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quarta-feira, 13 de julho de 2011

QUÃO AGRADÁVEIS SÃO AS PESSOAS SIMPLES

Não existe coisa melhor, do que você estar cercado de pessoas simples. Pra elas, tudo está bom, não reclamam das dificuldades das coisas, não se gabam nem ostentam o que são, não são exigentes, te deixam à vontade, enfim, não têm frescura. As suas conversas são sempre agradáveis, você se sente tão bem em suas companhias, que nem vê as horas passarem. Mesmo obtendo algum sucesso não mudam a sua personalidade, que continua simples. Estão sempre acessíveis, não se fazem de rogadas. Possuem um olhar brilhante, sincero e singelo.  Nada nelas denotam arrogância ou orgulho. Admitem seus medos, erros e fracassos. São simpáticas com todos, sem distinção de classe social. Estão sempre prontas a perdoar, independente de quantas vezes se erra contra elas. São humildes de coração. Nelas não há fingimento, ou segundas intenções, são o que são. Sua vida é um livro aberto, onde não há lugar para rivalidades, brigas e outros males de um mundo cada vez mais arrogante e competitivo, em que a maioria quer se sobressair, mesmo a custa de pisar sobre outros. São pessoas descomplicadas e fáceis de se lidar. Não são presas a etiquetas e outros modismos de uma sociedade hipócrita, que só dá valor aqueles que tem a aparência de ser ou ter alguma coisa. Já as pessoas que não são simples e que se acham importantes, são antipáticas, arrogantes, orgulhosas. Só gostam da companhia de pessoas influentes, de destaque ou bem sucedidas. Dão valor a sobrenomes de família e também a tradições. Como diz um ditado popular, "acham que tem um rei na barriga". São cheias de "não me toque", sendo também mesquinhas, brigando por qualquer ninharia. Para estas pessoas que se acham importantes, só o seu ponto de vista está certo. Querem mudar tudo para que as coisas fiquem de seu modo ou da sua maneira. Nada está de acordo com o que gostam. Pra tudo acham ou criam um defeito. São totalmente complicadas. Conversar com tais pessoas é um aborrecimento. São pessoas fúteis, intolerantes e desconhecem o significado ou objetivo da vida. Sim, conviver com uma pessoa que se acha a "tal" é muito difícil e a sua companhia é insuportável, pois ninguém consegue aturar, alguém que só conta vantagens. Já dizia o poeta em uma música: "O homem que diz sou, não é, porque quem é mesmo é, não sou". Por certo, ter por perto pessoas simples é um prazer e uma alegria, privar de suas companhias. Que nós tenhamos sempre isto em mente, para nos portarmos como tal e assim, fazermos das nossas vidas e daqueles que nos rodeiam, uma coisa agradável, boa de se conviver, pois na verdade é uma obrigação nossa. Isto porque, ninguém é superior ao outro, somos todos iguais e padecemos dos mesmos males. A prova maior disto está na morte, onde todos se nivelam, independente da sua posição social, poder, riqueza, fama ou sucesso, que por acaso tenham obtido enquanto vivos. Assim, se queremos ser felizes, o caminho é a simplicidade, despojando-nos de todo e qualquer resquício de orgulho que não leva a nada.

       

