Atualmente o mundo está repleto de filosofias de como viver a vida e encontrar a felicidade. Existem milhares de livros de auto ajuda que procuram nos indicar o caminho de como, ter amigos, sermos ricos, angariarmos o amor, sermos bem sucedidos no trabalho, termos sorte, adquirirmos um belo corpo e termos saúde, enfim encontrarmos a tão sonhada e desejada felicidade. Apesar de todas estas informações hoje disponíveis a quase todas as pessoas, estamos cada vez mais infelizes. Nunca o mundo viveu um período de tantas dúvidas, incertezas e depressões emocionais que as faz buscar alívio e refúgio em bebidas alcoólicas, drogas e remédios antidepressivos. Os consultórios dos psiquiatras e dos psicólogos andam lotados de pessoas que querem encontrar as respostas e os remédios para os seus males. Desesperadas as pessoas passam a beber águas de fontes pouco confiáveis, emanadas de filosofias humanas errôneas que tentam explicar o porque das coisas mas não tendo o pleno conhecimento destas apontam para direções equivocadas. Os seu conselhos normalmente são: façam tudo que lhe faça feliz ou se há amor tudo vale, independente de sua forma. Outros vão buscar a ajuda em outros locais como na religião e passam a assistir certos cultos onde há um grande apelo a emoção. Como as suas informações sobre isto são poucas ou quase nenhuma se deixam levar pelo apelo emocional e a catarse geral, que os espertos "guias" exploram e dela tiram proveito ficando milionários. Assim, ao invés de usar a razão para poder decidir e escolher o que é bom, aceitam qualquer coisa que alivie a sua pesada consciência de práticas erradas. Estes falsos guias embora possuam o manual de como encontrar a verdadeira felicidade, evitam abordar assuntos que possam diminuir o número de adeptos, aceitando assim em seus templos, quaisquer pessoas que são praticantes de coisas condenáveis por Deus, tais como fazerem sexo sem estarem casados e outras tidas por Ele como perversões. Aquilo que sempre foi condenado é agora aceito por tais líderes, como uma evolução do modo de viver das pessoas e que tudo vale desde que haja amor e a pessoa seja feliz. Ora, será que o Verdadeiro Deus mudou a sua forma de pensar e que aquilo que ele condenava no passado, agora Ele aceita como "evolução dos tempos"? Será que os motivos que o levaram a destruir cidades como Sodoma e Gomorra, (Gênesis cap.18 vers. 20 ao cap.19 vers. 25) agora não seriam motivos para tanto? Aquilo que Ele disse mais à frente para os cristãos, como práticas que as condenaria à morte como expresso no livro de Romanos Capítulo 1 versículo do 24 ao 32, não tem mais validade, pois os tempos hoje são outros e o que importa agora é a pessoa ser feliz, independente do que faça. A Palavra de Deus diz que Ele não muda como a sombra que numa hora está num lugar e depois de algum tempo em outro, conforme se vê no livro de Tiago capítulo 1, versículo 17. Assim, do ponto de vista de Deus, aquilo que sempre foi errado e condenado por Ele, nunca passará a ser aceitável e correto, devido a modernidade ou evolução do tempos, porque senão Ele teria de pedir desculpas aos habitantes de Sodoma e Gomorra por tê-los destruídos por aquilo que agora Ele não considera como erro ou pratica condenável. Por termos plena consciência de que os julgamentos de Deus são justos, eternos e não há nenhum erro nele, podemos com toda certeza dizer que isto nunca acontecerá. Assim, nós é que temos de nos adequar o nosso modo de viver as normas de Deus e não ao contrário, considerando errado o que sempre Ele considerou como tal e nunca irá mudar. Portanto lembre-se, não é porque agora a maioria das pessoas passam a considerar uma coisa como certa que ela o é de verdade e sim o que Deus sempre disse expressamente sobre o assunto. Um coisa é certa o que o homem semeia isto é o que colhe e o que temos colhido nestes últimos tempos não é nada bom, demonstrando de forma inequívoca que as sementes que temos lançado como forma de viver moderna ou como dizem "evoluída" são coisas imprestáveis e nunca trarão real felicidade.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
HÁS DE ME SEGUIR ROBESPIERRE...
