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domingo, 24 de julho de 2011

A MORTE ANUNCIADA

Muitos fãs ouviram consternados, há algum tempo atrás, o anúncio da morte da cantora inglesa Amy Winehouse. A talentosíssima cantora, compositora e letrista britânica de estilo próprio, mas com raízes no blue e soul americano, a la Sarah Vaughan, possuía apenas 27 anos, assim como, Brian Jones dos Rolling Stones, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison do The Doors e Kurt Cobain do Nirvana, que morreram com a mesma idade. Na época da morte dos primeiros quatros, especulou-se que a CIA e o FBI estavam por detrás do fato, já que todos faziam canções de protesto, onde demonstravam toda a sua revolta contra o sistema norte-americano. A primeira delas, de Brian Jones, líder e fundador dos Stones, há varias teorias de que foi assassinado e depois jogado em sua piscina, para parecer um afogamento de um drogado, a última delas, de Jim Morrison,  filho de um Almirante americano, mas nem por isso serviu de proteção, das mãos dos agentes da central de inteligência americana, ou de J. Edgard Hoover, o homem forte do FBI e cuja morte, numa banheira de um hotel em Paris, esta envolta em mistérios e até hoje não foi bem esclarecida. Mas o que se sabe de verdade a respeito de todos os envolvidos nestas mortes trágicas é que eles abusaram no uso de álcool e de drogas poderosíssimas que destroem qualquer ser humano, mesmo sendo ainda jovens. Nos videos que tem aparecido dos últimos shows da cantora Amy, vê-se uma pessoa frágil, que praticamente não se aguentava em pé, caindo algumas vezes e se esquecendo da letra de suas canções, tendo de pedir ajuda a um colaborador. Ao ter ela  rejeitado o tratamento de reabilitação, como ela própria confessa numa de suas canções mais famosas, era de se esperar á qualquer hora o seu falecimento, era uma morte mais que anunciada. Sim, é muito difícil conviver com a fama e as consequências que estão por trás dela. Perde-se a privacidade e os amigos anteriores. Começa-se uma vida totalmente artificial, normalmente a pessoa é convidada para ir a grandes festas regadas a muitas bebidas alcoólicas, drogas e sexo. A vida de uma hora para outra é totalmente modificada, vira um rebuliço. Para muitos é como um sonho, sair de uma vida sacrificada e de pobreza para uma vida de luxúria e ostentação. Todas ás portas da falsa felicidade começam a se abrir. Não há nada no horizonte que pareça empanar o brilho de que agora se reveste. Pessoas totalmente estranhas começam a compartilhar da vida e da intimidade do agora recluso, que não pode mais sair como as pessoas normais o fazem. A pessoa vai perdendo o seu referencial, as suas virtudes, tudo é feito para estar na mídia, mesmo que tenha de renegar princípios que anteriormente acreditava, como sendo verdades. Para suprir a carência de amigos verdadeiros e as vezes até da família, a pessoa começa então, a princípio a fazer uso de bebidas fortes que a deixam entorpecida e eufórica. Depois, isto já não a satisfaz e começa a fazer uso de algumas drogas, como a maconha e depois o corpo para ter as mesmas sensações, exige drogas cada vez mais poderosas e aí é uma corrida ladeira abaixo. É um trem descarrilhado prestes a se esborrachar num precipício. Perde-se todo o dinheiro ganho em investimentos faraônicos e sem nenhuma cautela econômica para o retorno do capital investido. Os falsos amigos, vendo a crise financeira a que passa ter, pulam logo que pode deste barco, prestes a naufragar. Aconselhado por parentes e outras pessoas que realmente se importam, muitos conseguem com um tratamento rigoroso numa clínica de reabilitação, sair desta situação. A crise de abstinência se torna uma coisa mais que dolorosa, é um desafio a perseverança e a vontade de se livrar de um vicio tão prejudicial, assim mesmo alguns conseguem mas a maioria não tem a força necessária para enfrentar a dependência e volta ao estado anterior, a do vício. Pior de tudo é que todos já ouviram esta historia, já viram este filme e sabem o seu final, sabem de suas consequências, mesmo assim a curiosidade e por acharem que são fortes suficientes, para quando quiserem largarem o vício, caem na mesma armadilha, pagando um preço bem alto por sua insensatez. O que era um sonho se torna um pesadelo, não só para a própria pessoa, como também para os que o cercam, principalmente seus familiares e seus amigos verdadeiros, que assistem horrorizados, sem poderem fazer quase nada, a sua decadência e por fim a sua morte, uma MORTE ANUNCIADA.           

