sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
HISTÓRIAS DO MG E EU
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
FESTA NO INTERIOR E AS ARTIMANHAS DE UM GAROTO ESPERTO
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
AS CURIOSAS E O SAPATO FURADO
domingo, 30 de janeiro de 2011
A VIDA É MINHA E FAÇO DELA O QUE BEM ENTENDER
Por diversas vezes, já ouvimos esta frase dita por alguém, querendo dizer que tem total liberdade e controle sobre sua vida e que dispõe dela a seu bel prazer ou como quer. É uma pessoa que acha que não tem de prestar contas a ninguém pelos seus atos, seja a pais, marido ou esposa, a sociedade ou a Deus. Pra ela não existem regras. O seu único código de regras é um código de moral interno, que lhe aponta se isto é aceitável e permitido ou não. É um código criado por ela própria, com base na sua formação familiar e nas suas observações do comportamento humano. Por ser um código com base nestes elementos, ele não é rígido, está sempre sujeito a mutação, adequando-se a nova maneira de pensar das pessoas, sendo portanto, bem flexível, ou seja, o que ela acha imoral hoje provavelmente não o será amanhã. Isto porque os padrões morais do mundo estão baixando rapidamente. O que era só visto nas sessões da madrugada ou nos cines privê, agora é transmitido no horário nobre, com a presença de crianças na sala. O código interno de moral que todos temos, que é a nossa consciência, não é um guia seguro. Ela pode ser corrompida e se desviar, assim como um barco deixado sem uma corda de fixação, mesmo numa lagoa de águas aparentemente paradas, aos poucos a ação de ventos e alguma correnteza abaixo da superfície o vai levando para outra margem sem se perceber. Da mesma forma, precisamos de uma fixação, algo que detenha o nosso impulso natural de ficarmos à deriva, achando que com isto somos mais livres. Assim, uma pessoa só poderá dizer corretamente que a vida é dele e faz dela o que bem entende, se fosse auto-criativo, ou seja, o criador de sua própria vida. Teria de ser não só o criador de sua vida, como o sustentador dela. Porque não adianta apenas criar a vida, é preciso depois do primeiro ato, mantê-la. Vamos imaginar que você pudesse se auto-criar e depois disto estivesse em outro planeta como, por exemplo, Marte. Quanto tempo você acha que ficaria vivo? Poucos instantes. Então é necessário não só criar, como sustentar a vida. Dependemos do ar, da exata distância do sol, da noite, do dia, dos animais, das árvores frutíferas e de tudo que existe no nosso planeta Terra para continuarmos vivos. Fica claro que somos totalmente dependentes do que já foi criado. Bom, se não podemos criar ou sustentar a nossa própria vida, não podemos dizer que "a vida é minha e faço dela o que bem entender". Somos seres criados e sustentados por Alguém muito superior a nós e, portanto, dependentes deste. Não possuímos a alardeada liberdade total, isto não existe para quem é criado. Se somos dependentes do Originador e Sustentador da vida, temos que prestar contas dos nossos atos a Ele. Porque ir contra a vontade Dele é uma insensatez ou uma enorme burrice. Devemos, como seres criados, ver qual é a sua orientação para a nossa vida e o que ele espera que nós façamos da vida que ele nos deu. O princípio da sabedoria é o temor de Deus. Aquele que não teme a Deus ou até acha que Ele não existe é o mais tolo dos homens. Para aqueles que temem a Deus, Este é uma pessoa real e tudo em sua vida gira em torno de fazer a sua vontade. Algumas pessoas dizem amar a Deus, mas só se lembram Dele, quando estão em dificuldade ou precisam de algo, aí até fazem uma oração fervorosa pedindo ajuda ou proteção a Ele. Passado o momento do aperto ou conseguida a coisa solicitada, nem pensam em Deus, principalmente no lazer ou na farra, aí Deus é uma coisa abstrata, tão longe lá nos céus, que nem tem tempo para olhar ou criticar o seu modo de vida, por mais que se desrespeite os seus mandamentos. Por exemplo, Ele diz categoricamente em sua Palavra que sexo só é permitido para as pessoas casadas. Mas para estas pessoas o seu código de moral interno basicamente corrompido pelos padrões atuais, diz que não e você acha que mesmo dizendo que ama a Deus pode impunemente violar tal ordem, sem nenhuma consequência. a AIDS, SÍFILIS, HPV, HERPES e outras doenças sexualmente transmitidas, a gravidez indesejada, além das doenças emocionais e dores na consciência estão aí para mostrar a gravidade de tal conduta, que viola uma ordem explícita, não um princípio. Os pseudo espertos dizem que tudo pode, desde que você esteja devidamente prevenido contra tais doenças, mas será que o preservativo irá preveni-lo contra o julgamento adverso de Deus? Não é porque não houve gravidez, que não houve crime. Não se iluda, mesmo se livrando de algumas doenças, você sofrerá a maior delas, que é a pena de morte. Portanto á vida é um dom que Deus lhe deu e não que você criou. Valorize este presente e o Dador dele. Procure viver de acordo com as normas estabelecidas pelo Originador e Sustentador da vida em sua Palavra e não como os tolos que ainda se dizem espertos por levarem a vida que levam, sem levar em conta o objetivo de Deus para ela, mas que brevemente pagarão um preço bem caro por acharem que podem fazer da sua vida o que bem entendem. Os que pensam assim não podem nem garantir a continuação de suas vidas por apenas alguns segundos a mais. Portanto, viva de maneira correta, como o que o Criador espera que você faça e por certo a terá para sempre, aqui mesmo na Terra e não como os tolos que logo desaparecerão do cenário, como coisas indesejáveis e repugnantes.
