Outro dia destes, meu filho que estava prestes a se casar, chegou com umas banquetas redonda de acrílico que havia comprado para o seu apartamento, eram muito bonitas e também o preço tinha sido bem barato. Desconfiado, olhei a procedência do produto na embalagem e vi "Made in China", estava aí a resposta o porque das duas coisas, bonita e barata. Não estou com isto dizendo que os produtos chineses não possua a outra letra "B" de bom, mas o ser bonito e barato não tem para ninguém. Com uma população perto de um bilhão, trezentos e cinquenta milhões de pessoas, dá para ver que mão de obra é o que não falta e onde há muita assim, ela fica cada vez mais barata. Um outro fator é que a sua moeda é super desvalorizada o que ajuda o país a competir com grandes vantagens no comércio exterior do mundo inteiro, mesmo com as medidas protecionistas e a taxação cara dos produtos importados. Há muito tempo existia ou ainda existe um produto nacional que na sua própria sigla, alardeava possuir as três letras "b" de bom, bonito e barato. Fica um pouco difícil acreditar que num produto haja este trinômio, porque aquilo que é bom de verdade não pode ser barato em relação a outros produtos que não possua tal qualidade. Pode ser, como a banqueta comprada por meu filho, bonita e barata, agora ser boa, só o tempo dirá sobre esta qualidade, assim é esperar para ver. Muitas pessoas no relacionamento humano, procuram encontrar estes mesmos adjetivos ou predicados numa pessoa, para se constituir em seu namorado ou namorada a fim de ser num futuro próximo, seu prospectivo cônjuge. Querem em primeiro lugar, que a pessoa candidata, preencha a condição primordial de que ela seja bonita, seja barata ou acessível e por último boa. Tendo ela as duas primeiras condições de ser bonita e barata ou de fácil acesso, já está de bom tamanho, quanto a última, "ser boa" no sentido estrito da palavra e não no figurado, não tem tanta importância, se contentaria em que ela fosse simplesmente "boazinha", desde que não lhe cause grandes problemas, aí tudo bem, dá para suportar. Infelizmente a qualidade principal para manter um bom relacionamento entre pessoas é relegada ou deixada para trás, por conta de aparências e facilidades, assim as pessoas vão se decepcionando com a "mercadoria" como que comprada em países asiáticos, por lhes faltar a principal qualidade numa pessoa, que é o de serem realmente boas, de terem caráter, pessoas de atitudes e palavras, coisas muito raras em nossos dias. Se você se satisfaz com o binômio, bonito e barato ou fácil, as academias, os lugares noturnos, as baladas estão repletos destes, agora se você achar que a pessoa tem de ter a qualidade de ser boa no sentido lato da palavra, a sua procura deverá ser em outros lugares e não nos citados acima.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
QUEM TEM TELHADO DE VIDRO NÃO ATIRA PEDRAS
De vez em quando me vem a lembrança de um filme de Charlie Chaplin, The Kids em que ele trabalha para uma vidraçaria e leva o garoto que ele cria, para atirar pedras na vidraça dos outros e ele em ato seguido, vem para consertar o estrago feito. A arte é uma imitação da vida, assim nós de tempos em tempos, por pura maldade lançamos um boato desairoso, como que quebrando de propósito a vidraça da boa reputação de alguém para tirarmos vantagens com isto, aparecendo depois como seu defensor, nos colocando a sua disposição, para ajuda-la a consertar o mal que nós mesmo fizemos. Em outras ocasiões nos sentamos na cadeira de juízes e atiramos pedras no telhado de algum amigo ou pessoa achegada, criticando seus atos, apontando com dedo em riste seus erros, esquecendo que também temos telhado de vidro e que com certeza seremos atingidos em retaliação da mesma forma, causando-nos talvez um estrago bem maior. Sim, é muito fácil criticar, ou apontar os erros ou defeitos alheios mas esquecemos ou minimizamos os nossos, como se estes fossem pequenos ou tivessem justificativas. Deveríamos sempre nos lembrar que todos somos humanos e por conseguinte imperfeitos, sujeitos a erros e falhas lamentáveis, pois não há quem não erre. Infelizmente mesmo assim, gostamos de apontar e julgar os erros alheios como se estivéssemos numa posição superior, inalcançável e nunca seríamos atingidos. Na verdade nós os que mais criticamos