sábado, 9 de julho de 2011

APRENDENDO A CONVIVER COM O IMUTÁVEL

Tem certas coisas na vida que não dá para modificar por mais que nós tentamos ou façamos algo para isto. São as coisas imutáveis. Por exemplo o tempo, ele é imutável em sua caminhada, só vai numa direção: á frente. Por mais que nós humanos sonhamos ou idealizamos uma máquina do tempo, que possa nos levar ao passado, isto é algo impossível, pois iria contra uma verdade, uma lei física, que é uma lei  imutável. Verdades físicas são leis imutáveis e também  benéficas, pois podemos confiar nelas, tendo a plena certeza de que são definitivas e que servem como alicerce para nos orientar em qualquer época, sendo assim, são de grande utilidade para nós. Assim como o Deus Soberano, que é verdadeiro, eterno e  imutável, que não muda ao sabor das coisas que acontecem no mundo. Ele próprio diz em sua palavra no livro de Tiago Capitulo l, versículo 17: de que  "não muda como a variação da sombra". Sim, o verdadeiro Deus é imutável. Os Seus princípios são eternos e imutáveis. Mas além destas coisas boas, existem coisas que acontece nas nossas vida, em que somos surpreendidos, com uma situação análoga e ruim, e que neste velho sistema, se torna eterna e imutável. Por exemplo, se perdemos algum membro de nosso corpo, tipo um braço ou uma perna é algo imutável, que teremos que conviver para o resto de nossos dias. Poderemos, minorar a situação por colocarmos uma prótese em seu lugar. Mas, por mais perfeita que ela seja, nunca será  igual como o membro perdido. Assim também, acontece com as sequelas de um grave acidente, ou de uma doença degenerativa ou de um AVC, em que poderemos ter em definitivo paralisadas algumas partes do nosso corpo. Daí em diante, teremos de reaprender a conviver com esta coisa, de sermos deficientes ou termos membros que não respondem mais aos impulsos eletro-magnéticos emanados de nosso cérebro, que no sistema atual, não há como reverter o quadro ou  a situação e ela se torna imutável. Para muitos é uma situação desesperadora e acham que a vida a partir daí  perdeu o sentido. Alguns, chegam mesmo em pensar em suicídio. Logicamente que é necessária uma orientação psicológica para ajudar a estes, que estão assim tão desorientados. O tempo e a ajuda de profissionais competentes e trabalhos de fisioterapia, poderão aos poucos ir minorando o quadro clínico e ajudando tais pacientes a encontrar novas formas de vida, até mesmo, terem uma vida satisfatória. Muitos que estão nesta situação, puderam constatar que, outras partes de seu corpo passaram a suprir tal deficiência, neutralizando até certo modo, os efeitos danosos e a carência da perda de um membro ou a sua paralisação, além do que, passaram a dar mais valor a coisas, com que nem se importavam e que são de real valor para a vida. A esperança que nós temos é, que em breve, toda a sorte de deficiência ou de doença, hoje tida como incurável, será coisa do passado. Mas até, que este dia chegue e reverta completamente o quadro, temos de aprender a conviver com o imutável, fazendo as mudanças e adaptações necessárias para que possamos continuar vivendo. Além destas coisas de ordem física, existem outras situações de ordem sentimental, que se tornam imutáveis, tais como, o fim de um casamento com quem se ama, a perda de uma boa amizade de forma irreconciliável, são coisas que em si mesmo não seriam imutáveis mas com o passar do tempo se tornam imutáveis e com certeza causam mais danos, do que a perda de um membro do nosso corpo. É um difícil aprendizado, conviver com estas perdas, sabendo que elas são pra sempre.                 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

