Páginas

sexta-feira, 11 de maio de 2012

ESTÁ PREPARADO PARA SER REJEITADO?

Uma das coisas mais desejadas por qualquer ser humano é ser aceito por outras pessoas. Desde cedo, quando mal saímos das barras da saia de nossa mãe, queremos ser aceitos por nossos coleguinhas de colégio, depois pelos vizinhos de nossa casa, pelos garotos ou garotas da rua, pelas pessoas do nosso bairro, pela nossa turma e aí vamos aumentando o nosso círculo de amizades na ânsia de sermos aceitos por todos e tornar-nos populares. Chegamos então ao ponto crucial em nossas vidas, em que queremos ser aceitos e amados por alguém. Na tentativa de conseguirmos isto, fazemos o possível e o impossível para chamar a atenção e depois ser correspondido pela pessoa que elegemos como objeto nosso amor. Primeiro, vamos como diz um ditado popular, "comendo sopa pelas beiradas" sem enfiarmos a colher no meio do prato para não queimarmos as nossas chances. Assim, quando achamos que o terreno está preparado, que já houve algum indício de aceitação, nos enchemos de muita coragem e dizemos uma das frases mais famosas pronunciadas em todos os tempos pelo ser humano: - EU TE AMO. Quando achamos que vamos receber em resposta uma outra frase célebre: EU TAMBÉM, ouvimos um sonoro: NÃO, acompanhado de uma justificativa, de que estamos confundindo as coisas, que nunca houve qualquer interesse amoroso da sua parte e sim pura e simples amizade. O chão parece abrir-se aos nossos pés e como num terremoto, a terra parece que vai nos engolir vivos. Somos como que atingidos fulminantemente por um raio. É como se o nosso "mundo" caísse. Sim, dizer eu te amo é difícil por causa da expectativa e ansiedade da frase que vem em resposta. Depois de recobrarmos o folego, ante ao impacto de tal rejeição, vamos tentando desdizer o que falamos, dizendo que foi uma brincadeira, que falamos isto apenas para testar a sua reação, aí a outra parte diz: - Há bom, pensei que você estivesse falando sério. E estávamos, só que não podemos admitir isto, seria como reconhecer o nosso fracasso, que os sinais e indícios que haviam sido emitidos pela outra parte, não foram bem entendidos, que havíamos cometidos um crasso erro. E agora, o que fazer daqui pra frente? Continuar ao lado de tal pessoa como uma simples amizade? Desistirmos de nossos investimentos nesta área amorosa? Muitos acham que a melhor maneira de reagir a tal rejeição é retirar estrategicamente o seu time de campo, para voltar a carga numa oportunidade mais propícia, quando o inimigo estiver fragilizado e precisando de um ombro amigo e aí quem sabe, as chances serão maiores e verdadeiras, por que quem ama não desiste nunca do ser amado. Particularmente eu acho muito difícil alguém mudar de opinião com relação a outra pessoa só porque ela está carente. O amor é uma questão de química entre duas pessoas, quando isto não existe, jamais será mudado por circunstâncias que venham a ocorrer. Se não rola hoje, não vai rolar no futuro, isto é um fato. Não adianta você ficar pensando que, água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Não irar furar nunca tal bloqueio sentimental. Você deixará de viver a sua vida por conta de um amor impossível. Assim, o melhor que se tem a fazer, depois de uma rejeição deste monte é partir para outra, porque como diz um ditado jovem, a fila anda. Fomos criados para sermos aceitos, para recebermos muitos "sim" pela vida e nunca para o "não". A vida tem me ensinado que os "não" foram e sempre serão em maioria avassaladora, os "sim" em números bem reduzidos. Assim, esteja preparado para ser rejeitado nos diversos campos da vida e em particular no campo amoroso, porque isto acontecerá muitas vezes, a não ser que você seja um felizardo, uma exceção a regra. Se você é um destes, eu te invejo, ahahahahah.....como eu te invejo, porque para mim é sempre o coro da música Rehab da Amy Winehouse, NO, NO, NO.  

segunda-feira, 7 de maio de 2012

HA ALGO DE PODRE NO REINO...

