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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

INTOLERÂNCIA


Houve uma época na história mundial que ficou conhecida como a "Era do Obscurantismo" ou "Era das Trevas" onde as pessoas eram condenadas sem julgamentos, ou os julgamentos eram forjados, não dando  qualquer chance de defesa as vítimas e isto por qualquer motivo, seja até mesmo para apropriar-se de seus bens. A autoridade maior era a eclesiástica que com mão de ferro mandava para a fogueira todos aqueles que não comungavam as suas doutrinas. Foi a época da intolerância religiosa. Depois disto veio a era do Renascimento em que certa medida de  luz começou a surgir no horizonte, onde o conhecimento passou a ter relevância ao invés da fé cega imposta pela classe clerical dominante. Chegamos por fim a Era Moderna, onde floresce a liberdade de pensamento e expressão, repudiando-se qualquer forma de intolerância. É certo que aqui ou alí,  onde a igreja tem ascendência política, vemos casos de intolerância religiosa mas que os tribunais, quando são chamados a intervir para garantir os direitos violados tem feito a sua parte, restaurando a  justiça, pondo na cadeia os violadores e promovendo a paz. Mesmo com toda esta luz brilhante, como a de um sol em pleno zênite, onde não há nenhuma sombra, ficamos estarrecidos quando ouvimos notícias de que alguém foi alvo de uma intolerância, seja ela de que tipo for. Foi o caso de um dos músicos da Banda Restart, o vocalista Pe Lanza que foi atingido na testa, por uma pedra lançada por alguém que estava na platéia, no último dia 15 de janeiro, em Rio das Ostras, região oceânica do Rio de Janeiro. Ora, não é porque eu não gosto da música de tal banda que me dá o direito de atingir um de seus integrantes, com uma pedra que poderia até deixa-lo cego de uma das vistas. Me lembro que certa vez num show, o Renato Russo, disse  que iria cantar uma música dos "Menudos", o público  do  Legião, quase todo elitizado, achou  isto um absurdo, aí Renato em adição disse: - Vocês duvidam? E atacou com  a linda música em versão  portuguesa "Hoje a noite  não tem luar", no final a platéia teve de engolir o seu preconceito e aplaudiu de pé.  Se você não gosta de um tipo de música é só não ir ao show ou não assisti-la quando passar pela televisão, isto já demonstra a sua aversão ou repúdio por ela. Agora, ir ao show para ferir de uma forma brutal um integrante de tal grupo é uma INTOLERÂNCIA que não se coaduna com os tempos em que vivemos, muito menos com o Estado do Rio de Janeiro, que sempre marcou por suas idéias inovadoras, avançadas e respeito pelas diversidades e preferências musicais. Tal atitude altamente reprovável, feito por alguém oriundo das Trevas da Idade Média é um retrocesso, um passo bem atrás.  Embora eu, não me identifico com as músicas cantadas pelo Restart mas me solidarizo com aqueles que repudiam o covarde ato,  e com Pe Lanza vítima desta absurda intolerância musical, que mesmo ferido conforme se vê na foto acima, continuou o show. Meus votos de pronto restabelecimento para você Pe Lanza e que nos desculpe por ter entre nós, cidadãos deste tão Estado tão maravilhoso, alguém tão nefasto.    