Era o dia 5 de abril de 1794, quando o ex Ministro da Justiça Francesa, Georges Jacques Danton, a caminho da guilhotina, passou pela casa de Robespierre o seu acusador e principal articulador de sua sentença de morte e disse a profética frase título deste link. Pouco mais de três meses, no dia 27 de julho do mesmo ano, Robespierre foi decapitado. Na França na Era do Terror que se seguiu a revolução francesa, muitas cabeças rolaram em cima do cadafalso, por conta de que seriam pessoas corruptas e inimigas da pátria. Robespierre, que era conhecido como o Incorruptível, sofreu na pele da mesma forma como agira contra pretensos corruptos, não teve um julgamento, simplesmente foi condenado à morte, sem direito a defesa. Nos regimes de exceção em que as leis não são respeitadas e os cidadãos não tem seus direitos garantidos, sendo violados princípios básicos, há sempre aqueles que se arvoram como "salvadores da pátria" e por isso se acham acima da lei, cometendo com isto muitas atrocidades e crimes bárbaros em defesa de uma possível preservação do bem público. As pessoas comuns que não tem acesso as informações necessárias para um julgamento correto, acham a princípio muito bom e salutares as medidas tomadas, quando poderosos são expostos a execração pública nos meios noticiosos, acusados de crimes contra o erário. Chegam mesmo a aplaudir quando vem alguém de "colarinho branco" ser enfiado num camburão como pessoas e criminosos comuns. Não estamos aqui defendendo os poderosos que praticam crimes hediondos contra o povo e que portanto merecem e devem ir para a cadeia pagar por seus crimes, mas o que se defende é que haja um julgamento justo a fim de coibir abusos e que a lei seja cumprida e não que em nome de uma moralidade e virtude pretendida se viole a lei e os direitos dos cidadãos. Por que quando uma lei é violada por aqueles que deveriam defendê-la, seja a que título for, ninguém tem mais garantia de nada, há uma corrente de erros em nome de indícios e de um possível crime. Assim um crime é cometido em nome de outro que se quer punir. Quem não se lembra dos "anos de chumbo" de nosso país, em que muitos foram mortos sem nenhum julgamento, apenas porque discordavam do poder reinante e apontavam um outro caminho que era o da legalidade. Na época, muitas pessoas apoiaram tais condenações, achando que deveria mesmo haver um expurgo daqueles maus cidadãos que estavam contra aquele regime que se apresentava como defensor da moral e dos bons costumes. Os salvadores da pátria de ontem são considerados hoje como os maiores algozes do país por terem violados de maneira absurda os direitos básicos das pessoas, onde muitos inocentes foram executados sumariamente sem qualquer julgamento. Infelizmente, parece que o país está voltando a uma era obscura, tenebrosa em que um poder se arvora acima dos outros como baluarte e defensor da moralidade e virtude, desrespeitando as leis e agindo de modo arbitrário e prepotente contra tudo e todos, não havendo ninguém imune aos tentáculos deste monstro que se diz , "paladino da justiça". A história sempre se repete, quando não há julgamentos justos e as decisões são tomadas na calada da noite de maneira ilegal, sempre haverá cabeças inocentes rolando, misturadas com criminosos de verdade. É sempre bom lembrar que o mais inocente dos homens que já pisou na face da terra, foi condenado a uma morte dolorosa assim, na calada da noite sem um julgamento. Por isto, você que se coloca no lugar de um Robespierre, o Incorruptível, cuidado para não ouvir um Danton a lhe dizer: - "Hás de me seguir Robespierre" e você mais à frente, termine seus dias como um grande malfeitor por violar a lei em nome da moral que você defende com tanto rigor.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
