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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

APRENDENDO A EXERCER PACIÊNCIA

Um dos grandes males dos tempos que vivemos é a impaciência. A vida hoje é um corre corre frenético, onde não se tem tempo para nada. As pessoas querem tudo pra ontem, não podem esperar para hoje mais tarde, muito menos para amanhã. Somos por demais impacientes com tudo. A paciência é um exercício que temos de treinar todos os dias se quisermos algum dia ver coroado de êxitos nossas aspirações. Ela é também uma virtude, que como tal precisa ser cultivada. Um personagem bíblico, considerado a pessoa que mais exerceu a paciência foi Jó. Há por conta disto, um ditado que diz de alguém que é paciente que ele tem "a paciência de Jó". Jó foi uma pessoa admirável em termos de paciência. Tanto os seus pretensos "amigos" e a sua própria esposa, lhe diziam que era melhor que ele amaldiçoasse a Deus pelo seu infortúnio e morresse. Mas ele aguentou pacientemente esta conversa vã e tudo mais, até que foi recompensado em dobro por tudo o que perdera. Mas o que é paciência e qual é o seu benefício? Uma pessoa que é paciente ela é tolerante com os erros dos outros, mantem a calma mesmo em situações críticas, não se desespera a toa. Mesmo que as suas expectativas demorem, sabe esperar tranquilamente. A paciência é uma espécie de jogo em que você só sai vencedor se tiver perseverança. Muitas vezes, neste jogo de paciência temos de esperar muito tempo até alcançarmos nossos objetivos. Devemos sempre insistir e nunca desistir de um projeto, de um amor ou qualquer coisa que exija de nós paciência a fim de vermos o resultado daquilo que tanto ansiamos. As vezes temos que agir qual pescador que fisga um peixe, o qual teima em fugir, pulando e saltando fora da água, tentando sair do anzol. Tentar trazê-lo de imediato para o barco, poderá acontecer que o peixe arrebente a linha que não é muito forte e se solte. Por isto temos que ir puxando devagar e muitas vezes, parar, soltar a linha, dando corda, para que ele dê uma grande volta, pensando que se livrou do anzol, depois voltamos a carga, puxando-o devagar para tira-lo da água, até que ele não tenha mais força e se renda cansado. Há de se ter paciência nestes casos, para que a pesca seja um sucesso. Muitas vezes, temos de agir assim. Não adianta bater logo de frente e causar uma ruptura irremediável com alguém de quem gostamos, as vezes temos de dar um tempo, uma certa "corda" para que o ser amado possa nadar como se estivesse totalmente "livre". A paciência neste caso é uma arma estratégica, para se sair vencedor no final. Temos que ser tolerantes, calmos, não termos pressa e dar o tempo que for necessário para conseguir obter aquilo que se deseja, seja um amor, um trabalho ou algo que não seja conseguido de imediato. As vezes temos muita paciência para algumas coisas, tal como a espera por décadas por um amor e para outras somos totalmente impacientes, não queremos esperar nem um minuto. Um dos bons exercícios que exigirão de nós a paciência é ser tolerante numa grande fila de banco, ficar calmo numa fila de alguma repartição pública, ou de um hospital do SUS e outras coisas similares. Sim, ser paciente nestes casos acima não é fácil, nem é pra qualquer um, eu mesmo tenho muito que melhorar pois me impaciento nestes lugares, fico logo estressado se a fila não anda. A paciência ao final produz um fruto bastante desejável, que é a perseverança. Sim, só quem é perseverante consegue concretizar os seus sonhos, por mais tempo que estes demorem. Ser paciente é não desistir jamais daquilo que você ama, independente do tempo que leve.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A FRUSTRAÇÃO DE PLANOS