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

DEIXA ESTAR

De vez em quando alguma pedrinha entra em nosso sapato ou tênis e incomoda bastante. Logo paramos e depressa vamos tirar aquelo objeto que tanto perturba o nosso caminhar. Assim, também acontece com outras coisas na nossa vida diária que não nos deixa ter um sossego e nos causa  uma grande  pertubação, temos logo de eliminar. Mas é bem diferente quando alguma coisa passa sorrateiramente a nos perturbar, ou nos aflige de tempos em tempos. Quando percebemos já estamos com tal mal instalado há vários anos e praticamente passamos a conviver com ele, como se sempre fosse parte integrante de nossas vidas, como um calo que de vez em quando, principalmente na mudança de lua, dói bastante mas depois passa. Sim, são muitas as coisas assim, que vamos como que empurrando com a "barriga", deixando para amanhã a sua solução. Muitas vezes, temos até medo de enfrentar algum diagnóstico ou parecer, que exigiria de nós um decisão a fim de extirpar o mal que nos acomete, preferimos fazer como os avestruzes que não vendo saída em uma situação de vida e morte, enterram a cabeça na areia para nem ver o que de mal vai lhe suceder. Assim, vamos enterrando a nossa cabeça em outras coisas, em outras atividades, em outros problemas mais urgentes que não podem delongar, enquanto aquele problema antigo permanece intocável, em estado latente como um vulcão inativo. Muitas vezes são problemas de relacionamentos em que vamos protelando uma decisão, mesmo sabendo que não há mais jeito. Ainda assim, permanecemos em stand by, na ânsia de que, uma coisa milagrosa possa acontecer e as coisas sejam resolvidas, sem traumas, sem cortes e sem dor. É assim também em alguns casamentos, em que as partes já não se suportam, já houve a ruptura por um ou vários atos de infidelidade mas por outro lado, devido a muitos bens que terão de ser divididos, ou outros medos, não têm a coragem de tomarem uma decisão a fim de dar um basta aquela situação desgastante, insustentável, cheia de atritos e com muitas pertubações, que tiram toda a paz e alegria que deveria existir num lar. Outras vezes, deixar estar como está é um ato de plena sabedoria, pois mexer em uma ferida aparentemente cicatrizada, com uma casca grossa cobrindo a parte podre que não vemos,  vai fazer mais mal do que bem. Aí neste caso, a melhor coisa a fazer é DEIXAR ESTAR, como aconselhava a avó de Paul MCarty, porque não adianta mexer em algo que está como que morto, seria como despertar um monstro que ao ser assim acordado, pode se tornar incontrolável e causar o nosso fim.         