severamente outros, somos os que mais erramos. Somos como juízes implacáveis que não perdoamos nunca os erros e as falhas alheias, que exigimos uma atitude ou comportamento perfeito, enquanto nós mesmo deixamos muito a desejar nos nossos atos. Certa feita uma mulher adúltera, estava para ser morta por apedrejamento, quando Jesus vendo tal situação indagou dos seus ferozes algozes, quem não tivesse pecados que atirasse a primeira pedra, nenhum se arvorou a fazer isto, já que reconheciam os seus erros. Então o seu conselho para nós, pessoas pecadoras é: PARAI DE JULGAR, pois com a mesma medida que julgais outros, sereis julgados também. Se somos misericordiosos, se somos tolerantes com os erros e fraquezas que outros cometem contra nós, seremos julgados com misericórdia pelo Justo Juiz Celestial. Agora, se somos inflexíveis, implacáveis e impiedosos nos nossos julgamentos com os nossos semelhantes, não admitindo quaisquer deslizes, podemos esperar um julgamento bastante severo do nosso Pai Celestial. Assim, nós que temos telhado de vidro não vamos atirar pedras no telhado de nosso vizinho, porque senão...CRASHHHHHH já era o nosso!!!
quarta-feira, 13 de junho de 2012
PORQUE A GRAMA DO VIZINHO SERIA MAIS VERDE?
Uma das coisas mais belas de se ver é um terreno ajardinado, com lindas flores e um gramado aparado e bem verdinho. Dá-nos a ideia de um paraíso. Para que isto ocorra, tem haver uma boa irrigação e um jardineiro que cuide bem para que ervas daninhas e capim não cresçam e venham a estragar o bonito jardim. Assim, manter e cuidar de um jardim, exige esforço e dá trabalho, não se pode deixar ao léu, achando que depois de plantadas as flores e plantas, estas florescerão e ficarão bonitas sem nenhum cuidado. Este bonito e verde gramado, que causa inveja a outras pessoas em especial aos vizinhos, tem uma outra conotação ou há um simbolismo que é o da inveja das coisas alheias, por mais bonita que sejam as nossas. Nos comparamos aos outros e nesta comparação nos sentimos infelizes, por não termos o que os outros tem. Assim, achamos que mereceríamos uma vida melhor ou ter bens melhores, como os nossos vizinhos tem e não aquilo que temos. Somos seres insaciáveis, nunca ficamos satisfeitos com o que já conseguimos ou o que temos, queremos sempre mais e mais, numa busca frenética para alcançar um alvo, que a cada dia fica mais distante. Desejar coisas boas, de ter uma vida mais tranquila e sossegada, não é errado em si mesmo, o erro ou o mal está na insatisfação de nunca achar que o que se tem é o suficiente, olhando para os padrões ou se comparando aos outros que possuem mais. Assim, vamos achando que nosso carro está ultrapassado e precisamos de um novo como o do vizinho que cintila ao sol e tem tudo do melhor em matéria de conforto, que a nossa esposa é feia, gorda e está sempre relaxada, enquanto a mulher do vizinho, ula lá, que coisa mais linda, está sempre bem arrumada. Sim, achamos que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa e como gostaríamos de estar em seu lugar, usufruindo todas as coisas boas que ele tem e pensamos...- ah se fossem minhas. É até provável que o nosso vizinho possa ter algumas coisas melhores que as nossas mas em compensação temos algumas coisas boas que o nosso vizinho não tem. Assim, não existe ninguém que só tenha coisas boas e outros só coisas ruins, há sempre compensações. Por exemplo, alguém pode ter tudo de bom em termos materiais, mas não ter paz, nem saúde. Enquanto outro, pode não ter nada neste sentido, mas possua uma ótima saúde e está sempre em paz. Com certeza aquele que é muito rico daria tudo o que tem para simplesmente ter uma boa saúde e viver em paz. Como disse no início ter uma grama bem verde, exige cuidados e um bom jardineiro para que cuide dela, pois ela própria não tem como se defender das ervas daninhas que crescem em sua volta. Assim, pode ser que a sua grama está feia e ruim por sua culpa, porque você qual jardineiro não tem sido um bom guardião dela, não a tem irrigado satisfatoriamente e lhe dado o devido valor, assim como o seu vizinho faz, tendo por conta disto, uma grama bem verdinha, bonita de se olhar. Então, pare de se lamentar, comece a cuidar do seu jardim, da sua grama, com o tempo ela se tornará linda e você terá todos os motivos de ser feliz e grato pelo que tem.