A maioria das pessoas tem não só sonhos, como também poem estes sonhos em andamento por fazerem planos para alcança-lo. Assim, sonhamos em conseguir um emprego para termos uma melhor remuneração. Para isto fazemos preparativos e os planos de como alcança-lo, tais como cursos que possam nos possibilitar arrumar o emprego que sonhamos. Da mesma forma é para se entrar numa faculdade e outras consecuções tais como idealizar um casamento com alguém. Assim, os sonhos para se concretizarem tem de haver planos diligentes. Esforços e empenhos fazem parte dos planos para se atingir um alvo. São muitos os planos que vamos fazendo ao longo de nossas vidas, nos preparando para alcança-los num futuro não muito distante. Infelizmente a vida é uma coisa incerta e aí, por conta disto, temos de fazer mudanças, nos adaptar a novas circunstâncias, ou mesmo desistir de nossos planos e dos nossos sonhos. Quando isto acontece, ou seja, nem as mudanças e adaptações dos planos pode ir a frente, já que esbarrou num obstáculo ou um  muro intransponível, é uma verdadeira frustração. É uma expectativa que não se concretiza. As vezes  envolve uma outra pessoa em que se tinham planos juntos e a outra muda de ideia ou toma uma outra direção. Nada é pior ou pode se comparar a isto, quando você se vê obrigado a desistir de um sonho ha muito desejado. O sentimento de impotência, de fragilidade, de falta de poder e de inutilidade que nos abate é aterrador. Ficamos arrasados e abatidos quando os nossos planos escorrem por entre nossas mãos. Quando isto acontece, logo no início e não havia ainda muito investimento de tempo, dinheiro e atenção a perda é sentida mas não é tão grande e pode ser superada. Agora, quando isto ocorre já na fase final, estando prestes a alcançar os seus alvos, já que as coisas ocorriam com algumas adaptações é certo, mas sem grandes mudanças é constrangedor. A vontade é ficar sentado a beira do caminho e debruçar-nos no choro, esperando a poeira baixar para ver o que fazer da vida daqui pra frente. Não vai ser fácil, começar tudo de novo. O recomeço é sempre muito difícil, há de se ter muita força de vontade para se levantar e dar a volta por cima. Esse negócio de "levanta sacode a poeira e dá a volta por cima" é muito fácil cantada em música mas a realidade é outra e bem diferente. Há de se ter um tempo razoável para digerir e assimilar os golpes da frustração de um plano desejado e que não deu certo. Muitos não conseguem mais se levantar depois de uma cacetada desta e se entregam ao desânimo, não querendo mais lutar. A sensação da perda de algo ou de alguém para sempre é frustrante. Mas a vida continua, o show não pode parar, estamos todos como atores representando uma peça no cenário da vida, em que não estávamos bem preparados para o papel que nos deram. O palhaço mesmo chorando no íntimo,  tem de fazer a platéia rir, esta é sua sina, não importa o que lhe vai por dentro no peito. Da mesma forma, vamos enganando os amigos e as demais pessoas como se estivesse tudo bem, quando não está nada bem. Assim, seguimos em frente, meio cambaleantes e dopados, esperando que a maré de desapontamentos possa passar e um novo amanhecer surja, apagando de vez as sombras deixadas por uma noite escura de desilusões. Como última analise, concluímos que apesar de todos os fracassos e desilusões que nos abate, não podemos parar de sonhar, porque se isto acontecer, somos uns cadáveres ambulantes e nem percebemos isto, esqueceram de nos avisar para nos dirigir aos nossos túmulos e nos deitar.        

sábado, 28 de janeiro de 2012

QUEM TEM MEDO DA VERDADE?