sexta-feira, 22 de julho de 2011

AS INJUSTIÇAS DE UM PRÉ-JULGAMENTO

Algum tempo atrás, li contristado a noticia de que quatro homens que eram acusados de um crime brutal na cidade de Colombo no Paraná, o de estuprarem e assassinarem a menor Tayná, e que por isto haviam sido torturados e espancados ao estremo para confessarem o "seus crimes" para os policiais encarregados do caso, o que fizeram ante as barbáries cometidas mas na contraprova do caso, os peritos chegaram a conclusão de que o sêmen encontrado no corpo da vítima não pertencia aos acusados e sim a outro homem, o que os inocenta das acusações e deixa uma grande mancha negra na Policia local, na forma como tais confissões foram conseguidas. Sim, muitas vezes levados pelo clamor público as vezes cometemos grandes injustiças por agirmos precipitadamente, pela mera aparência. Neste caso, a imprensa e outros meios de comunicação atiçaram a multidão e estas atearam fogo, aos brinquedos do parque de diversões onde eles trabalhavam. Ninguém tem o direito de agir por conta própria ou fazer justiça pelas próprias mãos. Por mais que a justiça seja cega, como é representada por uma mulher com os olhos vendados, os tribunais estão aí, para exercer e fazer valer a justiça, dando a cada parte, o direito inalienável de defesa, do contraditório, consagrado na nossa Carta Magna, na seção dos Direitos Humanos. Ninguém pode ser condenado sem que haja um julgamento. O pré-julgamento de alguém, pela aparência de um ato errado ou uma informação equivocada é um ato que fere os princípios norteadores do sentimento humano. Pré-julgar pessoas, sem que esteja devidamente convencido de sua culpa, mutila o sagrado direito de defesa e de resposta. Muitas vezes por preconceitos e outras deformidades, nos colocamos na cadeira de Juiz e damos o nosso veredicto, sem nenhum embasamento válido, apenas por "ouvi falar" ou conjecturas. Muitas pessoas foram condenadas e algumas até levadas à morte, simplesmente por que houve um pré-julgamento, que as postou como execrável a sociedade, como praticante de um crime hediondo e merecedora por conseguinte de uma pena capital. Mais tarde descobre-se que o criminoso era outro, aí é que vamos ver, que fomos induzidos ao erro, as vezes pelo meios noticiosos ou o clamor público, que nos faz ver de uma forma distorcida a verdade. Lembre-se de que Jesus foi condenado a morte assim, na calada da noite, sem direito a qualquer defesa, tudo na base da conjectura de que ele estaria contra as autoridades romanas, por se dizer Rei. Um outro aspecto que devemos ter cuidado é, não seguir turbas enfurecidas ou multidões, que fazem julgamentos de plano, ou justiça pelas próprias mãos. Muitos o justificam pela alegação de que "a voz do povo é a voz de Deus", o que é uma balela. Se isto fosse verdade, Jesus teria sido libertado e não Barrabás. Portanto, devemos evitar cair nesta armadilha de fazer pré-julgamentos para não cometermos injustiças com alguém, impondo-lhe precipitadamente a mão, acusando-o injustamente, sem nenhuma prova, as vezes simplesmente para agradar a outros, o que é uma coisa abominável.   