sábado, 29 de janeiro de 2011
UM BUROCRATA NA CONTRA-MÃO
Por um certo tempo de minha vida trabalhei num banco. Mas certo dia, um funcionário do banco onde eu trabalhava, o Orlado foi demitido e como possuía parentes na Justiça do Rio, arranjaram pra ele ir trabalhar num cartório de protestos de títulos, lá na Praça. XV, que ficava perto das barcas que fazem o trajeto Rio-Niterói. Depois disto ele arrumou serviço no mesmo cartório, para mais dois colegas de banco, o Arilton e eu. Assim desci de paraquedas pra trabalhar na Justiça, que na ocasião era quase toda particular. Depois de três anos, fiz concurso público e passei mas não havia vagas no cartório onde trabalhava, mesmo assim preferi ficar lá, onde tinha amizade com o titular do cartório e os demais funcionários. O dono do cartório ficava com 50% de toda a renda e o restante era dividido entre todos os funcionários, cabendo logicamente um percentual maior para os mais antigos. O meu serviço consistia em bater instrumentos de protestos numa máquina de datilografia. Ganhava por produção e depois mais à frente também do rateio da renda do cartório, perfazendo um bom salário em termos de Brasil. Trabalhar em tal cartório, naquela época, era mesmo uma grande festa, pois não havia nem há crise em cartório de protesto, isto porque nas crises, mais pessoas são protestadas e, portanto, o volume de movimento é ainda maior e, por conseguinte, mais dinheiro rola. O salário era tão bom que alguns funcionários cometiam algum excesso no esbanjar, como aconteceu certa vez com um já meio doidão, funcionário do sétimo distribuidor num baile no Clube Federal, lá no Leblon, que puxando do bolso uma maçaroca de notas, jogou-a para o alto no meio do salão, o que foi causa de uma grande confusão. Além do bom salário, havia casos e personagens pitorescos. Numa ocasião, chegou uma pessoa ao cartório e perguntou, quem era o responsável pelas certidões e foi lhe dito que era o Luiz. Dirigindo-se ao setor, ele disse ao Luiz que precisava de uma certidão negativa com urgência e indagou o que além das custas teria que pagar. Luiz respondeu: - Deixa uma cerveja e tudo bem. Enquanto Luiz batia a certidão solicitada, a pessoa deu uma saída e foi até um bar, onde adquiriu duas latas de cerveja e quando Luiz lhe entregou a certidão, a pessoa lhe entregou as latinhas. Ele não pôde reclamar nada, pediu e recebeu até em dobro. Em outra ocasião, um cidadão disse ao atendente no balcão que queria falar com o Bel. O atendente disse que no cartório não havia nenhum Bel e o cidadão disse: - Como não tem nenhum Bel? Ato contínuo, mostrou um formulário do cartório onde estava escrito em cima: Oficial Bel.Pedro Luiz. Ele confundira a abreviação de bacharel com o nome de alguém. Coisas de um país de pouca cultura. Foi meu colega de trabalho e de alguns passeios neste período, o Antonio De Bonis, que pediu demissão do cartório um pouco antes de mim, para começar uma carreira artística vitoriosa, primeiramente como ator, vindo depois a se tornar o consagrado diretor de musicais e peças teatrais. Sua irmã Carmela até pouco tempo atrás trabalhava no cartório, mas sem as benesses daqueles anos em que o Oficial dividia parte dos lucros com os funcionários. Mesmo com toda vantagem financeira que com certeza tal serviço poderia me dar, resolvi depois de algum tempo, após me formar, também deixar o cartório. O Oficial Dr. Pedro, diga-se de passagem um verdadeiro bom burguês, que tinha consideração por todos, não entendeu quando lhe comuniquei o fato, chegando mesmo a me propor uma parcela maior da fatia do bolo para continuar trabalhando com ele, mas recusei. Fiz o caminho inverso de muitos hoje, que depois de se formarem se sujeitam a um trabalho burocrata, ONDE OS SONHOS SÃO SUFOCADOS EM TROCA DA ESTABILIDADE DE UM EMPREGO PÚBLICO e um punhado de dinheiro. Nesta minha vida, com raríssimas exceções, vi um funcionário público satisfeito, mesmo aqueles que ganham muito bem. A satisfação só acontece em dois momentos: quando são aprovados em concurso