Havia a alguns anos atrás um programa com o título acima, em que os entrevistados eram interrogados no "jogo da verdade" sobre coisas íntimas, a maioria escabrosas do seu passado. Tal programa possuía boa audiência já que deixava muitas vezes o entrevistado numa verdadeira "saia justa". Alguns para se livrar dela, partiam para alguma mentira que quase sempre era desmascarada pelos interlocutores, tornando a sua situação pior. Sim, muitas vezes, quando somos confrontados em algum assunto ou posicionamento e  não vendo outra saída, inventamos alguma mentira. Mas como diz uma ditado popular "mentira tem perna curta" e logo somos pegos, não há escapatória. Uma coisa que eu tenho notado ao longo de minha existência é que uma mentira anda sempre junta de outras mentiras, ou uma mentira leva a outra mentira, ela nunca fica sozinha. As mentiras se combinam, se interagem tem sempre uma coisa em comum ou uma mesma base. A mentira é sempre uma coisa adocicada, um caminho fácil de se seguir ou um doce remédio inútil. Quem gosta da mentira, irá sempre atrás dela, não importa em que lugar ela esteja, já que tanto faz se é aqui ou ali, é só chama-la e a pessoa irá visitá-la pois onde ela está, não há nenhuma pressão ou se exija mudanças é só seguir a maioria na corrente de cantorias e palmas, iludindo-se que é o lugar da "verdade", a "sua verdade". Agora, chama uma pessoa que gosta da mentira, pra visitar o lugar onde está a verdade, ela inventará mil desculpas para não ir. Estamos falando da verdade da vida e não de qualquer verdade. Tal pessoa, assim convidada, tem um pavor mórbido da verdade, pois tendo algum conhecimento desta, sabe que vive no erro e não quer mudar, quer apenas que lhe façam cócegas no ouvido, mas nada radical. Ela prefere a cantilena de músicas adocicadas sem nenhuma instrução, conteúdo ou informação do que as verdades salutares. Nestes locais da mentira, da mesma forma que se entra, se sai, não se aprende nada, apenas alguns sentem uma emoção, como se fosse algo "sagrado ou santo". Diferente da mentira, a verdade é um caminho difícil, um remédio amargo, uma estrada estreita, exige-se sacrifício transitar por ela. A verdade está sempre sozinha e é unica, pois não existem duas verdades. Enquanto as mentiras se unem, fazem conchavos e estão sempre juntas, a verdade é solitária, não faz concessões nem admite amalgamar-se, ela a verdade com a mentira. Já imaginaram verdade e mentira juntas, no mesmo balaio? Produzindo uma meia-verdade, é inconcebível tal  ideia. A verdade exige mudanças de comportamento e de atitudes, ou seja, aquele que está no caminho errado, tem de abandona-lo por completo e não apenas fazer pequenas mudanças. Enquanto aqueles que estão na mentira são louvados pela maioria em geral, adeptos da mentira, os que estão verdade são desprezados, ridicularizados e abandonados, como se fossem cães sarnentos.  Há um congraçamento de todos os que estão na mentira, pois todos são farinha do mesmo saco. Apesar das divisões internas, quase sempre por motivos de comando e de dinheiro, mas como têm uma base comum, saem juntos em caminhadas, em encontros ecumênicos, em shows onde vemos juntos cantando, padres e pastores e outra parcerias. Por serem assim tão unidos na sua forma de viver e pensar, tem ódio mortal por aqueles que não comungam as suas idéias de união de todas as crenças. Estes, são como pedras em seu sapato, uma aguilhoada em sua consciência ou uma ferroada em suas idéias e pensamentos de que tudo está bem e vai continuar assim, por todo o sempre. Não acreditam em mudanças ou que venham sofrer alguma calamidade. Acham que seu modo de vida atual e sua forma de adoração é aceitável e merece uma recompensa. Tem horror da verdade que lhe é trazida e exige mudança radical do seu modo de viver. Não querem sequer ouvir falar dela, pois agindo assim, pensam ter a desculpa de dizer que não sabiam ou a desconheciam. Ora, é uma desculpa mais que esfarrapada, já que a verdade todo dia bate a sua porta. Assim, QUEM TEM MEDO DA VERDADE? São todos aqueles que vivem no erro e não querem mudar, gostam da mentira adocicada e estão satisfeitos com as suas várias modalidades, pra eles, tudo deveria continuar assim como está, pois nos lugares onde frequentam para apaziguar sua consciência ou fazer as suas orações, ninguém lhe faz cobranças e ao final com toda sua vida errada, acham que ainda serão perdoados. Será lamentável quando se derem conta do erro a que foram induzidos, pela sua forma displicente de viver, sem nenhum questionamento e ouvirem o nosso Amo lhes dizer: - NUNCA VOS CONHECI. AFASTAI-VOS DE MIM.            