quarta-feira, 20 de julho de 2011

NO OLHO DO FURACÃO






Há algum tempo atrás, fiz uma viagem de barco para uma das praias na Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro. Apesar do tempo já estar ruim com densas nuvens negras, deu para sair do porto de Angra dos Reis e  no começo a embarcação apenas balançava muito. Tão logo saímos para o mar aberto, começou a soprar um vento sudoeste fortíssimo, seguido de uma grande tempestade, com uma borrasca que fazia nosso barco parecer mais uma caixa de fósforo no meio de ondas gigantescas. Formou-se também no mar, um pequeno ciclone tropical, que levantava como que um lençol d`água. Quando vimos estávamos praticamente no meio dele, com várias coisas sendo varridas do convés e todo mundo tendo que se agarrar em alguma coisa resistente e segura, para não cairmos no mar. Embora o barco fosse pesado, pois era um tipo de traineira de pesca e estava bem carregado, teve várias partes quebradas, inclusive o leme, o que nos fez ficar a deriva por algumas horas até que fosse consertado pela tripulação, depois que o tempo amainou. Sim, por alguns minutos, estivemos como que no olho do furacão. Na nossa vida as vezes acontece situações assim aflitivas. Densas e sombrias nuvens, começam a se formar no horizonte. Para onde quer que nos olhamos não vemos nenhuma saída é como se as portas todas estivessem cerradas para nós, tudo passa a dar errado. Poucos são os amigos que nestas horas permanecem ao nosso lado, apenas os verdadeiros, é como diz um ditado popular, quando o barco está indo a pique os primeiros a pularem fora são os ratos. Mas é nestas horas que conhecemos as verdadeiras amizades. Ainda bem que elas existem, senão seria muito difícil sairmos de tal situação que é simbolicamente como que, estarmos no olho do furacão. Mas uma coisa é certa. A tempestade nunca dura para sempre. Depois do período mais crítico, os ventos param de assoprar e começa uma calmaria é a bonança. Depois de avaliarmos os estragos, passamos a consertar os seus danos e quando vemos, o nosso barco da vida está novo, totalmente recuperado e pronto para zarpar por mares nunca dantes navegados. Sim, a vida é assim. De vez em quando somos testados e peneirados para ver até onde vai a nossa fé para suportar tais provações. Se mantivermos fortes, quando estas acontecem, saímos mais fortalecidos dela. Agora, se formos do tipo de pessoa que se acovardam ante as intempéries da vida, certamente sofreremos um naufrágio, sem nenhuma perspectiva de salvação.      