UM BONDE CHAMADO SAUDADE
Outro dia estava recordando alguns bons momentos de quando era adolescente e eu tinha de ir a zona sul do Rio fazer algum serviço e pegava um bonde para chegar ao local. Trabalhava num escritório de contabilidade na Treze de Maio no Edifício Darke e ali perto no Tabuleiro da Baiana, havia um terminal de estação de bondes que iam para a citada zona sul da cidade. Assim, em dias quentes onde não havia muita pressa no trabalho que teria de fazer, era muito melhor ir de bonde, pegando o frescor de um transporte arejado do que ir num ônibus quente e cheio ou ficar esperando um tempão um "lotação" que tivesse lugar. Normalmente sempre pegava o bonde da linha 13 que ia até Ipanema. Depois de sair do Largo da Carioca, ele pegava a Rua Senador Dantas e depois da Praça Paris ia sempre pela direita margeando os bairros da Glória, Catete, Largo do Machado, Flamengo, Botafogo e ai atravessava o Túnel Novo até chegar meu destino que era Copacabana, onde eu saltava antes do bonde parar, dando aquela corridinha para não cair. Era muito divertido e exigia alguma perícia para saltar como eu as vezes fazia, de costas. Muitas vezes viajava no estribo e quando o bonde parava em algum ponto eu descia também e ficava no chão sem olhar para o condutor (cobrador) até que o motorneiro desse nova partida e assim ia até o meu destino, normalmente nestas ocasiões eu, mal orientado, não pagava a passagem. Era muito intrigante e gozado ver o condutor se pendurando no balaustre de fora do bonde, fazendo a cobrança das passagens, sem fornecer nenhum comprovante do pagamento, tendo apenas a sua memória como garantia dos passageiros que já haviam pagos. Havia alguns bondes que tinham um outro vagão acoplado, era o reboque, em que o mesmo condutor fazia a cobrança, indo de um vagão a outro, balançando e fazendo tilintar as moedas para receber a passagem, que eram depois registradas puxando uma cordinha tantas vezes, de quantos passageiros havia recebido. Diziam as más línguas, que esse registro não era perfeito, pois se recebia de cinco, ele só registrava umas três. Só não valia tal viagem nos dias de chuva, pois com certeza chegaria molhado a não ser que fosse no meio do bonde, pois tanto de um lado em que se podia abaixar uma cortina de couro, como do outro que era impossível fazer isto, se a chuva fosse de vento atingia quase todos os passageiros. Mesmo assim era muito bom, viajar nos trilhos me parece que da Light a empresa dona de tais linhas de bonde. De vez em quando, fico vendo algum filme em que a ação se desenrola em São Francisco no Estado da Califórnia e vejo aqueles lindos bondes coloridos descendo e subindo as incríveis ladeiras daquela cidade americana e aí é que a saudade aumenta. A modernidade e o empenho em ajudar a nossa recém criada indústria automobilística, fazendo-nos comprar carros, baniu da cidade os nossos saudosos bondes, só restando praticamente o de Santa Tereza, pois os mínis-bondes do Pão de Açúcar e do Corcovado não contam como tal, são apenas transporte para turistas e não para o povão, assim como eram os que tinham até um nome bastante adequado para o que de fato eles traziam a todos os seus usuários, como era o Bonde 56, o Alegria!!!.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
QUANDO JESUS PASSOU A SER DEUS PARA MUITOS?