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

MALTRATANDO O CORAÇÃO

O nosso coração físico é um músculo bastante resistente. Ele bombeia o sangue para todo o nosso corpo, umas cento e dez mil vezes por dia e se levarmos em conta uma vida de uns oitenta anos, chega-se a um número astronômico. Mas não é por isso que vamos achar que a sua resistência é inesgotável. Como assim? A maioria de nós, achando pouco o serviço que ele faz, de contrair e relaxar, por milhares e milhares de vezes no dia, resolvemos adicionar uma sobrecarga ao mesmo o entupimos de alimentos gordurosos, deixando pouco espaço para o sangue circular livremente. Como se isto não bastasse, vivemos em constante stress e de vez em quando ainda damos-lhe  vários choques emocionais. Para culminar, vivemos uma vida sedentária, sem fazer qualquer exercício o que piora mais a situação. Sim, nós maltratamos bastante o nosso coração literal e por conta disto muitos sofrem uma parada cardíaca ainda jovens. Mas temos outro tipo coração, o simbólico, onde armazenamos as nossas motivações. Nele guardamos os nossos segredos mais recônditos, os nossos sonhos, as nossas alegrias, as nossas tristezas e pesares, os nossos desejos mais profundos, enfim o nosso amor ou ódio. Seria uma coisa salutar e boa para o nosso coração figurado, se alguém que despertasse a nossa atenção e por fim o nosso amor, correspondesse a esse sentimento, numa verdadeira sincronia. Mas isto não é assim que funciona. Como já dizia a letra de "Flor da Idade" uma música de Chico Buarque, cujos versos nos dão conta que: Carlos que amava Dora que amava Pedro que amava Lia que amava Paulo e por aí vai numa total falta de sintonia amorosa, ou seja, a pessoa de quem gostamos, não está nem aí pro nosso sentimento e não gosta nem um pouco de nós e vice versa. Com isto vamos maltratando o nosso coração, ou deixando que ele seja maltratado, dia após dia, na ânsia de conseguir qualquer sinal, por mais simples que seja, de atenção da pessoa amada. Este maltrato ou angústia pode durar vários anos, causando um sofrimento, como de uma ferida que não cicatriza, está sempre prestes a sangrar de novo. Isto porque, quando achamos que já está tudo resolvido e não há mais chances, surge um pequeno alento e como incautos e bobos, como o nosso coração, mergulhamos de novo num caminho tortuoso e sofrido, em que sabemos por idas anteriores, onde isto irá dar, que é uma nova decepção, o desespero pela rejeição, a dor por ser ignorado, esnobado ou humilhado, tudo isto por não ter entendido bem o sinal emitido. Estas idas e vindas, além do sofrimento é uma verdadeira carga emocional para o nosso já tão fragilizado coração. Sim, ao longo da vida vamos maltratando tanto o nosso coração físico como o sentimental, o primeiro por dificultar-lhe o seu trabalho, por não termos hábitos saudáveis de alimentação e não exercitarmos o seu músculo. Já o que fazemos com o nosso coração sentimental é pior ainda, o oprimimos com angústias e desesperos, deixamos ele ser magoado ao extremos por insistirmos em viver uma vida cheia de ilusões e esperanças, sem que haja qualquer possibilidade da concretização do que sonhamos para ele. Vivemos a vida em sobressaltos com a presença ou repúdio do ser amado, com isto padecemos de palpitações, batidas aceleradas ou taquicardia. Tudo isto acontece quando o nosso coração figurado está desesperado por um amor não correspondido, a gente se ilude atoa com qualquer bobagem e como dizia certa frase:  HAJA CORAÇÃO para aguentar tanto sofrimento.   

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

QUE TIPO DE PESSOA É SEU COMANDANTE?