terça-feira, 19 de julho de 2011

O SONHO NÃO ACABOU

Certo período da minha juventude, mais precisamente na década de sessenta, fui hippie. Não desses que andam por aí hoje, sentado nas calçadas fazendo cordões e pulseiras de artesanatos, com cabelos desleixados, roupas extravagantes e sujas, sem nenhum idealismo. Não, eu era hippie no intimo, no âmago do meu ser, de apoiar o movimento da contracultura americana, contra as guerras e mais especificamente contra a do Vietnam, contra o establishment, contra todas as coisas erradas que se via ocorrer numa sociedade hipócrita. Então, por esta ocasião eu tinha um sonho, junto com toda uma geração, o sonho de ver um mundo mais justo, mais livre em que as pessoas, independentes de sua cor ou classe social, pudessem ter as mesmas oportunidades e alcançassem por fim, a felicidade e a paz. Naquela época o dinheiro e os bens materiais não eram o centro de minhas preocupações ou da atenção. Ele, o dinheiro era e sempre será para mim, apenas um mal necessário. Infelizmente este sonho foi roubado, principalmente pelos líderes do movimento, que tão logo passaram a ter poder, mudaram a sua forma de pensar. Aconteceu com eles, como diz um ditado: "o poder os corrompeu". Foram poucos os que não foram corrompidos, que continuaram acreditando em seus sonhos e lutam para que estes se tornem em algum dia, em realidade. A maioria se deixou seduzir pelo brilho fácil do vil metal. Hoje vivem cercados de seguranças para guardarem seus muitos bens. Abandonaram suas idéias, seu proselitismo de uma sociedade mais justa e igualitária. Não possuem mais qualquer resquício do que foram no passado. Das suas lutas por um mundo melhor, nada restou. Hoje muitos deles, estão respondendo a processos por mau uso do dinheiro público. Alguns foram até caçados politicamente por tantas falcatruas, outros estão respondendo a CPIs. Como pode tais pessoas, antes idealistas, mudarem tanto o seu ponto de vista e a sua forma de ver a vida? Como puderam vender os seus sonhos, por um punhado de dólares e uma vida confortável e farta? Só há uma explicação plausível para tal mudança tão radical. Eram ídolos de barro. Não eram realmente contestadores e sim aproveitadores, doidos para comerem uma fatia do bolo. Tinham, era inveja daqueles que estavam no poder. Os seus gritos de revolta, era porque não faziam parte da classe dominante ou da panela e não porque pensavam mesmo nos mais oprimidos. Não endosso o seu coro de lamentações pelas benesses perdidas. Hoje tenho outras perspectivas, mas não mudei meus sonhos. Descobri que ao invés de confiar em homens que não tem a capacidade de mudar tudo de fato, passei a confiar em quem tem esta capacidade e irá fazê-lo, pois este o propósito Dele para a nossa Terra. Por isto, posso dizer com toda convicção que o meu SONHO NÃO ACABOU na verdade se aperfeiçoou e está prestes a se tornar realidade. Como dizia Martin Luther King, "I have dream, ou, eu tenho um sonho". O dele, era ver o dia, em que pessoas de todas as cores e raças, convivendo em completa harmonia, sem nenhuma discriminação, o que de fato em seu país, os Estados Unidos da América, pode-se dizer que melhorou e quase alcançou, pois o atual presidente não é um branco. Eu também tenho um sonho, mas mais ambicioso, de um mundo mais justo, livre das opressões, livre das guerras, da corrupção, onde haverá a igualdade das pessoas, mas não só isso, também livre das doenças, do crime, da violência, da poluição, por fim livre da morte. 

domingo, 17 de julho de 2011

O VALOR DE UM "TRANCO" EM NOSSAS VIDAS

O carro estacionou normalmente. Depois de um certo tempo, quando fui dar a partida, vi que a bateria tinha caído bastante, estava quase zerada e não tinha forças para girar o motor. A solução foi pedir a ajuda de alguns transeuntes para empurrar o carro e depois de ligar a chave e passar uma marcha de força, com alguma velocidade, soltei o pé da embreagem e ele pegou no tranco. Sim, se não fosse o "tranco" o carro estaria parado, naquele local, até hoje. Da mesma forma acontece em nossas vidas. As vezes parece que está tudo bem, normal, nada antevê algum problema, mas quando vamos ver ela está totalmente zerada, parada e parece que nada que façamos dá certo, estamos precisando com urgência de um empurrão. Ai, acontece o "tranco" . Seja uma doença, uma calamidade, a perda de alguém querido, de uma amizade, de um amor, do emprego, de não fazer mais parte de uma associação e sentimos na pele, um verdadeiro tranco. Embora a princípio nos revoltamos com o acontecido, mas aos poucos, vamos assimilando o "golpe" e nos reajustando a nova forma de viver e passamos a ver os benefícios do tranco. Ele serve para acordar-nos, sair do marasmo, dar meia volta e passar a ver a vida sobre uma nova ótica, dando valor a coisas verdadeiras que antes eram despercebidas. Sim, o "tranco" é como uma disciplina, que a princípio é ruim, ninguém gosta, mas se não acontecesse, continuaríamos a viver cometendo erros e perderíamos algo muito mais valioso, a vida. Poderemos dar como exemplo, destas correções, quando do lançamento de uma nave não tripulada em direção a algum corpo celeste. Depois dos cálculos precisos feitos por cientistas para que a nave atinja o seu alvo, ela é lançada. A princípio vai tudo bem como planejado, mas no espaço sideral  ela vai sofrendo os efeitos de forças de campos gravitacionais, que começam a desvia-la da rota. Os técnicos e engenheiros do centro de controle de voo constatando o fato, providenciam imediatamente as correções necessárias, porque se não as fizesse a nave não chegaria ao seu alvo, seria desviada,  normalmente iria em direção ao nosso sol, corpo celeste com maior força gravitacional e por fim explodiria. Estas correções feitas são benéficas, evitam uma catástrofe. Da mesma forma se não fossemos corrigidos e aceitássemos a correção como algo que no fim é benéfico, sofreríamos uma grande catástrofe. Portanto, nunca deveríamos reclamar de uma correção, disciplina ou de um "tranco" em nossas vidas, na verdade são coisas valiosas, servem  para nos despertar, empurrar para o caminho certo para não continuarmos mais errando, para fazermos as mudanças necessárias. Sim, muitas pessoas só conseguiram encontrar objetivos em suas vidas depois de um tranco. Logicamente que nem todos precisam de um tranco assim, desses de dar uma verdadeira sacudidela em suas vidas. De terem de perder algo para dar valor ao que tem, seja alguma coisa na vida ou as amizades que possui. Ao perceberem os desvios e alguns comentários de amigos verdadeiros, usam de perspicácia, sabedoria e vão fazendo os ajustes necessários para que não sejam desviados do alvo. Que nós sejamos como estes últimos, que ao percebermos alguma fraqueza, um leve toque que possa provocar uma ruptura em qualquer relacionamento, tomemos em considerações os avisos, senão só no tranco mesmo é que poderemos de novo seguir em frente mas logicamente com algumas perdas e dores.         