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

ESTAMOS COLHENDO O QUE PLANTAMOS

Hoje em dia nas conversas e nos bate-papos das redes sociais o que temos visto e ouvido de ambos os lados entre os jovens é um verdadeiro muro de lamentações, pois alegam eles, não verem alguém que mereça o seu amor, ou alguém para um compromisso sério. As moças alegam que os homens não tem atitudes, são sem caráter, canalhas, cafajestes, irresponsáveis, não lhes dão o devido valor e não se portam  como homens de verdade. Do outro lado, os rapazes se queixam que as mulheres são vulgares, periguetes, dão mole e bola pra qualquer um, bebem e xingam demais, não são fiéis, já tiveram vários casos no passado que as condenam. Qual lado está com a razão? Os dois, isto porque tanto homens como mulheres tem agido assim, numa forma totalmente irresponsável de se viver. Logicamente que tem as exceções e muitos são os jovens, que não se enquadram neste perfil. Infelizmente a grande maioria dos jovens, tanto moças e rapazes se enquadram perfeitamente nas características ruins acima. Onde está o cerne do problema?  Os homens se apartaram de Deus e suas normas, achando que estas eram totalmente ultrapassadas e criaram novas normas de conduta, baseada numa forma livre de viver, em que a palavra mais adequada a esta filosofia de vida é libertinagem e não liberdade. Assim, começamos a errar bastante, perdemos o prumo, descambamos para o precipício Por isto já, há algumas décadas atrás, éramos uma sociedade totalmente machista, onde os homens tinham casos e filhos fora do casamento, frequentavam prostíbulo e as mulheres eram na grande maioria, apenas donas de casa e aceitavam submissas, tal comportamento masculino, como se isto fizesse parte da índole do homem trair e ter várias mulheres. As poucas mulheres que se comportavam de modo diferente e traia o homem com quem estava casada, era execrada, sofria o opróbrio público e se tornavam mal faladas na comunidade, porque normalmente nascia um bastado, fruto de uma união espúria. Com a chegada da pílula anticoncepcional na década de sessenta, onde a mulher passou a ter controle de seu corpo para evitar uma gravidez indesejada, as coisas começaram a mudar. Além disto, a mulher que até então ficava em casa cuidando da família, foi a luta na busca de empregos rentáveis que pudessem lhe dar autonomia financeira, a fim de não depender do dinheiro só do homem que a subjugava por conta disto. Estavam aí os elementos de libertação das mulheres que sofriam por causa de alguns homens, usarem mal a sua chefia, tanto em sentido sexual, como econômico. Só que ao invés de se nivelarem por cima, ou seja procurarem imitar as coisas boas praticadas pelos homens, a maioria das mulheres passaram  a cometer todos os erros que os homens imprestáveis faziam, qual seja, traírem, falarem palavrões, beberem demais, fumarem, se drogarem, não ligar para a família, abandonar os filhos. Hoje a infidelidade, que era uma coisa típica do homem, está praticamente meio a meio, com grandes possibilidades das mulheres ultrapassarem os homens neste mau proceder. Com isto, criou-se uma sociedade totalmente permissiva, sem quaisquer valores ou freio, em que pais toleram e até apoiam os filhos e filhas que levam seus amantes, (namoradas ou namorados) para terem relações no próprio lar. Uma sociedade assim tão decadente, não poderia produzir frutos bons, só geraria frutos podres e é o que temos visto hoje nas festas e baladas frequentadas por jovens, a maioria vindas de famílias aparentemente bem alicerçadas. Estas festas são o espelho de uma sociedade que tem um estilo de vida promíscuo. Aqueles que vão a estas festas, regadas a muitas bebidas alcoólicas, depravação de todo o tipo e drogas não pode esperar encontrar nestes lugares pessoas de caráter, homens de atitudes, mulheres fiéis,  homens responsáveis,  mulheres de valor, o que se encontram nestes lugares são pessoas vazias, fúteis, sem caráter e sem nenhum conteúdo, vivendo aquela noite como se hoje fosse o último dia de suas vidas. Eu fico imaginando se não houvesse o espectro da AIDS rondando a cabeça, principalmente dos jovens, como eles estariam se comportando no assunto sexo, seria uma nova Sodoma e Gomorra com muito mais requinte de perversão. Acho mesmo, que o mundo como um todo e no geral, seria um grande prostíbulo, onde ninguém seria de ninguém e valeria de tudo até homem com homem e mulher com mulher, que é o que se mais vê hoje em dia. Mas nem tudo está perdido, sim, você garota que espera encontrar um homem de atitudes, responsável, de caráter, que lhe dê o devido valor, não desanime, ainda existem muitos destes por aí, não são encontrados nas baladas ou festas raves mas em locais mais nobres é só procurar com atenção. Você rapaz, que se queixa das mulheres serem vulgares, periguetes e que dão mole  pra todo mundo, olhe a sua volta, no seu trabalho, na sua condução e com certeza verá muitas garotas que são de respeito, fiéis, verdadeiras donzelas que te farão feliz pra sempre. Para que isto tenha início, não espere que outras pessoas mudem o seu comportamento, comece você a mudar as suas atitudes, faça você isto primeiro e aí verá que valeu apena, você terá a  recompensa de poder no futuro próximo colher bons frutos e não estes bichados que estão aí, passando de mão em mão, ou de boca em boca,  nestas  loucas e desvairadas festas.                 