Todos nós ficamos perplexos com a atitude do comandante do navio Costa Concórdia que causou o naufrágio da embarcação sob seu comando, sendo o responsável direto pela morte de mais de 30 passageiros, além de ter abandonado o barco, quando ainda havia milhares de pessoas a bordo. Por tais atos Francesco Schettino, teve decretada a sua prisão domiciliar, além de responder pelo crime de homicídio culposo, causado a vários passageiros. Tudo aconteceu por um simples capricho seu, que foi passar a embarcação perto demais de uma ilha onde morava um tripulante e um antigo comandante da empresa proprietária do navio, esquecendo que o local é cheio de rochas submersas. Tão diferente foi a atitude do Comandante do Airbus 320, da US Airways que pousou suavemente no Rio Hudson em 2009, tendo sobrevivido os 150 passageiros e mais cinco tripulantes. O comandante Chesley "Sully" Sulenberger, um grande piloto e perito em segurança de voo,  foi o último a abandonar a aeronave, mas antes disto, ainda deu olhada em todo o avião, inclusive nos banheiros para ver se não havia alguém a bordo. Na nossa vida, estamos sujeitos a vários comandantes. Primeiro é o nosso pai, que como chefe da família, tem a incumbência de levá-la a um porto seguro, com todos os membros sãos e salvos, proporcionando um lar pacifico, com segurança e tendo as coisas básicas necessárias. Depois vem os nosso professores, que direcionam as nossas vidas, nesta ou naquela direção, sempre supervisionando para que possamos ser bem sucedidos na escolha da carreira que iremos trilhar. Depois quando vamos trabalhar em algum local, o chefe da empresa a qual estamos subordinados, torna-se o nosso comandante. Ele é que nos garante o sustento e manutenção de nossas despesas, além de proporcionar uma vida melhor. Depois, quando nós homens nos casamos assumimos o comando de nossa família, sendo o responsável direto pelo bem estar de nossa esposa e dos filhos que advém após. Então que tipo de comandante temos tido ou sido em nossas vida, seja como chefe de família, de empresa, ou em outras atividades em que exercemos liderança e as pessoas depositam a sua confiança? Somos como Francesco Schettino, comandante do Costa Concórdia que agiu irresponsavelmente levando a morte de pessoas e foi um dos primeiros a abandonar a embarcação, não se preocupando em minimizar os danos e com as vidas envolvidas? Ou somos como Sulenberger comandante do US Airways, que minimizou os danos, fazendo de tudo para que não houvesse qualquer morte, além de ter sido o último a abandonar a aeronave? Sim, porque os maus comandantes são como os ratos que vivem no porão de um navio, ao ser este ameaçado sofrer um naufrágio, são os primeiros seres a cair n`água. Um bom comandante não se esquiva nem foge dos problemas, enfrenta-os com serenidade, dando aos que dele dependem a segurança de estarem em boas e firmes mãos. Então, você que é filho/filha, aluno/aluna, empregado/empregada e esposa que tipo de pessoa é seu comandante? Espero que não seja um "Francesco" covarde que é o primeiro a abandonar a embarcação e sim um "Sulenberger" que só sai quando todos já estão a salvo.     

CASSIUS CLAY ou MUHAMMAD ALI, O MELHOR PUGILISTA

Sempre houve homens que se destacaram por sua força,  valentia ou espírito de luta. O maior destes, tem um lugar destacado na Bíblia Sagrada. Foi na época em que a nação de Israel se via oprimida por povos a sua volta e o verdadeiro Deus, suscitava Juízes para liberta-la, um desses foi Sansão que possuía uma força descomunal. No relato de Juízes capitulo 15, versículo 16, diz que certa feita, ele com uma queixada de um burro matou cerca mil homens. Nos tempos modernos e mais precisamente no boxe, despontaram nomes que brilham até os dias de hoje. Entre estes podemos citar o maior, Cassius Clay que aos dezoito anos, foi campeão olímpico, isto em 1960. Diferente dos demais lutadores pesos pesados, que sempre faziam uma cara feia, para os seus adversários, Cassius Clay, sempre estava rindo, fazendo pilhérias e brincadeiras. Na arena, não ficava com a guarda levantada, ao contrário a tinha sempre abaixada  e começava a dançar em volta dos oponentes, chegando mesmo a sapatear, o que deixava os adversários confusos e desconcentrados. Mas ao dar um jab de direita era um golpe mortal. Jamais se aproveitou de um momento de vacilo de seus oponentes, para infligir-lhes mais golpes, havia por parte dele um certo respeito e piedade, pela pessoa humana. Enquanto a maioria dos que lutavam tinham o rosto desfigurado pelos vários golpes, Cassius Clay, continuava com a cara lisa, sem nenhuma marca de algum duelo. Certa luta acontecida em 1964, é lembrada até hoje pela resistência de Cassius e é considerada a melhor de sua carreira, foi contra outra lenda do boxe, o peso pesado George Foreman. Durante sete rounds, Cassius Clay só apanhou, parecendo que George iria vencer a luta por nocaute. De repente, mesmo encurralado, Cassius Clay dá um jabs de direita e George Foreman vai a lona pra não voltar. Cassius Clay, não foi só um lutador de boxe, considerado por algumas revistas como o "desportista do século", mas também foi uma pessoa polêmica, primeiro ao adotar um nome muçulmano e depois  por suas convicções pacifistas. Perdeu o título de campeão, por ter se recusado ir lutar na guerra que os Estados Unidos travavam com o Vietnam. Como argumento ele dizia: - Nenhum vietcongue me chamou de crioulo, porque deveria mata-los. Três anos depois que lhe tiraram o título, ele voltou a reconquista-lo. Perdeu algumas poucas lutas é certo,  mas depois as venceu na revanche, com um cachê bilionário e abandonou o boxe, quando ainda ostentava o titulo de campeão de pesos pesados. Sim, Cassius ou Ali, como gosta de ser chamado, agora setentão, faz parte de uma época de ouro, não só do boxe como também de um mundo que era melhor de se viver, onde os sonhos floresciam, se respirava inocência, bondade e amor, mesmo num tablado de lutas. Sou contra qualquer tipo de violência, mesmo nos esportes, mas não se pode negar, o valor e a personalidade de Cassius Clay, que mesmo fazendo das lutas seu meio de vida, era uma pessoa pacífica pois foi contra as guerras, o que é objeto de minha admiração e apoio integral.  