INSATISFAÇÃO, NOSSA MARCA REGISTRADA


Se fôssemos assinalar a falha mais característica do ser humano, com certeza a insatisfação ocuparia o primeiro lugar. São raríssimas as pessoas que se sentem totalmente satisfeitas com o que são e com o que tem. Mas muitos acham que a insatisfação é uma virtude pois fazem as pessoas se movimentarem em busca de coisas melhores, que não se acomodam com o que tem e partem para a luta. Vamos procurar o equilíbrio entre estas duas correntes. Já dizia William Shakespeare, que "sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos". Sim, a insatisfação, faz-nos desperceber e por conseguinte,  deixar de aproveitar, tudo de bom que a vida está nos presenteando no momento. Ficamos ansiosos por coisas, que nós achamos que nos daria felicidade se as tivéssemos. Mas, insatisfação e felicidade são coisas que não andam juntas, são o oposto, uma da outra. A pessoa que é insatisfeita por natureza, nunca alcançará a felicidade, esta, sempre estará bem á frente em outro local a ser buscado. Então, por mais que a insatisfação possua alguma coisa de bom que é fazer a pessoa movimentar-se, ela jamais fará a pessoa se dar por satisfeita e por conseguinte feliz. Agora dirás e os sonhos que temos de ter ou ser algo, são errados, são provas de que sou uma pessoa insatisfeita?  Não. Não é errado sonharmos ou desejarmos algo em nossas vidas, desde que, não sejam acompanhados de uma reclamação ou insatisfação pelo que temos ou somos agora. A busca para atingir alvos em nossas vida, não nos faz necessariamente em pessoas insatisfeitas. Por exemplo: Anelamos viver num mundo em que as condições ruins deste sistema, serão coisas do passado, uma idealização ou um sonho muito apropriado e reconfortante, que nos ajuda a suportar toda forma de sofrimento, sabendo que em breve eles terão fim. Agora, não é por que temos este sonho, que vamos ficar o tempo todo reclamando, chorando miséria e inconformado com a vida que estamos levando. Isto porque, temos de viver e aproveitar o presente, logicamente de forma moderada, sem extravagâncias ou de modo irrefletido, como se o mundo fosse acabar amanhã, dando valor ao que já temos, com os quais devemos ficar contentes. Mas a pessoa insatisfeita é irriquieta e um inconformado com as coisas atuais. Para ela, nada é bom o suficiente. Como diz um ditado popular, por melhor que seja o seu jardim, a grama do vizinho é melhor. O seu emprego não é bom, não faz jus a sua capacidade. O seu casamento é uma porcaria, não lhe dá a minima felicidade. O seu carro está ultrapassado, está quase virando uma lata velha. Os seus amigos são falsos e não correspondem a sua amizade. E por aí  vai o seu muro de lamentações e inconformismo. Então, qual é a maneira equilibrada de se viver? Nos conformar com as coisas atuais e nunca tentar melhorá-las? Ou, partir para a luta na busca de coisas melhores? O equilíbrio está em sonhar mas com os pés no chão. Podemos e devemos sempre tentar alcançar alvos melhores, mas alvos realistas, sonhos possíveis de alcançar e não sermos pessoas alienadas, inconformadas com tudo, que praticamente vivem para reclamar, numa inquietude que as faz infeliz. O que nunca deveríamos deixar de nos lembrar é que no sistema atual, sempre haverá falta ou carência de algo, nunca teremos a plena felicidade. Termos esta convicção, nos fará mais realistas e não ficarmos ansiosos demais, querendo a perfeição, num mundo imperfeito. Infelizmente a pessoa insatisfeita, só dará valor as coisas que possuía, quando as perder para sempre e já for tarde demais, aí talvez, num leito de hospital ou de morte, inconformada, diga: EU ERA FELIZ E NÃO SABIA.         

terça-feira, 5 de julho de 2011

O VALOR DAS PEQUENAS COISAS


A maioria das pessoas tem ou sonham com grandes projetos a serem conquistados em suas vidas. Estes projetos ou alvos, quase sempre nos fazem esquecer as coisas pequenas que vivemos no dia a dia, como se fossem nada. São estas coisas pequenas, que ocupam a maior parte de nossas vidas. O grande escritor irlandês, James Joyce, disse que  "as pequenas coisas é que são o tempero da vida". Sim, são as pequenas coisas que dão sabor as nossas vidas, pois as "grandes" ou as que esperamos tanto, quando as conseguimos na maioria das vezes, constatamos que não valeu a pena o sacrifício para as obtê-las. Entre as grandes coisas da vida da maioria das pessoas estão: casar-se, o primeiro emprego, passar num vestibular, a compra do primeiro carro ou da primeira moto, passar num concurso público, a compra da casa própria, uma viagem para o exterior, escalar uma grande montanha, o nascimento do primeiro filho, ganhar ou receber uma grande fortuna, escrever e editar um livro, fazer sucesso e coisas similares. Todas estas coisas chamadas de grandes empenhos da vida, ocupam um tempo muito pequeno desta, as vezes frações de segundos. Já as pequenas coisas do dia a dia, ocupam a maior parte e as vezes na ânsia das coisas grandes nem ligamos para elas. Entre as coisas pequenas podemos listar: o sorriso de uma criança, o simples olhar da pessoa amada, um abraço de um amigo, a companhia e a segurança de nossos pais, o caminhar de mãos dadas, uma  comidinha caseira, um bom sono reparador, o canto de pássaros pela manhã, um lindo por do sol, uma brisa refrescante, uma chuvada de verão, o despertar numa manhã primaveril, uma água fresca num dia quente, um banho de mangueira, trepar em uma árvore para comer o seu fruto, o roçar, o lamber ou qualquer outra forma de carinho de seu animal de estimação, sim, são estas pequenas mas importantes coisas que preenchem os nossos dia entre um grande projeto e outro. Só que não damos o devido valor, nem paramos para observa-las na expectativa de alcançar grandes metas. Mais tarde quando olhamos para trás em nossas vidas e começamos a contabilizar os prós e contras desta, é que descobrimos o quanto as pequenas coisas eram importantes, não existe preço para as mesmas. Que os jovens de hoje sejam mais sábios e comecem a dar valor a estas pequenas coisas, enquanto podem, enquanto tem saúde e vigor físico, enquanto tem a grande felicidade de terem a companhia dos seus avós e dos pais, não deixando para o futuro na sua velhice, quando talvez seja tarde demais e não exista mais prazer em nada, nem mesmo nas boas coisas pequenas da vida. 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