domingo, 10 de junho de 2012
O ÚLTIMO BEIJO
Antigamente quando alguém terminava um romance ou este era rompido por uma tragédia, aquele sobrevivente ou o abandonado em tal relacionamento, passava a se lembrar do último beijo dado na pessoa querida. Sim, o último beijo era a lembrança mais marcante que ficava ao fim de um romance tão desejado. Logicamente que os tempos mudaram e hoje o beijo não tem tanto significado como possuía no passado. Assim voltemos ao passado, quando ele valia. Era o dia 22 de dezembro de 1962, cinco jovens do Gordon Military College, de Banersville, na Georgia, estão a bordo de um Chevrolet 1954 indo para um baile de fim de ano num outro local. Enfrentam um intenso trafego na Highway 341, que os obrigam a cortar vários carros, quando de repente, o jovem e inexperiente motorista J. L. Hancock de apenas 16 anos, bate violentamente num caminhão de madeiras que estava parado, tendo ele, sua namorada também de 16 anos, Jeanette Clark e mais outro amigo que ía no banco de trás, morrido no local do acidente e os dois outros ficam gravemente feridos. No momento da batida, passava pelo local e testemunhou o acidente, Wayne Cochran, cantor e músico, que até ajudou no resgate dos corpos. Sensibilizado pela morte que havia colhido estas pessoas tão jovens, Wayne compôs uma música e dedicou a jovem Jeanette Clark namorada de Hancock, o nome da música era "LAST KISS", gravada por ele próprio, pouco tempo depois. Não fez muito sucesso nem agradou as pessoas que a ouviram. Em 1964, um grupo famoso de San Ângelo o J.Frank Wilson & The Cavaliers, grava tal música e esta chega ao segundo lugar das paradas americanas, tendo na capa do Lp, o lider do grupo Frank Wilson, segurando o corpo de uma jovem moribunda, representando Jeanette, mesmo assim ainda não é em nada comparado ao estrondoso sucesso que tal música alcançaria em 1999, quando o PEARL JAM grava a música. Embora exista boa parte da letra de tal música que não condiz com aquilo que acredito, pois faria de Deus uma pessoa ruim que causa à morte e leva pessoas assim tão jovens, quando na verdade é o Inimigo da vida que faz isto, mas não deixa de ser simbólico e verdadeiro, o fato de que o último beijo é uma coisa marcante na vida daqueles que amam de verdade. Esta história real, me faz lembrar de uma outra fictícia, na música de Renato Russo, que fala de um jovem, também de 16 anos, o João Roberto, mais conhecido como Johnny, o rei dos pegas na Asa Norte, que por um amor não correspondido, onde nem beijo houve, enfia seu Opala metálico azul, em um caminhão na curva do Diabo em Sobradinho. Sim, o beijo já teve muito significado na vida daqueles que amavam, era o ápice do namoro, hoje é quase um ato ultrapassado, já que as pessoas que agora namoram vão logo pros finalmente sem nenhum romantismo e se há algo a ser lembrado ao final do relacionamento é a última vez que fizeram sexo. O nosso L. Hancock e sua namorada Jeanette Clark viveram numa época em que o beijo, causava um frisson nos envolvidos e por ocasião de suas mortes, houve uma verdadeira comoção em Barnesville sua cidade, onde eram bem queridos. Ao acordarem do sono da morte, aqui mesmo na Terra, que será o paraíso de que fala a música, viverão num mundo em que o beijo, terá o mesmo valor que tinha em sua época e não haverá nunca, o LAST KISS famoso da música de Wayne Cochran.