e tomam posse no cargo e depois quando se aposentam. No resto é só reclamação, mal atendimento ao público e luta por aumento de salário. Ficam contando os dias para se aposentarem e aí então viverem. Embora a minha atitude possa ser incompreendida pelas dificuldades que passei e ainda passo, mas uma coisa é certa: não me arrependo pelo bons dias que tenho vivido como um ex-burocrata, sem ter de prestar contas a ninguém e trabalhando naquilo que gosto. Como já dizia Raulzito: "NÃO QUERO FICAR SENTADO NO TRONO DO MEU APARTAMENTO, COM A BOCA ESCANCARADA, CHEIA DE DENTES, ESPERANDO A MORTE CHEGAR". Prefiro o inusitado, o imprevisto pra me sentir vivo.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
O BANCÁRIO INSUBORDINADO
Corria o ano de 1965, muita coisa havia mudado no país desde a deposição de Jango, quando ser bancário era uma das melhores profissões do proletariado. Ser bancário anteriormente era ser beneficiado por um Sindicato atuante que conseguira um aumento de mais de 100% no ano, poder fazer uso de um dos mais bem aparelhados hospitais do Rio, que ficava na Lagoa Rodrigo de Freitas e ainda ter como órgão previdenciário o IAPB, instituto bem superior ao das demais categorias, como por exemplo o IAPI ou IAPC. Assim, quando fiz as provas para ser admitido no Banco Cidade do Rio de Janeiro pensava nas mordomias inerentes a profissão daquele ano de vacas gordas. Aprovado, fui enviado para trabalhar na Matriz do banco, que ficava na Candelária, sendo designado para trabalhar na contabilidade do setor de câmbio, que ficava no segundo andar do prédio. Ao chegar, fui bem recebido por todos, fazendo amizade de cara com o operador da máquina de mecanografia, o Arilton, mais conhecido como "Gaúcho", por ser originário lá dos Pampas. Depois das informações preliminares sobre todo o setor, Jorge Omena me designou para trabalhar operando a aludida máquina, uma enorme Burroughs, fazendo os lançamentos de débito e crédito das transações em moeda estrangeira do dia nas fichas dos clientes. Um outro funcionário do setor, o Orlando, ao me recepcionar foi logo dizendo: - O salário do banco é pouco, em compensação ninguém é mandado embora. Não muito tempo depois desta conversa, Orlando foi o primeiro de uma longa lista de demitidos. A razão disto é que o Banco Cidade do Rio de Janeiro foi encampado por um outro mais forte, o Econômico da Bahia. Com a vinda do pessoal do Econômico, houve uma mudança radical no setor onde eu trabalhava. O novo chefe, Alfredo Cravo, me perguntou se eu poderia trabalhar à noite, fazendo o fechamento do balancete diário de moedas estrangeiras. Ante a minha aquiescência, comecei a trabalhar a partir das 18:30 horas, sem horário definido para sair, desde que concluísse o meu trabalho. A princípio era por volta das 22:00hrs, mas rapidamente passei a sair as 20:30hrs. Arilton, o "Gaúcho", também passou a trabalhar à noite e saíamos sempre juntos por volta das 20:30h, o que nos dava tempo de ir a shows, cinema ou jogos no Maracanã. Depois ainda veio um terceiro, o Antonio de Pádua, e agora os três saíamos pouco depois das 8:00 da noite. A coisa só pegava quando dava uma diferença para eu fechar o balancete e havia por exemplo um show com ingresso já comprado, aí era um pega pra capar, com todos os três fazendo de tudo para achar a diferença. Muitas vezes saíamos do banco antes que o pessoal que entrara ao meio dia. Me lembro de certa vez, que antes das 20:30hrs, já estávamos fora do banco sentados numa mesa de um bar, que ficava entre a Av. Rio Branco e a Visconde de Inhaúma, quando vimos o Ângelo, que era o chefe administrativo de todo o setor de câmbio ao qual nós pertencíamos, vindo de seu trabalho na Imprensa Nacional, localizada na Pça. Mauá. Quando ele chegou perto de nós o repreendemos veementemente, alegando que era por isso que o país não progredia, devido a moleza de funcionários que trabalhavam tão pouco. Angelo, pego de surpresa, se desculpou dizendo que aquele fora um dia excepcional. No outro dia quando chegamos para trabalhar, ele nos chamou até a sua sala e foi logo dizendo: - Vocês são muito abusados de me chamarem a atenção ontem à noite. - Eu como chefe do setor é que deveria chamar a atenção de vocês por já estarem aquela hora fora do banco. Nós respondemos em coro: - Antes de você nos jantar com bronca, nós preferimos te almoçar. Ao final tudo terminou bem, sem ressentimentos, pois ele sabia que não dependíamos do banco para sobreviver, por isto éramos assim insubordinados.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