QUANDO O SONHO SE TORNAR REALIDADE

Hoje vivemos na expectativa de coisas maravilhosas que irão acontecer em breve. Coisas tais, como viver eternamente, termos ou voltarmos a ter, a aparência sempre jovem, o fim das guerras, das tristezas e das injustiças, a erradicação da miséria, da opressão e da pobreza, o fim de todas as poluições, o fim das doenças, o restabelecimento de todos os que sofrem algum  tipo de deficiência com uma saúde perfeita, o reencontro pela ressurreição com os nossos entes e amigos queridos que estão dormindo na morte, a harmonia e paz entre os homens e os animais, o planeta todo se transformando num paraíso com  trabalho satisfatório para todos  e como último dos nossos inimigos a ser vencido, o fim da morte. Tudo isto, parece um lindo sonho, uma utopia e para muitos é impossível que estas coisas aconteçam de fato. Mas pense o seguinte: Quem as promete, não é nenhum cientista ou médico famoso é quem tem o poder e a capacidade de cumprir, por que fez e criou tudo, ou seja, o Deus Todo Poderoso. Na sua palavra no livro de Apocalipse no capitulo 21, versículo 4, Ele fala que todas coisas ruins que acontecem hoje, tais como á tristeza, o pranto, o clamor, a dor e a  morte, serão coisas do passado. Depois no versículo 5, Ele manda que se anote: "Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras" Ele nos dá a sua palavra como garantia de que as fará cumprir. Para Ele nada é impossível. Certa feita, quando um anjo anunciou a Maria que ela daria a luz a um filho, ela disse que seria impossível já que ela não havia tido relações com nenhum homem, mas o anjo lhe assegurou, conforme se vê no relato do livro de Lucas capítulo 1 versículo 37: "Porque para Deus nenhuma declaração será uma impossibilidade". Sim para Deus, nada é impossível.   Hoje, a ciência consegue fazer que algumas mulheres fiquem grávidas, sem realmente terem relações com um homem, através da inseminação artificial. Muito mais do que qualquer cientista, o Deus Poderoso tem o poder de reverter todo o quadro ruim que aí está e fazer como ele disse "nova todas as coisas". Com relação ao pior inimigo do homem que é a morte, o famoso cientista e um dos maiores gênios da química moderna, o Dr.Linus Pauling, ganhador de dois prêmios Nobel por seus feitos, disse que o nosso corpo era uma máquina perfeita e parece que foi feito para viver para sempre, já que as nossas células estão sempre se renovando. Mas, a partir de um determinado momento alguma coisa acontece no nosso DNA e este cessa o processo de renovação. Continuando, ele disse, que algum dia a ciência iria descobrir esta falha e nós poderíamos viver para sempre. Sim, não é uma coisa mágica o viver para sempre mas uma coisa cientificamente possível. Só que não será a ciência humana que conseguirá esta façanha, de consertar a falha produzida pelo pecado de nossos primeiros pais, mas sim Deus, O Grande Projetista do corpo humano, que sabe exatamente onde esta o erro em nossos cromossomas, que nos fazem, adoecer, envelhecer e depois morrer. Assim, todos os males que nos afetam, como doenças, velhice e morte serão coisas do passado. Como diz, Lulu Santos numa música, que no futuro virá a época em que  "pra todo mal há cura ".  Ele, o Deus Todo Poderoso, também tem gravado o código genético de todas as pessoas que já viveram e que hoje estão nos túmulos memoriais, dormindo no sono da morte. Quando Ele limpar este nosso planeta, com o estabelecimento de seu governo ou Reino, aquele que nós pedimos na oração modelo conhecida como do "Pai Nosso", "venha o teu reino", Ele trará de volta, a maioria das pessoas que jazem mortas, para uma nova vida aqui na Terra. Aí sim, a nossa Terra será transformada num paraíso global, com as condições mencionadas no inicio deste link. Muitos de nós que estamos vivos hoje, poderemos ter o privilégio ímpar de não passar pelo grande mal que acontece a todos humanos atualmente, que é "sofrer a morte". Logicamente que, aqueles que não acreditam nestas coisas, nem vivem de acordo com as normas estabelecidas pelo Criador em sua palavra, apesar de todos os avisos, para que se adequem as mesmas e em não o fazendo, no dia do julgamento Divino, perecerão para sempre, não havendo para eles uma nova oportunidade. A chance para se habilitarem a viver no paraíso, é agora. Só há dois caminhos a escolher: a vida num paraíso, que implica ter de  fazer ajustes e as  mudanças necessárias, para poderem sobreviver ou a morte eterna. O futuro, logo aí  a  frente você escolhe onde quer estar: Vivo ou Morto. Se escolher o caminho da vida, poderá ver em breve que todos os nossos sonhos terão se tornado realidade em um grau muito maior do que o esperado.          