Como assim? Me perguntarás atônito você que é um professo cristão, que sempre ouviu dizer e acredita piamente misto, de que Jesus Cristo é o Deus a quem você dirige as suas orações e busca amparo nas horas mais aflitivas de sua vida. Atordoado com a pergunta título continuarás me indagando: - Houve época em que Jesus não era Deus e depois passou a sê-lo? Por mais incrível que pareça sim, a crença de Jesus como sendo o Deus para os professos cristãos é recente, tem menos de 1.700 anos. Mas quando se deu isto? O que o próprio Jesus pensava sobre isto? Para sabermos as respostas vamos fazer um analise criteriosa nas Escrituras Sagradas, que é a base do cristianismo e também ver o que a História Universal tem a nos dizer sobre o assunto. Diferente de outras nações em volta que possuíam e adoravam muitos deuses, a nação de Israel povo bíblico pactuado com Deus através do Patriarca Abraão, tinha apenas um único Deus. Eram monoteístas, adoravam apenas o Deus, representado pelo tetragrama IHVH. Ele próprio lhes disse através do Profeta Moisés da sua unicidade, como está transcrito no livro de Deuteronômio capítulo 6 versículo 4: "Escuta, ó Israel, Jeová nosso Deus, é um só Jeová". Então para a nação de Israel não havia outro Deus ou uma trindade de Deuses, mas um só, que era Jeová, ou como alguns tradutores vertem o tetragrama para Iavé ou Javé. O próprio Jesus Cristo, repetiu estas mesmas palavras de Deuteronômio no evangelho de Marcos, capítulo 12, versículo 29. Jesus Cristo em nenhum momento se arvorou ser Deus ou como fazendo parte de um Deus trino. Quando lhes ensinou a orar, não disse "seja feita a nossa vontade" e sim "seja feita a Tua vontade". Também no Livro João Capitulo 8 versículos 17 e 18, Jesus diz que o testemunho de duas pessoas é contado como coisa verdadeira, assim o testemunho dele e de seu Pai é veraz, o que confirma de maneira irrefutável, a existência de dois seres distintos. Por inúmeras e diversas vezes Ele disse, que o Pai era maior do que Ele; que o Pai era seu Deus a quem Ele louvava publicamente; que havia coisas que só o Pai sabia e Ele não; que estava na terra para fazer não a sua vontade mas a vontade de seu Pai que estava no céu; quando lhe chamaram de bom, Ele refutou tal adjetivo, dizendo que bom era seu Pai. Embora numa ocasião Ele dissesse que o Pai e Ele eram um, o que poderia gerar alguma confusão, depois mais a frente no mesmo evangelho, Ele explicou o sentido da frase dizendo: Para que todos sejam um, assim como eu e o Pai somos um, conforme se vê em João 17:21. Havia tal união ou afinação entre Ele e seu Pai, que era como se eles fossem uma só pessoa, união esta como deveria existir também entre todos os cristãos, embora muitos mas se unidos na mesma fé e propósito seriam também como um só corpo ou pessoa. Assim, como ser distinto, Jesus Cristo, sempre disse que era o Filho de Deus e não o próprio Deus um ser maior e seu Pai. Alguns talvez argumentem que enquanto na carne Jesus era Filho, mas depois nos céus junto ao Pai, seria parte Deste. Não é o que Ele pensava, pois após ser ressuscitado e já como criatura espiritual Ele disse categoricamente a Maria Madalena, "Para de agarrar-te a mim. Porque não ascendi para junto do Pai. Mas, vai aos meus irmãos e dize-lhes: "Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus" conforme se vê no evangelho de João Capitulo 20 versículo 17. Sim, Jesus jamais deixou de reconhecer que o seu Pai era o Verdadeiro Deus e que Ele próprio lhe prestava adoração. Desta forma, os primitivos cristãos nunca tiveram qualquer dúvida de que o Deus bíblico da nação Israel, Jeová era o Pai de Jesus Cristo e também seu Deus e que era o único ser que merecia adoração. Que ele Jesus era o Cristo, ou o prometido Messias, o Filho de Deus um ser menor, que havia sido criado e enviado por Este para resgatar a humanidade e portanto sujeito a Ele. O apostolo Paulo, escrevendo aos Colossenses no capítulo 1 versículo 15, falando sobre Jesus diz: " Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação". Sim, Jesus