sábado, 7 de janeiro de 2012

ELVIS, O REI DO ROCK, EXPLODE O CENÁRIO MUSICAL

 
O cenário musical estava uma pasmaceira, um marasmo com apenas alguns pequenos brilhos e lampejos de luz aqui e ali, mas nada que pudesse antever uma explosão de brilho, com um fulgor que nunca fora visto anteriormente. Como bem o disse John Lennon, antes de Elvis não havia nada. Estamos no  final do ano de 1953. Um rapaz loiro de 18 anos, natural  de Tupelo que gostava de ouvir os ritymsblues e as baladas, cantadas pelos negros do Mississippi, resolve dar um presente a sua mãe e vai até uma gravadora a Sun Records e paga pela rodagem de um mini disco de bolacha, as músicas "Thats All Right Mama" e "Blue Moon of Kentucky", foi o início de tudo. Passados alguns dias o diretor da aludida gravadora, Sam Phillips, possuidor dos originais,  leva tal gravação a uma das rádios de Memphis e é um verdadeiro estouro entre os jovens, indo ambas para os primeiros lugares da parada musical local, nascia aí o Rei do Rock. A partir daí foi um sucesso atras do outro, não destes fabricados pela mídia, seja pela internet ou outros meios de comunicação, como existem hoje aos milhares, mas por verdadeiro talento. A sua maneira irreverente de cantar, rebolando e mexendo os quadris lhe deram o apelido Elvis the Pelvis. Elvis não só tem o carisma da aparência, a princípio ainda loiro mas possui uma excelente voz, conseguindo atingir algumas notas que poucos cantores populares conseguem. Sua carreira tem um alavanque maior, quando passa a participar de filmes começando com "Love me Tender" onde mesmo morrendo no final, leva as fãs ao delírio. Assim, aquele simples caminhoneiro de Memphis vira uma celebridade mundial.  Há um verdadeiro aparato de repórteres em sua volta, como se fosse um Midas, virando ouro tudo o que tocasse. Todos os grandes programas de televisão o querem tê-lo em sua programação. Artistas já consagrados como Frank Sinatra, fazem duetos com o King. Até então a sua carreira é levada apenas pelos seus dotes. Surge então no  cenário o Coronel Parker, que passa a cuidar das coisas do Rei. Embora alguns o considerem o grande empresário que levou Elvis a posição invejada que conquistou, outros o atacam dizendo que foi sua perdição. A conselho deste, foi servir ao exercito primeiro no próprio Estados Unidos, ocasião em que sua mãe veio a falecer e depois na Alemanha, ficando lá  por cerca de dois anos, onde veio a conhecer sua futura esposa Priscilla, na época ainda uma garota de pouco mais de quatorze anos. Ficar fora dos meios de comunicação por tanto tempo, deu um baque na carreira do Rei. Ao voltar para os Estados Unidos, começou a fazer filmes de péssima qualidade e aquele garoto irreverente que conquistara o mundo, agora era um comportado marionetes na mão de Parker, que só pensava em ganhar mais dinheiro. Neste ínterim surgira em Liverpool, quatro rapazes que conquistaram a América, levando alguns a colocarem cartazes para os saudá-lo, onde se lia:  "Elvis is Dead". Aproveitando esta pausa em sua carreira, Elvis se casa com Priscilla. Passado o tsunami da beatlemania, Elvis retorna a sua carreira, fazendo inúmeros shows em Las Vegas e no Havaí, o lugar mais longe onde Elvis fez show. Elvis agora, se veste com extravagância e vive cercado de verdadeiros sangue sugas, uma clã de parasitas, todos morando na sua caríssima mansão de Graceland em Memphis. Nasce a sua filha Lisa Marie, mas o seu casamento, vai de mal a pior, pois conviver com uma pessoa normal já é difícil, ainda mais com alguém que é tratado como se fosse um "deus" pelos seus amigos puxa-sacos que se aboletaram em sua residência. Apesar de seus shows serem uma consagração e estão sempre com a lotação esgotada com muitos meses de  antecedência, a sua vida pessoal se deteriora a ponto de Priscilla o deixar, trocando-o por seu personal trainer. Elvis agora passa a ser usuário de muitos remédios anti-depressivos e outras drogas, ficando vários dias sem sair de seu quarto. Ele não se conforma com a perda sua esposa. Deste ponto em diante é um carro ladeira abaixo sem freios. Elvis fica dependente de remédios e passa a engordar muito. Elvis é explorado ao máximo pela mídia e como uma laranja que depois de chupada é descartada e jogada fora no lixo como algo imprestável, assim fizeram com o Rei. Apesar de tudo isto, o Rei nunca perdeu a voz, nem a majestade. Aos quarenta e dois anos, o seu coração não suporta tanta pressão dos fortes remédios e para de bater, morre o Rei mas não termina o seu reinado que tem um crescimento avassalador. Nunca seus discos, seus filmes e sua vida estiveram tanto em cartaz e venderam aos milhares. Hoje, passados trinta e cinco anos da sua morte, Elvis está mais vivo do que quando realmente vivia, a ponto de lhe atribuírem um slogan famoso: ELVIS NÃO MORREU.                    

