, chegou como um presente de uma amiga para suprir em parte, a dor causada pela morte do querido Tom. Cada ser é diferente dos outros, nem ocupa de fato um lugar deixado e que pertencia a outro mas não posso deixar de registrar que a princípio fui meio reticente no meu comportamento com  relação ao Cook que já era um gato quase adulto, não tendo portanto acompanhado o seu crescimento. Embora fosse um lindo e puro gato persa, minha ex esposa o rejeitou de cara, por que diferente do Tom, ele não fora ensinado a fazer as suas necessidades numa caixa de areia colocada para isto e fazia na casa, quase sempre no box do banheiro. Assim, por diversas vezes fui instado por ela a me livrar deste "gato mal educado". Então no começo não foi uma boa relação de amizade. A minha carência sempre falou mais alto e aí embora ele não pudesse mais dormir dentro de casa o coloquei na varanda, onde permaneceu como seu abrigo até o fim de sua vida. O que lhe faltava de educação neste aspecto, lhe sobrava em fidelidade e amizade. Depois de um certo tempo a nossa amizade se estreitou e a onde eu estivesse, lá estava o meu querido Cook por perto, como se fosse um gato de guarda. Uma das coisas que ele mais gostava quando me  via, era de imediato se deitar, virando-se de um lado para outro, esperando para eu lhe dar palmadinhas em seu traseiro. Embora tivesse uma cara meio sisuda como se estivesse sempre zangado, era muito dócil, as crianças faziam dele sapato, porque gato ele já era. Quando eu saía ele ia para o portão e ficava lá sentado em uma parte do muro esperando até eu chegar de volta. Embora eu não visse esta sua permanência, todos os meus vizinhos comentavam isto, dizendo que podia chover que ele não saía de seu posto de vigília. Aliás, um fato que deve ser registrado, o Cook era um gato que não tinha medo de água de chuva, assim por diversas vezes eu tive de tirá-lo da chuva e enxugá-lo para não pegar uma pneumonia. Pneumonia aliás foi a doença que a princípio pensei tê-lo acometido, por se expor as intempéries do tempo. Infelizmente a sua doença era mais grave e não se pôde reverter o quadro, de seus pulmãozinhos cheios de líquidos, sobrecarregando o seu coração que havia crescido muito e este não suportou tanto esforço para respirar e parou. Embora eu ainda tenha um outro gato também querido, o Nino, irmão do Tom, que minha filha deixou comigo tempos depois, mas são seres diferentes, de comportamentos e personalidades diferentes, um não supre a falta que o outro faz, ele próprio, o Nino, está sentindo muito a falta do Cook, não querendo quase comer e vive miando de forma triste pela casa. Agora, quando eu aponto na rua e ligo os faróis, não vejo mais aqueles dois cintilantes olhos amarelos brilhando, quais duas enormes esmeraldas, adornados por lindo dorso de pelo preto, como se fosse um bicho de pelúcia, abanando devagar pra lá e pra cá o seu peludo rabo, como a me dizer: - Ufa, ...como você demorou, eu fiquei aqui o tempo todo te aguardando, foi bom você ter chegado para eu poder entrar, comer alguma coisa e descansar'. Descanse em paz meu grande e saudoso amigo Cook.      

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O GLAMOUR E A PUREZA DO SOM DO VINIL

Comprar e ouvir uma boa música hoje não tem a mesma graça e emoção que havia quando a gente ia a alguma loja especializada e comprava um disco de vinil, de 33 rpm um long play, lá pela década de sessenta e início dos anos setenta. A primeira coisa que chamava a atenção para um disco de vinil era a sua capa. Haviam capas interessantíssimas, de muito bom gosto e de primorosa confecção, que por si só já valia pelo preço cobrado pelo disco. São antológicas as capas dos discos do Nirvana, em que vemos um menino nadando no fundo de uma piscina, dos Beatles atravessando descalços a rua em frente a Abbey Road e outras. Depois o perfume que o plastico que o envolvia exalava ao ser aberto e manuseado. Este cheiro bom, permanecia por longo tempo depois que o disco já estava em nossas casas. Por fim o som, em que havia algum chiado é certo, causado pela fricção da agulha no vinil, mas que conseguia de maneira ímpar transmitir uma pureza de sonoridade que hoje as mídias digitais com todo o avanço tecnológico não conseguem transmitir. Assim, depois de comprarmos um disco, íamos com todo o cuidado para casa, levando-o como que um precioso troféu, evitando não arranhar. Depois já em casa, a primeira coisa que fazia, depois de aberto o plástico que envolvia o seu conteúdo, era me deliciar com a música colocando-a para tocar no prato da nossa radio-vitrola, no meu caso uma Telefunken bastante potente. Ajustado na posição para iniciar automaticamente, muitas vezes pulávamos uma música que não nos parecia boa, por simplesmente levantar a agulha e colocar no início da música seguinte, ou seja, nos intervalos ou espaços livres que existiam entre uma música e outra. Sim, por muitas décadas o disco de vinil dominou o cenário musical do mundo inteiro, nos remetendo a uma época feliz em que as coisas quase não se modificavam, iam bem devagar. A partir da década de setenta foi surgindo as fitas cassetes, que poderiam ser ouvidas tanto nos carros como também nas casas mas o som já não era o mesmo, além de muitas vezes se enroscarem no aparelho, inutilizando-as. Quando chegou o som digital, aí a coisa degringolou de vez, pois apesar de um som limpo, não havia a mesma pureza da sonoridade do som obtido no vinil. Com a chegada desta mídia e as outras que lhe sucederam numa rapidez frenética, as gravadoras que ainda possuíam fábricas de discos de vinil, resolverem fecha-las, por entenderem que estes discos estavam ultrapassados sem qualquer possibilidade de retorno, vendendo todo maquinário e as coisas restantes como sucatas. Mas ainda existia uma vela que teimava em permanecer acesa, apesar de todo o vento contrário da modernidade. Eram os Djs, que como contra-ponto musical e mixagem nunca deixaram de usar os discos de vinil em seus trabalhos nas casas noturnas, discotecas e em outras oportunidades que se apresentavam. Além destes, haviam aquelas pessoas que davam um imenso valor aos discos de vinil, eram os colecionadores que os possuíam aos milhares e que estavam dispostos a pagarem fortunas para terem um disco de vinil raro. Estes que nunca substituíram os seus discos de  vinil, por um cd digital, que é uma mídia limpa porém de péssima sonoridade, passaram a fazer pressão para que as gravadoras voltassem a imprimir as bolachas de vinil. Com tanto apelo e a enorme pirataria dos cds, onde ninguém mais os compra, as gravadoras foram se dando conta de que haveria espaço para o retorno do disco de vinil, que a princípio eram uma bolacha preta, mas agora passaram a ser coloridas, tais como na cor branca, azul e outras, além é claro, revestidas de belas e cheirosas capas em 3D. Muitos jovens a princípio por curiosidade, também passaram a se dar conta da beleza musical obtida através dos discos de vinil e passaram a ser fãs dos mesmos. Sim, agora há um grande retrô dos discos de vinil, voltando eles a ocuparem uma posição de destaque no cenário musical, da qual nunca deveriam ter saído, pois quem já foi rei nunca perde a majestade e em especial o imenso glamour, que era sentir o perfume de suas lindas capas e botar no prato para rodarem um som fantasticamente puro.