foi a primeira coisa criada por seu Pai Jeová. Enquanto o Pai, sempre existiu, não teve princípio, o Filho teve um inicio, foi criado ou gerado por seu Pai Celestial, bilhões de anos antes de Ele vir a terra e nascer como humano. Jesus espelhava as notáveis qualidades de seu Pai Celestial, ao ponto de se conhecer o seu Pai através dele. Por mais fidedigna que seja a imagem de alguém ela sempre será a imagem e não a coisa em si. Infelizmente após a morte de todos os apóstolos, como havia sido predito, haveria uma apostasia ou um afastamento das verdades bíblicas por introduzir-se nela ensinos falsos, amalgamada com coisas pagãs. Assim, em 325 da nossa Era Comum, o monarca Constantino que era um recém convertido do paganismo e do qual nunca se afastou de fato, convocou um Concílio em Niceia, para estabelecer uma unidade da religião agora dominante e do estado mas que estava fragmentada em várias dissensões doutrinárias. Entre estas, havia uma discussão sobre a origem de Jesus, alguns defendiam aquilo que o próprio Jesus sempre disse a seu respeito, de que era o Filho de Deus e não o próprio Deus, era a facção do bispo Ario. Do outro lado haviam aqueles que diziam ser Jesus, o próprio ser Divino ou a essência ou substância do Próprio Deus e portanto igual a Ele, era a facção do bispo Atanásio. Assim, o Imperador Constantino, vendo nesta última facção um poder maior de aglutinação de pessoas e territórios, fez valer a sua autoridade, por endossar o ponto de vista do bispo Atanásio, criando o chamado Credo Atanasiano ou a Doutrina da Trindade. Desta forma, Jesus que até então era o Filho de Deus, a partir do ano 325 de nossa era comum, passou a ser o Deus Filho, parte de uma trindade de Deus, contrariando a unicidade e identidade monoteísta da nação judia, de um Deus único. Com isto estabelecido, ou seja de que Jesus era ou passou a ser Deus, teve que se omitir e erradicar o nome divino do Deus da Bíblia, nos seus mais de 7.000 textos bíblicos em que ele aparecia, passando a usar-se no seu lugar apenas "Senhor" e este representa Jesus Cristo, o qual passou do ano 325 para cá, a ser o único Deus conhecido e adorado por quase todos os professos cristãos, com exceção de apenas um povo, que leva o nome próprio do Deus da Bíblia. Estes reconhecem o grande papel de Jesus como o mediador entre o Verdadeiro Deus e os homens, sabem que as orações só chegam ao Pai por intermédio dele. Reconhecem que Jesus é o Rei designado por Deus para governar a terra até que todas as obras do Diabo sejam desfeitas. Que Ele deu a sua vida perfeita, como sacrifício ou resgate por todos, sendo portanto o único salvador da raça humana, livrando-as do pecado herdado e que portanto merece todo o agradecimento por tal ato impagável que nos salvou das garras da morte. Assim Jesus tem seu mérito por isto mas seu Pai e Deus Jeová tem um mérito maior. Foi Ele o idealizador e executor do plano para salvar a humanidade do castigo da morte, enviando não qualquer anjo mas o seu melhor, seu amado Filho Unigênito para que com sua morte dolorosa sacrificial pudéssemos ganhar a vida eterna. Assim seremos eternamente gratos a Jesus, mas quanto adora-lo como Deus por conta disto não. Ele próprio refutaria veementemente tal ideia, pois nunca tentou usurpar tal prerrogativa ou direito de seu Pai, já que a adoração ou devoção é coisa exclusiva pertencente somente ao único Criador e Verdadeiro Deus, seu Pai Celestial, conforme está expresso no livro de Apocalipse capitulo 4, versículo 11. Se você tem alguma dúvida sobre as alegações acima, consulte os textos citados na sua Bíblia, leia algum livro da Historia Universal sobre os fatos aqui narrados ou faça uma pesquisa nas páginas do Google. Aí sim, você descobrirá por análise própria e não induzido por alguém como até mesmo pelo editor deste blogg, se há base para um questionamento levantada na pergunta título ou se aquilo que você sempre acreditou de que Jesus sempre foi Deus e não a partir de 325 da EC, deve prevalecer.