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ONTEM, HOJE E SEMPRE CREEDENCE

Quase todo mundo tem algo que lhe encanta, lhe dá prazer ou lhe traz alegria. Se há uma coisa que eu sempre gostei e muito, é ouvir música. Desde pequeno influenciado por meu pai que era baterista e exímio dançarino eu me identifiquei com a música, a princípio sem muito entendimento ou escolha do que ouvir. Depois fui apurando meu gosto musical, já que também me tornei músico, passando a selecionar o que ouvia e até as próprias rádios e sua programação. Dei sorte, por ter vivido numa época privilegiada em que houve uma verdadeira revolução musical, com a chegada do rock and roll e seus ícones Elvis Presley, Little Richard, Bill Haley, Fats Domino, Chuky Berry, Jerry Lee Lewis e tantos outros. Depois já nos anos 60, The Beatles, Rolling Stones, Cat Stevens, Janis Joplin, Bob Dylan, Johnny Rivers, Trini Lopez. Aí chegamos ao anos 70 com Jimmy Hendrix, The Who, The Doors, Pink Floyd, Santana e um conjunto de música country com o inusitado nome de um comercial de cerveja, Creedence Clearwater Revival, tendo como líder John Fogerty. A princípio, eram os The Blue Velvets liderado por Tom Fogerty, irmão mais velho de John, mas não fizeram nenhum sucesso. Ao entrarem para a gravadora Fantasy e sob a influência de um dos novos sócios desta, mudam radicalmente, começando pelo nome e agora sob o comando de John Fogerty que como cantor e compositor passa a ser o centro da banda, mudando até o estilo das canções. A banda vai de vento em popa, fazendo turnê não só nos Estados Unidos, como na Europa, Austrália e até no Japão. Ganham vários discos de ouro e platina. Só que isto ao invés de fortalecer o grupo, provoca divisão principalmente por ciúmes de Tom Fogerty, irmão de John que não se conforma de eles serem uma banda para o líder John. Assim como no relato bíblico de Abel e Caim que não suporta ver o seu irmão ser olhado com aprovação por Deus enquanto ele não, com isto trama e executa a sua morte. Assim, Tom Fogerty sai do grupo para iniciar carreira solo, que não foi bem sucedido, dando em nada. A banda prossegue mesmo com apenas três integrantes e  faz sucesso, atingindo como sempre o topo da parada. Já Tom Fogerty vai mal e se acidenta, ocasião em que recebe uma transfusão de sangue onde contrai o vírus da Aids e vem a falecer. Com o fim do grupo originário, o baixista Stu Cook e o baterista Doug Clifford montam um novo grupo que está mais para genérico chamado Creedence Clearwater Revisited, que relembram os velhos sucessos do antigo Creedence, tocando inclusive várias vezes no Brasil, tendo eu a oportunidade de vê-los no então Metropolitan, no Via Parque.  John Fogerty forma uma nova banda e continua até os dias de hoje com uma carreira solo vitoriosa, tocando alguns sucessos antigos da época do Creedence e outros novos, todos de sua autoria. Sem sombra de dúvidas o Creedence foi a banda que mais me influenciou na década de 70, seja por sua postura anti-guerra, seja pela beleza das sua músicas. Falando em conflitos armados, na época da guerra os EUA contra o Vietnam, as músicas mais tocadas eram do Creedence em especial a "Fortunate Son". Passados quase quarenta anos, suas músicas, foram e ainda são usadas em vários filmes de sucesso, mostrando que o que é bom dura pra sempre. Assim,o Creedence para mim foi o conjunto de ontem, ainda é o de hoje e continuará sendo o de sempre. É muito bom  "ver a chuva cair num dia de sol glorioso".  