sexta-feira, 15 de julho de 2011

HOMEM, ESPÉCIE EM FASE DE EXTINÇÃO

Volta e meia o comércio inventa um dia destinado a uma pessoa ou classe, como se pudesse especificar um dia, como sendo pertencente a algum tipo de gente, mas no fundo o que eles querem mesmo é ganharem dinheiro, promoverem vendas, aumentarem seus lucros e outras baboseiras. Por conta disto, decidiram que dia 15 de julho é o Dia do Homem, assim como há o Dia da Mulher, Dia da Secretária, Dia do Índio, Dia dos Namorados e por aí vai nos 365 dias e uns quebrados, que perfazem um ano. Infelizmente, homem na acepção da palavra está ficando cada vez mais raro nos dias de hoje. O que se vê agora são meios-homens, homens afeminados e totalmente femininos, numa competição sem tréguas com as mulheres para ver quem se porta melhor neste ranking, o do feminismo. Há algum tempo atrás, num concurso de Miss, o vencedor foi um "homem", deixando muitas beldades femininas no chinelo. Sim, parece que esta é uma batalha praticamente perdida para muitas mulheres. Já não existe homens como antigamente, que só gostavam de mulheres, que falavam grosso sem nenhum falsete, que não tinham frescura, que não eram frágeis quais vasos de porcelana chinesa, que não faziam depilação, que não davam  piti, que não colecionavam bichinhos de pelúcia, que não participavam de certas paradas, que cediam lugar numa condução quando entrava uma mulher, ou pelo menos segurava as suas bolsas, que não cultuavam o corpo, que não olhavam de soslaio admirando a zona de seus glúteos ao passar por qualquer pedaço de espelho, que não viviam dizendo que estavam cansado, que não viravam o dedinho mindinho quando conversavam, que não procuravam médico e só o faziam arrastados em casos praticamente de morte, que não tinham enjoos, que não levavam muito tempo em frente ao espelho, que não tinham medo nem de onça, muito menos de ratos e baratas, que não tinham dúvidas sobre o que eles realmente eram. Falta muito pouco para os "homens" atuais terem também cólicas e TPM. Homem de verdade é um cara de atitudes, de decisão, honra a palavra dada e os compromissos assumidos, tem caráter, não age como moleque que por qualquer motivo tira o time de campo, viola os acordos e compromissos, não se esquiva, não fica atrás da barra da saia da sua mulher, assim como ficava na da sua mãe. Por conta disto, muitas mulheres são mais "machos" que muitos homens hoje, pois estes tem dúvidas quanto, a se são ou se não são, e como diz um brocado jurídico "na dúvida pro réu", ou seja passam a jogar no outro time, não como reservas, mas como titulares. É, mulheres vocês que conseguiram segurar seu "homem" que não tem as coisas alistadas acima, apesar de toda  esta competição insana e inglória, vocês são umas heroínas, umas vencedoras, mas não façam muitos mimos neles, tratando-os como bibelôs, porque senão, eles podem ver um outro da mesma espécie e exclamarem um: Uauuuu!!!  E aí virando os olhinhos dizerem: Fui... e a vaca foi pro brejo.         