sábado, 9 de junho de 2012
A INVASÃO DAS DUPLAS SERTANEJAS
Se você nasceu principalmente em Goiás, tem algum talento musical e possui um irmão para fazer a segunda voz, estão aí os ingredientes para se fazer sucesso como dupla sertaneja e vender milhões e milhões de discos. Não é necessário você ser algum grande cantor ou fazer parte de uma dupla excepcional, a mídia cuidará para que você vá para o topo da fama, apresentando-se nos programas mais vistos na tv e no horário nobre. Não estou dizendo com isto que não exista alguma dupla sertaneja com talento, mas infelizmente á maioria é de uma pobreza musical muito grande. Com um grande aparato e investimento das gravadoras, que fazem de tudo para transformar um humilde camponês ou peão num astro, o resto fica por conta da histeria das fãs que não estão nem aí para distinguir o que é bom de uma enorme porcaria. Antigamente estas duplas eram só ouvidas no interior de São Paulo, Minas, Mato Grosso e o próprio estado de Goiás, mas hoje ganharam uma projeção nacional e dominam o cenário musical brasileiro, deixando para trás músicos de verdadeiro talento mas que só tocam em programas da madrugada, com pouca audiência. Assim somos obrigados a engolir goela abaixo tais duplas de uma pobreza musical que chega as raias da imbecilidade. Já vai longe o tempo em que no Brasil existiu duplas sertanejas que tinham real valor, tais como Alvarenga e Ranchinho e Jararaca e Ratinho, estes sim, tiveram músicas até gravadas no exterior, como pelo lendário precursor de Frank Sinatra, o grande Bing Crosby e também produziram música em parceria com Tom Jobim, "O Boto". Ratinho foi um exímio saxofonista e Jararaca compositor da música carnavalesca "Mamãe eu Quero" que é tocada até hoje nos bailes de carnaval. As duplas sertanejas ou como eram conhecidas antigamente, "caipiras", tiveram alguma influência das duplas country americanas, estas sim, tiveram músicos de valor que foram o elo ou a ponte que ligou tal música rural americana ao rock and roll. Como tais, podemos citar e destacar os Everly Brothers que desde 1957 tem músicas nas paradas e estão entre as mais tocadas do mundo e serviram de inspiração para alguns clássicos de Elvis Presley, The Beatles, A-Há, Nazareth , Simon and Garfunkel e outros. Até mesmo o incrível contestador Bob Dylan se rendeu ao talento dos irmãos Don e Phill do Everly Brothers. Muitas músicas de sucesso da dupla Simon and Garfunkel já eram cantadas pelos irmãos Don e Phill, que ainda permanecem ativos fazendo shows. Hoje em nosso país, tais duplas, para não dizerem que são caipiras, matutos, se intitularam "universitários". Não é porque alguém em algum momento de sua vida, frequenta uma faculdade, que deixa de ser caipira, apenas dá um lustre em seu vocabulário, mas a sua fonte de onde brota a sua água ou veia musical é a mesma, interiorana, ou como dizem os mais entendidos do linguajar "do interiorrr". Mas tenho de admitir que eles estão ricos, são famosos e que gosto ou preferência musical ou qualquer outra coisa com a opção de escolha, não se discute. Assim, se você é um admirador ou admiradora de nossas duplas sertanejas, seja de raiz ou universitário, faça bom proveito disto, você tem este direito e ninguém pode te criticar, embora eu em particular, prefira tirar meu time de campo, quando eles sobem ao palco e invadem os gramados com os seus mega shows.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