Obs: Na foto acima, John Fogerty é o primeiro a esquerda e seu irmão Tom, é o último.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO

O grande dramaturgo inglês William Shakespeare escreveu uma peça de teatro com o título acima, que se passa numa corte na Grécia antiga, mais precisamente em Atenas, onde os pais escolhiam as esposas e esposos para os filhos e a desobediência a esta ordem resultava na pena de morte. Assim personagens mitológicos mas com amores trocados, fazem de tudo para frustrar um casamento com quem não estão apaixonados. Para isto fogem para um bosque e ali pedem a um elfo que pingue nos olhos da pessoa amada enquanto esta dorme, o sumo de uma flor, o amor perfeito, para que ela passe a gostar dele. E isto de fato se dá e depois que é feita a troca dos pares, os apaixonados voltam para a corte onde são perdoados pelos pais e há um casamento geral. Tudo isto acontece numa simples noite de sono de verão, enquanto os personagens sonham. As coisas seriam muito fáceis se fossem assim mesmo, apenas pingar nos olhos da pessoa amada enquanto ela dorme, o sumo de uma flor e estar por perto ao esta acordar. Nestas noites de verão, não tão quentes ainda, de vez enquanto tenho sonhado uns sonhos meio irreais assim como eram os personagens de Shakespeare. Tenho sonhando que ainda sou bem jovem e me vejo casando com uma bela e jovem mulher, cuja aparência não me é familiar, nem faz parte do meu círculo de amizade. Assim depois do casório, vamos morar numa ilha paradisíaca do Pacífico Sul, onde constituo uma nova família. Só que no meio do sonho misturo coisas da vida real, que são os meus filhos verdadeiros e agora também netos que passam a conviver comigo em tal lugar, todos juntos viramos uma grande família, debaixo do mesmo teto, uma verdadeira comunidade. O sonho é meio contraditório com relação as minhas aspirações e desejos, e tu me dirás, como assim? Acontece que eu, particularmente sou meio rato de cidade, acostumado com a fumaça de óleo diesel e o burburinho de muitas pessoas, como há nas grandes metrópoles e não sei viver isolado como um eremita, por melhor que seja  a companhia e o lugar. Talvez tal sonho, seja apenas a carência de alguém e não propriamente o desejo de viver num lugar tranquilo, pois com certeza se tivesse de escolher entre morar num lugar aprazível como uma bela ilha ou uma linda casa na montanha e morar no lugar onde mais tem a ver com a minha cara que é na Cidade Maravilhosa, mesmo que seja num apartamento pequeno mas com vista para o mar, eu sem sombra de dúvidas optaria pelo último. Este sim, é o meu sonho bem acordado destas noites de verão. Como eu sou um cara persistente em buscar alcançar e tornar realidade os meus sonhos e desejos, vocês podem esperar que dentro em breve, isto será um fato. Meu sonho de verão está prestes a se concretizar, com relação a moradia, faltando poucos detalhes para o seu enlace final. Já a outra parte do sonho, esta é irreal ou uma idealização de difícil alcance, embora eu tenha me esforçado procurando em meu jardim, nas vizinhanças e em todo ao redor, a flor mágica para extrair o seu sumo que é o "amor perfeito", mas me parece que ela sumiu de vez, não dá mais o ar de sua graça pelo menos para mim  e quanto a  "elfos" me desculpe, Sir William Shakespeare, eles não existem só tem vida e agem nas suas peças e livros.  

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ESTE POVO HONRA-ME COM OS LÁBIOS MAS SEU CORAÇÃO...