quinta-feira, 30 de junho de 2011

UM ESTRANHO NO NINHO


De vez em quando, por necessidade ou para interação social entre colegas de profissão, me vejo cercado de homens,  alguns com pouco contato e outros até podem ser classificados como meus amigos, cujas conversas além do que é a manchete do dia nos noticiários, os feitos esportivos e mais algumas piadas sem graça,  o restante quase sempre gira em torno de suas façanhas amorosas, onde discorrem bravatas sobre suas últimas conquistas neste campo. Confesso que me sinto um estranho no ninho ou um peixe fora d`água, já que não possuo nada a relatar, seja para simplesmente, concordar ou discordar com este ou aquele comentário. Aqueles que me conhecem realmente, sabem da minha posição neste campo, mas outros que apenas sabem de mim, o superficial, de que sou uma pessoa divorciada, acham que com isto sou um cara livre e que posso dar tiro pra todo o lado, sem ter que prestar contas a ninguém. Estes que pensam assim, ao me verem então num carro esportivo conversível, acham que sou um cara privilegiado neste campo, que deve chover mulher em minha horta e outras baboseiras de quem não tem a mínima ideia de quem sou eu e o que penso. Toda esta imagem é um ledo engano. Primeiro, porque tenho mais responsabilidades e contas a prestar do que quem é realmente casado e vive uma vida dupla. Segundo, tenho um duplo papel em minha família, de pai e mãe ao mesmo tempo, criando, zelando, cozinhando, levando pra escola e trabalho, trazendo à noite, sobrando pouco para minhas coisas pessoais, exceto o caminhar e correr pela manhã. Quando saio para jantar fora, ir a um cinema, ver alguma peça de teatro ou a um show, ou mesmo fazer um passeio é na companhia de meus filhos, dificilmente faço estas coisas sozinho. A família para mim, vem em primeiro lugar mesmo a custas de algum sacrifício, como aconteceu por ocasião da separação, onde tive de abdicar de alguns serviços bem remunerados em outra cidade, para estar por perto e cuidar de meus filhos, já que eles são a minha herança e o meu bem mais precioso. Faço as coisas com a melhor boa vontade, não como uma obrigação mas com prazer e sem reclamações. Não acho que isto seja um grande feito, ou me qualifique como um pai melhor que outros, sim, há outros pais que fazem muito mais do que eu e nem por isto se jactam do que realizam. Sei também que as vezes falho, mas tenho me esforçado em não decepcionar meus filhos e agora também, meus netos. Para cumprir bem esta minha obrigação, sempre me espelho na figura de meu pai, este sim, não apenas um bom pai, mas o meu melhor amigo a quem eu devo tudo que hoje sou, como exemplo que foi, de uma pessoa digna, bondosa, hospitaleira, de caráter ilibado, sempre alegre e disposto, temente e obediente a Deus, sendo um pregador zeloso, cuja lembrança dos que o conheceram é a melhor possível, o que me orgulha muito. Além destas coisas, ele era um sábio tendo me ensinado o que é de verdadeiro valor nesta vida, onde os bens e as coisas materiais, sempre ficaram em segundo plano, enquanto que os valores espirituais é o que faz um homem ter caráter e devem ter a primazia. Nestas coisas tenho pensado e buscado incessantemente, como um alvo a ser alcançado, embora eu reconheça as minhas limitações e alguns fracassos inerentes a todo ser humano. Só espero um dia, que eu possa ter dos meus filhos o mesmo reconhecimento que tenho de meu pai, que me deixou uma herança incorruptível que ninguém poderá me roubar.        