sábado, 6 de abril de 2013
ACREDITAR É FÁCIL, JÁ CONFIAR AS VEZES É BEM DIFÍCIL
Conta-se a historia de que um famoso equilibrista depois de atravessar uma imensa e alta cataratas, caminhando por um cabo de aço flexível estendido de um lado a outro desta, foi abraçado e interpelado por uma entusiástica senhora que lhe disse, nunca ter duvidado de que ele não pudesse realizar tal grande feito. O equilibrista lhe agradeceu e perguntou se ela acreditava que ele pudesse voltar e atravessar de novo tal cataratas, desta vez levando um carrinho de mão. Ela lhe disse imediatamente que sim, que acreditava na sua capacidade de fazer tal travessia de uma forma segura, mesmo levando um carrinho de mão. Em adição ele lhe perguntou se ela acreditava que ele pudesse fazer tal travessia, levando agora um saco de areia de setenta e cinco quilos, dentro do aludido carrinho. Mais uma vez ela lhe disse categoricamente e sem pestanejar que não tinha nenhuma dúvida disto. Aí, mais uma vez ele lhe perguntou se ela que acreditava tanto nele, confiaria agora em ir dentro do aludido carrinho de mão e fazer a travessia sentada no lugar do saco de areia. Nesta altura meio triste, ela não lhe respondeu nada e foi embora cabisbaixa. Sim, acreditar é fácil, enquanto confiar é as vezes muito difícil. Isto porque confiar exige quase sempre a participação no ato, enquanto acreditar nem tanto. Conosco as vezes acontece esta coisa de acreditarmos quase piamente numa coisa mas quando postos a prova, principalmente quando nossa vida está em jogo, retrocedemos e deixamos de confiar naquilo que alardeamos acreditar. Isto porque acreditar em algo é uma coisa subjetiva, enquanto confiar as vezes é a crença posta em prática ou em prova. Sim, quando confiamos plenamente em algo, sem quaisquer resquício ou sombra de dúvidas é a materialização daquilo que acreditamos. É a prova de fogo da crença, que quando ultrapassa um grande obstáculo, fortalece ainda mais aquilo em que acreditamos. Infelizmente a maiorias das pessoas acreditam em certas coisas, até certo limite e desde que não lhe ponham a prova estas mesmas coisas. Assim, como o exemplo acima da senhora nos relata, ela acreditava bastante em tal equilibrista não tendo nenhuma dúvida sobre sua capacidade de vencer tais grandes obstáculos mas quando chamada para comprovar a sua confiança de forma concreta, ou seja, entrar no carrinho e fazer a perigosa travessia, esta se desvaneceu e não suportou a prova. Assim, queremos que as nossas crenças que são alicerçadas em coisas sólidas à base do raciocínio lógico e que já demonstrou ser plausível por diversas provas ultrapassadas, nos levem a total confiança em nada duvidando, mesmo que a nossa vida venha ser posta em jogo, por confiarmos irrestritamente sem reservas naquilo que acreditamos como verdade.