Nestes dias do final de ano, parece que a maioria das pessoas se sentem imbuídas de um espírito fraterno e procuram demonstra-lo fazendo doações, abraçando inimigos, dando presentes, alimentando alguns famintos, visitando os pobres enfim passam a ter uma atitude cristã. Mas será que ser um verdadeiro cristão e só isto ou há algo mais envolvido? Sim, as coisas alistadas acima são muito boas mas não é tudo para se ser um bom cristão. Isto porque muitas pessoas que nem religião tem, mas por serem boas de índole e coração também fazem isto e até em grau maior. Além disto, a maioria das pessoas, passada esta época, voltam a fazer coisas  detestáveis, totalmente diferente. Caem na gandaia, exploram os pobres, ignoram os famintos, odeiam seus inimigos e tudo mais que não deveriam fazer. São cristãos de fachada, apenas por  alguns dias. O verdadeiro cristão o é,  todos os dias do ano e em todos os aspectos de sua vida e não apenas quando se vai a igreja ou templo ou em certas ocasiões, tornando-se um "cristão sazonal". Por exemplo, durante a primeira guerra mundial, no calor do confronto entre  tropas aliadas e alemães, deu-se uma trégua no dia 25 de dezembro de 1914, parando os soldados britânicos e alemães de atirarem uns contra os outros, entoaram cânticos de natal e até se confraternizaram. No dia seguinte, dia 26, voltaram a matar uns aos outros. De que valeu tal trégua? Serviu para as partes raciocinarem sobre as suas atitudes e pararem de se matar? Não, voltaram com mais gana e espírito guerreiro praticando atrocidades. Assim, também acontece com as pessoas que nestes dias ficam como que "cristianizadas", é só por um breve período. Logo, logo voltam a ser o que sempre foram. Também Jesus disse que não adianta falarem sobre ele, dizerem que o amam, se é só da boca pra fora, pois não o amam de verdade, já que não fazem a sua vontade. Por isto ele disse no evangelho de Mateus, no capítulo 15 versículo 8; "Este povo honra-me  com os lábios mas o seu coração está muito longe de mim"  Sim, o verdadeiro cristão além de serem bons, procuram fazer a sua vontade, que é irem pregar e fazer discípulos, ensinando as pessoas sobre as verdades bíblicas e não apenas fazendo caridade como se isto bastasse ou fosse a coisa essencial. Tanto isto é verdade que, em outra passagem do mesmo livro de Mateus, agora naquele  que  é chamado de o Sermão do Monte, Jesus disse, que muitos diriam "Senhor, Senhor não profetizamos em teu  nome e não expulsamos demônios em teu nome e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome? Contudo lhes confessarei então, nunca vos conheci. Afastai-vos de mim, vos obreiros do que é contra lei". Se você não faz o que Ele ordenou  que se fizesse neste tempo do fim, todo o seu empenho é um trabalho em vão, pois não foi isto que Jesus disse para seus discípulos fazerem. Não adianta dar um peixe a uma pessoa faminta, logo, logo ela estará com fome  de novo. O melhor que se tem a fazer neste caso é ensina-la a pescar, assim ela nunca mais passará fome literal. Da mesma forma, quando se alimenta espiritualmente uma pessoa, através do ensino deixado por Jesus e os seus apóstolos, ensinando-as sobre as verdades vitalizadoras da Palavra de Deus, ela nunca mais passará fome ou sede espiritual, nem será enganada pelos aproveitadores que ao invés de pastorearem o rebanho de Deus, saqueiam e tosquiam as suas ovelhas, tirando proveito delas. Então o que Jesus espera dos verdadeiros cristãos hoje em dia é que o honrem não apenas com os seus lábios, cantando ou falando dele, mas de coração, vivenciando em suas vidas o verdadeiro cristianismo, não apena em certas datas, mas como um estilo de vida, fazendo a sua vontade, que é pregando e ensinando as pessoas a fim de conhecerem a verdade que poderá lhe dar a vida eterna, tornando-a livre de doutrinas e ensinos falsos e dos aproveitadores.