ADEUS AS ILUSÕES
Houve uma época recente de minha vida que achei que poderia refazê-la, apesar de todas as limitações que me foram impostas, seja pelo ônus de uma pensão alimentícia alta, seja por cuidar integralmente dos filhos que ficaram debaixo da minha guarda. Tenho procurado fazer o melhor que posso para suprir as necessidades deles, tanto em sentido físico como no emocional . Por conta disto, pouco sobrou para minha vida pessoal. Mesmo assim, de tempos em tempos, com o que me restava, fiz investimentos em amizades que acreditava que um dia poderia produzir frutos fora da estação, que fossem frutos temporãos. Até agora não surtiu qualquer efeito, é como regar uma planta artificial, não brota nenhum raminho. Seria como esperar colher cachos de uva numa terra árida do deserto. Por isto, estou jogando a toalha e finalizando o jogo. Decidi não mais criar qualquer expectativa, pois a expectativa não concretizada é podridão dos ossos. Não tenho mais esperança alguma neste aspecto, me dou por vencido. Compreendi que o que se leva em conta é o embrulho e não o conteúdo. O conteúdo pode ter mil defeitos, mas se a embalagem for bonita, tudo é desculpável. A maioria das mulheres preferem os canalhas bonitos do que os íntegros feios, é o famoso "amor bandido". Os meus objetivos agora estão direcionados para outras áreas, que não tem a ver com o coração e sentimentos. Estou dando ADEUS AS ILUSÕES, deixo que estas coisas de amor fiquem para os mais jovens, que ainda tem muito combustível e tempo para consumir. Pra mim não dá mais. É decepção em cima de decepção. Não é ser pessimista, que de fato nunca fui, mas É SER REALISTA, pois isto tem sido o padrão da minha vida desde que eu me entendo por gente. Nunca houve um período em que me deram algum valor como os demais, por conta do embrulho de pouca estética. Sirvo apenas para ser amigo, até mesmo um bom amigo, mas nada além do que isto. Nunca ninguém olhou para mim como alguém que poderia ser um parceiro, apenas e tão somente o amigo disposto a fazer qualquer sacrifício em seu favor. O único fio tênue de esperança que me resta se resume a poder ultrapassar a grande tribulação com vida, aí sim terei o tempo e as transformações necessárias para tornar-me uma pessoa atraente, valorizada, não a rejeitada que hoje sou, por conta de uma aparência que não possui o padrão de beleza desejada e almejada, pelas revistas e outros tabloides cultuadores do físico. Mesmo quando tal pessoa abre a boca e só saia porcaria, conversa frívola e nada que se aproveite, ainda assim ela leva vantagem, por conta das pessoas valorizarem muito o externo em detrimento do interno. Como disse certo erudito: a burrice campeia entre as pessoas tidas como bonitas. Só existe um detalhe que muitos esquecem: A beleza rapidamente passa é fugaz e o que vai sobrar depois se a pessoa não possui outras qualidades além da estética? Nada, não vai haver qualquer diálogo, será grosseria em cima de grosseria. Então no futuro que em breve irá começar, a beleza externa será o reflexo da interna. Só me resta agora torcer para que possa passar rápido este tempo do fim e que consiga me manter firme na minha posição de não transigir, apesar de todas as dificuldades que não só eu, mas todos nós enfrentamos, impostas pelo inimigo da vida e possa receber no futuro tal prêmio, para aí sim conseguir constituir de novo uma família, acrescida dos membros remanescentes da atual e que são a minha razão de viver.
Assinar:
Postagens (Atom)