sábado, 30 de março de 2013
O NOSSO SHOW PERFORMÁTICO DE CADA DIA
Viver hoje em dia requer um bom jogo de cintura, chegando as vezes ser necessário atos não normais, daqueles que fogem aos padrões estabelecidos pela maioria. Sim, em algumas ocasiões é preciso uma grande performance, ser criativo e como alguns dizem ser descolado, indo além do óbvio, por que se assim não for seremos vencidos por aqueles que tem mais imaginação e são mais audazes. Um outro motivo é que não queremos ser atropelados pelo gigantesco caminhão do stress da vida, que nos arrasta e esmigalha quais frágeis sacos de lixo, caídos na viela pública mas sem nenhuma flor como os sacos acima para nos enfeitar. Então as vezes, expressarmos as nossas atitudes por atos extremos, seja no trabalho, nos relacionamentos, nas nossas atividades do dia a dia, com isto abrirmos algumas portas, que com certeza atuam como uma válvula de escape, deixando sair a pressão causada pelos tempos difíceis nos quais vivemos e por conseguinte sem o saber podemos estar sendo de alguma forma performáticos, não com a qualidade ou o desempenho de uma obra de um Helio Oiticica. Não é preciso grandes coisas ou grandes momentos para agirmos assim com uma boa performance, como se fossemos atores representando no palco da vida, mesmo sem público ou com apenas uma pessoa como platéia alvo. Coisas banais e triviais da vida podem se revestir de grandes performances, dignas de um Oscar ou do Globo de Ouro. Por várias vezes sem me dar conta direito, me vi agindo ou atuando assim, não que fosse necessária tais atitudes mas nunca perdi a oportunidade desse comportamento desconcertante, menos sério e formal, que no primeiro momento pode parecer estranho mas tem me aliviado de tensões e por que não dizer, esta forma descontraída se estende aos demais envolvidos meu público alvo, que sempre após o primeiro impacto, também dele participam. Esta tem sido a fórmula meio estranha é certo, que encontrei para sobreviver a este rolo compressor do pragmatismo da vida moderna, que nos amassa e sufoca, com o seu estilo cheio de etiquetas e formalidades. Algumas vezes, somos levados a praticar atos bizarros, para de uma certa forma chamar alguma atenção, quando por algum motivo estamos sendo excluídos, ignorados ou levados a crer de que somos menores e não como cada ser devia ser considerado como único, autêntico e verdadeiro não apenas na casca mas principalmente na essência. Por isto não ligamos para o oprobio público caso isto ocorra pelos nossos atos que vão de encontro ao que é normal mas nem sempre verdadeiro. Isto por que, por trás da normalidade, as vezes se escondem grandes mentiras mantidas por antigas tradições e comportamentos, que fazem as pessoas se refrearem de agirem espontaneamente como as crianças que não ligam para o ridículo de seus atos, desde que sejam verdadeiros e autênticos. De fato, se pararmos para observar o comportamento das crianças, elas não estão nem aí para o que os outros pensam a seu respeito, elas fazem o que no momento lhe dá na telha. Infelizmente quando passamos a ser adultos, ficamos com vergonha e agimos de maneira contrária a nossa natureza, tirando a nossa alegria e leveza de ser, nos arrastando a uma vida enclausurada, cinzenta e sem graça, presa em atitudes hipócritas de aparentes normalidades mas sendo no fundo verdadeiros sepulcros caiados, cheios de imundícies por dentro. Aí, se você quando pode e as circunstâncias o permitem, deixa a formalidade e a seriedade de lado e age de uma forma natural e descontraída, não ligando para as convenções ultrapassadas, você a princípio é mal interpretado como uma pessoa excêntrica, quase louca, que não se importa que o achem estranho e que poucos o entendam por isto. Particularmente, não estou nem aí para o que alguns acham ou pensam de mim, pois de uma coisa eu tenho certeza, em toda a história da raça humana, as grandes multidões nunca estiveram do lado certo dos fatos, enquanto a minoria sim. Então, meu caro leitor ou leitora, se você consegue enxergar além das montanhas que cercam a sua cidade, não se deixe vencer pela corrente avassaladora do pensamento e atitudes de seus contemporâneos, mesmo que para isto você tenha de ir a extremos, de fazer verdadeiros atos performáticos para conseguir sobreviver no meio de uma geração perdida nas suas banalidades.