AS FOLHAS SECAS DO OUTONO
Cada estação possui sua beleza própria e peculiar. Para mim a primavera e o verão são as estações mais bonitas e o outono e o inverno, nem tanto, mas existem pessoas que apreciam mais estas do que as primeiras. O outono é uma estação intermediária de adaptações ao rigor do frio. É a época em que as folhas caem das árvores para dar lugar a renovação que todo o ano se sucede. Enquanto na primavera as árvores se revestem de lindas flores, no outono estas dão lugar aos frutos que tanto benefício nos trazem a sustentação de nossas vidas. Sim, é muito bom caminhar pela manhã, como sempre faço, num caminho de chão batido, cercado de frondosas árvores, pisando num tapete de muitas folhas caídas e ouvindo o som do farfalhar delas. Na vida, também temos os ciclos, iguais as estações do ano. Do nosso nascimento até perto da adolescência é a primavera da vida, onde nos revestimos de uma beleza ímpar. Logo após a adolescência, chegamos ao ápice de nossas vidas, quando ficamos prontos para realizar os nossos sonhos de conquistas, seja financeira ou sentimental, é a época em que normalmente nos casamos e constituímos uma família, é por conseguinte a estação mais quente, onde os dias são gloriosos, estamos vivendo o verão da vida. Passados alguns anos, chegamos a nossa maturidade, onde vamos deixando de lado os arroubos da juventude e passamos a ter os nosso pés no chão, a vida fica estabilizada, conseguimos conquistar boa parte dos nossos sonhos de infância. A partir daí, vem um período intermediário de adaptações e começamos a ter um declínio em nossas vidas. Já não temos o mesmo vigor em exercícios físicos, a respiração fica mais ofegante, nos cansamos com mais facilidade, sim já não temos o mesmo pique que tínhamos antes. Logicamente que estas situações, variam de pessoa para pessoa e não existe uma regra geral para todos, ou seja de que em tal idade você vai sofrer disto ou vai ter aquilo. Assim, enquanto alguns são atingidos por este estado mais cedo, outros só algum tempo mais tarde. Mas todos ao final, sofreremos as consequências disto, é a estação do outono de nossas vidas. Atendendo a lei da gravidade, que nos puxa para baixo, para a terra, as coisas vão caindo, assim como as folhas. São os dentes, os cabelos, os ombros, os seios, tudo é arrastado para o chão inexoravelmente. Nesta época, somos como uma vela que teima em ficar acesa apesar do vento forte que ameaça apagar sua chama. Assim, enquanto ainda é o outono de nossas vidas, que aproveitemos esta estação para apreciar a vida e produzir bastante frutos, frutos de sabedoria, enchendo os nossos silos de bastante alimentos, antes que chegue o rigoroso inverno, que nos impedirá de sairmos em busca deles. Esperamos viver em uma época, em que a nossa vida será uma eterna primavera, revertendo o quadro para aqueles que já estão no outono e inverno de suas vidas, para que todos sem distinção, usufruam de uma vida plena, sem os males da velhice que hoje tanto nos afetam.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
SÍMBOLOS, O QUE TEM DE CERTO E O QUE PODE ESTAR ERRADO COM ELES?