VOCE ESCUTA OU APENAS OUVE?

A audição é um dos bons sentidos que nós possuímos. Com ela nos podemos apreciar o canto de belos pássaros, o som espetacular de uma grande cachoeira, o barulho das ondas, o som de uma chuvada de verão batendo numa terra fofa, o gargalhar gostoso de uma criança, a voz da pessoa amada, o choro alegre por uma notícia boa, o farfalhar de folhas secas, o crepitar da lenha num fogão, uma música que nos deixa inebriados e tantas outras coisas, que só quem perdeu a audição pode dar o valor exato de quão preciosa ela é. Falando sobre isto, é um fato que o grande músico Bethoven embora ainda compusesse grandes partituras musicais, como a sua Nona Sinfonia, estava completamente surdo e não podia aprecia-la. Que lástima, fazer uma obra prima como é tal Sinfonia e não poder ouvi-la. Sim, ouvir bem é uma das coisas que nos dá muito prazer. Mas existe algumas coisas que as vezes ouvimos mas como diz um ditado "fazemos ouvidos de mercador", ou seja, não damos a mínima atenção. Estas coisas normalmente tem haver com algum conselho, disciplina ou outra coisa que não queremos atender. É como diz um outro  provérbio de que o som "entra por um ouvido e sai pelo outro", não fica nada retido. Sim, podemos ouvir e não escutar, que é dar detida atenção e agir em conformidade com aquilo que ouvimos. O discípulo Tiago, diz em sua carta no capitulo 1 versículos 23 e 24, "que se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, este é como um homem que olha para o seu rosto natural num espelho. Pois, ele olha para si mesmo e vai embora, e esquece imediatamente que sorte de homem ele é".  Realmente, depois de nos olharmos detidamente num espelho, pouco depois, não nos lembramos mais como é a nossa aparência. Assim, da mesma forma acontece com coisas que apenas ouvimos e não escutamos, ou seja, não damos atenção. Rapidamente esquecemos os avisos, conselhos ou simples recados, a ponto de alguém  nos dizer: - Será que tenho que repetir tudo de novo, você não presta atenção em nada do que eu digo. Isto muitas vezes acontece, porque embora ouçamos a palavra, mas estamos tão absortos, com o pensamento em outro lugar, assim meio "no mundo da lua", que é como se não tivéssemos realmente ouvindo. Já a pessoa que escuta, ela assimila o som ouvido, transforma o som em informações cerebrais e depois de digerido pelo nosso órgão de comando central, age em harmonia com a coisa ouvida. Sim, deveríamos ser sempre assim, escutando e não apenas ouvindo, para que não cometamos erros, vez após outra, pelo simples fato de não prestarmos atenção a coisa ouvida. Muitos hoje tem ouvido a notícia, de que dentro em breve o Criador irá fazer uma limpeza no nosso planeta, tirando as pessoas que não querem se ajustar aos seus padrões e concedendo vida eterna aos que escutam e agem prontamente. Mas, assim como aconteceu no passado, nos dias do Dilúvio, a maioria não faz caso, ouvem mas não escutam. Acham que não há motivos para se preocupar,  pois nada irá mudar, tudo continuará a ser como sempre foi, senão seus pastores ou outro líder espiritual da sua igreja já os teria avisado. É uma atitude muito perigosa, pois a maioria destes líderes religiosos, Jesus os comparou a "guias cegos". Assim, que tipo de pessoa você é? Se for só ouvinte da Sua Palavra mas não cumpridor,  poderá perder a coisa mais preciosa que existe: A SUA VIDA.