quarta-feira, 29 de junho de 2011

EVITE DESENVOLVER UM CORAÇÃO INSENSÍVEL

Olha, com  certeza no lugar do coração você tem uma pedra! Quantas vezes nós já ouvimos esta frase dita a alguém, que aparentemente não se importava com a outra. Sim, muitas pessoas parecem que tem o coração empedernido e não manifestam qualquer sentimento ou emoção. É possível que geneticamente alguém já nasça com algum distúrbio de não se emocionar com facilidade. Mas a maioria das vezes era uma pessoa normal como qualquer outra só que com os problemas e as vicissitudes da vida, ela foi se fechando, se contendo, não extravasando as suas emoções, fazendo dela uma pessoa fria, distante, sem nenhum sentimentalismo, sendo muito difícil verter algumas lágrimas. Mas tudo isto não justifica que ela passe a ser uma pessoa assim, como se fosse com um coração de pedra. Para que não nos transformemo-nos em tal pessoa, devemos fazer uma avaliação dos nossos sentimentos e ver como anda as nossas emoções ante ao sofrimento e as injustiças alheia de que são vítimas pessoas que conhecemos ou não. Se nos incomoda, nos da revolta e nos portamos como se fosse a pessoa atingida por alguma catástrofe ou infortúnio é um bom sinal, uma demonstração de que não ficamos indiferente ao que outros passam, que temos um coração sensível. Agora, se ao vermos a desgraça alheia e não nos sensibilizamos é um sinal preocupante, sinal de que estamos perdendo uma coisa natural de todos os seres humanos que é a empatia, de se imaginar no lugar da pessoa e sofrer por ela. O que podemos fazer então? Não é muito fácil quando o nosso coração estiver totalmente brutalizado, sem nenhuma parte sensível. Mas ainda sim é possível reverter o quadro, pouco a pouco, por esvazia-lo das coisas ruins e encher a nossa mente e o coração de coisas boas, de sentimentos bons e ver que apesar de todo o mal que possamos ter sofrido e que nos fez ficar assim, como pedras, há uma esperança sólida de tempo melhores, onde toda a injustiça será eliminada. Aos poucos, iremos mudando o nosso coração, de duro para um mais maleável, verdadeiramente de carne, ao encher-se de pensamentos e coisas boas, aí ele vai se tornando mais sensível, calmo, generoso, perdoador, até chegar ao ponto desejável. Não precisamos também ir ao outro extremo, ter um coração "gelatinoso" com falta de equilíbrio em que nos debruçamos em lágrimas ao vermos um filme ou lermos um livro romântico, onde alguém morre precocemente, aí seria termos sensibilidade a flor da pele, numa demonstração de carência e não de correta sensibilidade. Devemos portanto fazer esforços no sentido de que o nosso coração fique sensível, atento ao sofrimento alheio, condoendo-nos com as desgraças sofridas por alguém e disposto a ajudar para minorar a sua calamidade. Fazendo isto, evitaremos ter um coração corrompido, duro, frio, empedrado, totalmente alheio ao que acontece a nossa volta, como se nada o atingisse ou lhe causasse emoção.