De vez em quando somos surpreendidos com algum símbolo novo, que tenta representar algo ou alguém. As grandes empresas possuem um símbolo ou logotipo que as representam. Assim, ao vermos aquele símbolo logo sabemos que marca ele quer representar. O símbolo torna tangente, visível a marca que ele representa. Ele serve para fixar na nossa mente de forma indelével a coisa desejada, sem necessidade de aparecer ela própria, basta o símbolo. Assim é apropriado e válido tal uso. Também não é errado, na verdade é até correto, que organizações, empresas ou outros grupos usem abreviaturas de seu nome como maneiras identificadoras das mesmas, tais como a BBC de Londres, a antiga RCA, CNN, SBT e outros Uma coisa bem diferente é quando organizações também utilizam-se de símbolos para identificar pessoas de seu grupo. Por exemplo, muitas sociedades secretas e religiões tentam identificar seus membros por um símbolo. A cristandade, tem como seu símbolo maior "a cruz", que dizem ser o objeto que levou Jesus Cristo à morte. Outros dizem que no passado o símbolo que identificava os cristãos, era a figura "do peixe". Hoje, esse desenho dos riscos de um peixe, são até utilizados por um partido político. Agora, pergunte-se: O que Jesus, disse que representaria os seus discípulos, seria um símbolo? Podemos dizer com toda certeza que não. Os primitivos cristãos não tinham símbolos, tais como a figura de um "peixe" ou "uma cruz". O que os representava como sendo seus discípulos, foi o que Jesus lhes indicou, como um sinal identificador que é "o amor". Ele lhes disse categoricamente: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos se tiverdes amor entre vós", conforme transcrito em João 13: 35. É muito fácil se ter ou portar um símbolo, para dizer que é um cristão, agora ter amor entre si, ao ponto de enfrentarem as autoridades, por não quererem pegar em armas, para não violar este mandamento bíblico, não é tão fácil assim, exige muitos sacrifícios, ás vezes o sacrifício da própria vida. Esta é que é a marca identificadora do verdadeiro cristão "o amor" que não tem fronteiras e não um símbolo que não quer dizer nada. Não é que um símbolo em si mesmo seja errado, pode existir alguns que não querem dizer nada, é apenas uma referência e até podem ser bons, o erro dos símbolos é quando eles se tornam objeto de adoração, que só deve ser prestada a Deus e em nome dele, se persegue e matam as pessoas. Tanto a "cruz" como o "peixe" só passaram a ser usados mais tarde, quando os ensinos de Jesus, foram mesclados com coisas pagãs, originalmente trazida por Constantino, O Grande por volta do terceiro século mas que já existiam em suas formas de adoração de deuses falsos, como Tamuz e outros. Na verdade, os símbolos para identificar algum grupo de pessoas, na maioria das vezes, o foi para coisas erradas, como foi a "cruz suástica" dos nazistas. Embora Hitler, tenha adotado tal cruz gamada, como símbolo do partido neo-nazista, ela já existia e remonta a tempos bem antigos e era usada pelos celtas e na adoração dos deuses do Tibete. Debaixo de tal "cruz a suástica", milhões de pessoas foram brutalmente perseguidas e mortas em campos de concentração. Que dizer da "cruz" que gerou as cruzadas e seus exércitos? Tal símbolo, causou uma carnificina enorme entre os povos que eles alegavam serem bárbaros. Tudo com a finalidade de os "cristianizar". Já imaginaram isto, matar as pessoas para que elas se convertessem ao "cristianismo"? Isto só pôde acontecer, devido a forte influência do Maligno sobre a religião reinante. O que dizer também de uma "cruz em chamas", símbolo da Ku Klus Klan, que tantas mortes causou aos negros e os que os apoiavam nos estados sulistas dos Estados Unidos? Sim, os símbolos nestes casos, quase sempre identificaram coisas ruins, não os verdadeiros cristãos e sim os falsos, que agora também tem uma marca, não de Deus mas da Fera, como está escrito no livro de Apocalipse, Capitulo14 :9. Os cristão verdadeiros são identificados pelo seu modo de vida, pelo amor fraternal que não tem fronteiras, ou barreiras de nacionalidade. Este sim, diz a todos que tipo de pessoas nós somos e não por ostentarmos um símbolo ou uma marca, que não é nada, é apenas um mero rotulo, que pode ser totalmente diferente do conteúdo, o que somos no íntimo. Então você quer ser identificado como um cristão de fachada, apenas pelo símbolo tal qual uma marca em um logotipo ou quer ser identificado como um cristão verdadeiro, que possuí amor fraternal por todos, na inteira irmandade universal? Cabe a você a escolha.
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