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

É VOCÊ UMA PESSOA FIEL OU VAI MAIS ALÉM, É LEAL.

A fidelidade tem sido posta a provas nos últimos tempos em que vivemos. Casais rompem votos de fidelidade e traem. Patrões e empregados tem violado os pactos laborais firmados. Sim, são poucas as pessoas hoje em dia que se poderia dizer que são fidedignas, que dão valor a palavra dada. Tão diferente dos tempos passados. Antigamente os homens tinham vergonha na cara e cumpriam os seus compromissos, para isto tiravam um fio de cabelo de seu bigode e davam para a outra parte como um selo ou garantia de que iria cumprir a palavra dada. Assim, a fidelidade tem muito a ver em ser correto, ser cumpridor da palavra dada e dos contratos firmados, não procurando quaisquer desculpas para deixar de os cumprir. Quando se casam, os noivos juram votos de fidelidade mútua, ou seja, enquanto uma parte não der motivos o outro permanecerá fiel, mais se houver uma base justa ou com a morte de um dos cônjuges é rompido o voto de fidelidade.  Já a lealdade vai mais além. Alguém que é leal, permanece neste estado mesmo que haja a violação ou infidelidade da outra parte. Por exemplo, os cães, normalmente são tidos como animais leais ao seu dono, mesmo que este infrinja alguma regra, ou pratique um ato de infidelidade, tal como lhe espancar severamente sem nenhum motivo, ainda assim ele permanece leal ao seu amo, não o abandona. É bem conhecida a história do cão Hachiko, que ia todo dia a estação de trem esperar seu dono que já havia morrido, isto por um período de 9 anos e dez meses, até que ele também veio a morrer. Outro exemplo, algumas mulheres mesmo com a morte de seus maridos, são leais á memória deste e por conseguinte não se casam mais. São inúmeras as viúvas que permanecem no estado de viuvez. Podemos dar como modelo deste tipo de conduta, a artista plástica, Yoko Ono, que foi casada com John Lennon de 1968 a 1980, quando este foi assassinado. De lá para cá, permaneceu leal a memória de John Lennon e não teve mais ninguém. Outras mulheres e outros homens não são nem fiéis a seus maridos e esposas, enquanto ainda existe o vínculo do casamento, ou seja durante o contrato de fidelidade, que dirá ir mais além do período do contrato ou até o restante de suas vidas. Para estes é dificílimo permanecerem fiéis no arranjo do casamento. Embora pareçam coisas semelhantes, fidelidade e lealdade, não o são, a primeira é baseada em compromissos ou a palavra empenhada, já há última tem a ver com princípios e portanto é mais abrangente, estendendo-se por um período mais longo  Sim, aquele que é leal, tem mais valor e é muito superior a quem é fiel, apenas por que está preso a um contrato ou a sua palavra. Se você é  fiel, ou seja, se você cumpre os seus contratos e compromissos já está de bom tamanho. Infelizmente não vemos pessoas assim, que sejam fidedignas, de palavra não importando as coisas que aconteçam ele não violará o compromisso firmado. Agora encontrar alguém leal hoje, é uma raridade é como encontrar um valiosíssimo tesouro, tem que se fazer um grande esforço para descobri-lo, mas existem é só procurar com determinação e muito afinco e você irá encontra-lo.