segunda-feira, 25 de março de 2013
MEU SAUDOSO PÉ DE JABUTICABA
Durante parte de minha infância, vivi em uma cidade do interior do Estado do Rio, Carmo, que praticamente faz fronteira com Minas Gerais. Era e é uma cidade muito quente. Por conta disto havia muitas árvores próprias da mata atlântica que gostam de uma temperatura assim elevada, tais como mangueiras, goiabeiras, jaqueiras, pitangueiras e outras. Havia uma que me chamava atenção por volta do início do mês de novembro, era uma enorme jabuticabeira. Ela ficava nos fundo de um quintal baldio, perto da casa da minha tia onde eu ficava. Era uma árvore antiga e bem alta, que depois da floração no início da primavera se enchia de frutas pretas aglomeradas em seu tronco, quais cachos de uvas. Ver tal arvore pontilhada de frutos pretos, enchia meu olhos de menino travesso e louco para provar o seu gosto. Assim, nestas ocasiões depois dos deveres escolares e outros compromissos na casa, subia nas grimpas de tal árvore, passando a escolher a princípio as jabuticabas maiores, que tinham dois caroços. Estas frutinhas maiores, eu e meus colegas de peraltices, chamávamos de "olho-de-boi", cujo gosto não era tão bom como as frutas menores. Passávamos horas comendo estas frutas e só descíamos, quando já estávamos empanturrados de as comer até os caroços. No dia seguinte, ficávamos amuados, pois estávamos "entupidos" por tantas cascas e caroços engolidos. O jeito era ir até o prático da farmácia local pedir um remédio para o caso. Depois de contarmos o que sentíamos, ele nos receitava e até preparava um poderoso laxante, à base de óleo de rícino, que era tomado ali mesmo com muita cara feia e repugnância. Mas alguns dias à frente quando a prisão de ventre já havia passado e o gosto ruim daquele óleo esquecido, lá estávamos de novo, naquele convidativo e apetitoso pé de jabuticaba, tendo agora o cuidado de não engolir as cascas e nem os caroços, que eram cuspidos do alto do pé, para não termos de enfrentar uma lavagem intestinal, prometidas pelo "farmacêutico" caso ocorresse novo entupimento. De vez quando, minha tia solicitava que eu trouxesse uma vasilha cheia de jabuticabas, para ela preparar geleias e licores. Assim, com um pedido destes, tipo uma "autorização de um adulto" para subir na árvore, passava boa parte do dia chupando jabuticaba e enchendo a vasilha até a boca. Fora dos períodos em que havia abundancia de tais frutinhas, o pé de jabuticabeira, tinha outra finalidade. Era o local onde debaixo de seus frondosos galhos, montávamos o nosso circo, com picadeiro e tudo mais a que tínhamos direito. Depois de ver alguns circos que tinham bons trapezistas como o "Águias Humanas", eu e alguns colegas, resolvemos praticar alguns números de trapézio, improvisando uma forte corda amarrada em algum galho mais grosso. Na parte mais baixa da corda, colocávamos uma madeira roliça, tipo um cabo de vassoura, que deixava a corda esticada, como se fosse um verdadeiro trapézio. Assim, depois de subirmos por uma outra corda que ia até o chão, começávamos a fazer números, na corda que tinha a madeira, primeiro sentando nela e depois a balouçando pra lá e pra cá , até ir bem alto. O clímax do show era quando neste balanço louco, jogávamos o corpo para trás e ficávamos assim pendurados de cabeça para baixo, neste vai e vem seguros apenas pelos pés, sendo saudados com muitas palmas pelos que estavam como que na nossa "platéia". Para evitar que alguma queda nos machucasse muito, botávamos vários carrinhos de pó de serra em baixo, para amortecer as inevitáveis quedas. Mas não tinha jeito, quando caíamos era uma dor danada, principalmente na cabeça e pescoço, andando alguns dias meio torto, como se tivéssemos um grande torcicolo. Apesar de algumas fraturas e luxações que alguns tiveram, era uma infância sadia que nos permitia viver a vida e não apenas vê-la numa tela fria. Hoje eu vejo as crianças, como que aprisionadas em seus quartos, passando o dia inteiro em frente a um computador ou vídeo game, desconhecendo o que é um subir num pé de frutas para colher e saborear seu néctar. Perto da minha casa atual, tem também um terreno baldio e no meio deste há um pé de jabuticabas, ainda novo, pois não chegou para ele o período de floração. Fico imaginando que quando isto ocorrer e ele ficar carregado daquelas frutinhas pretas, vou pular a cerca e chupar jabuticaba até não poder mais.
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