O mundo já foi governado por muitos reis, dinastias que perduravam séculos dentro da mesma família que era considerada real, de sangue azul. Muitos destes reinos que eram a forma conhecida de governos, havia muitas traições, assassinatos e outros crimes, tudo dentro da própria família. Pensando nisto o poeta e  dramaturgo inglês William Shakespeare, escreveu uma peça de teatro, Hamlet, cujo personagem temático era o filho do Rei da Dinamarca, um reino que compreendia vários países escandinavos, como a própria Dinamarca, a Noruega, Suécia, Groenlândia e algumas ilhas. Essas intrigas, artimanhas e conchavos secretos visando alcançar o poder a qualquer custo, levavam a crer que havia algo de podre num reino que aparentemente era o mais justo em relação aos seus súditos.  Hoje poucos são os países que ainda são governados por reis e a maioria deles tem papel apenas decorativo e não são governos de fato. No mundo de hoje existem outras formas de governarem as mentes das pessoas como se fossem seus reis, são os líderes espirituais, que lhes impõe leis, regras, estatutos que não se restringem a apenas um território físico mas toda a extensão do globo terrestre. A maioria destes súditos, são pessoas que não questionam áquilo que lhes falado e como "vaquinhas de presépio" vão balançando as suas cabeças, como a dizer que sim ou amem. Tais líderes aproveitadores de uma necessidade humana, que é o de satisfazerem suas necessidades espirituais, atuam como verdadeiros monarcas, já que tiram dos simplórios súditos, boa parte do seu dinheiro, para viverem como nababescos reis, num verdadeiro escárnio as ovelhas tosquiadas. Ter isto ou aquilo pelo fruto de seu trabalho não é crime ou algo objetável, agora por locupletar-se da boa fé, ignorância ou pela manipulação de sentimentos das pessoas, sim. Infelizmente existe um verdadeiro exército de súditos que estão dispostos até a morrerem por estes falsos reis, achando que estão fazendo um grande bem ao seu Senhor. Isto porque as pessoas pegas nestas armadilhas, são pessoas que se satisfazem com cantorias de pobres versos ou com palavras bombásticas mais do que com a verdade, por isto são como pobres animais inocentes, que vão para o matadouro, crentes que estão indo para um bom lugar com fartura de alimentos, o paraíso, por isto saem cantando, dando glórias ao Senhor, pela sua perspectiva de libertação, quando não passa de um cativeiro sem nenhuma chance de fuga. Só quando são atingidas por um golpe mortal é que se dão conta do engano a que foram levadas. Há algo de muito podre nestes reinos, muito mais do que havia no reino da Dinamarca, onde pelo menos os súditos eram bem tratados, não havia exploração. São escândalos financeiros, escândalos sexuais e outros, que deixam as pessoas profanas e que nem acreditam em Deus, perplexas com tantas aberrações, feitas por aqueles que se dizem "homens de Deus". Suas leis são regras humanas e por isto falhas, com muitos erros e cheia de tradições, alem disto, tem base nos ditames do Arqui-inimigo da vida, que quer leva-lo á morte. Seus reis, ou líderes, são guias cegos e verdadeiros falsários que não estão nem aí pelo destino de seus súditos, o que lhes importa é usufruírem ao máximo do que eles lhes podem dar, seja através de bens e fama. São iguais aos fariseus hipócritas da época de Cristo, cujo julgamento divino não os perdoará por agirem assim, iludindo e enganando as pessoas como se fossem enviados por Deus. Tomara que você que está preso a um destes grilhões, que o levará com certeza á morte eterna, possa acordar a tempo e conseguir se desvencilhar das amarras que lhe prendem a este podre reino, prestes a receber um severo castigo divino.     

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O QUE TIVER DE SER, SERÁ

Na vida fazemos muitas escolhas, algumas certas outras nem tanto. Muitas dessas escolhas são feitas à base do que o nosso coração ordena e não o nosso cérebro. Por conta disto é que erramos bastante em algumas que preferiríamos que desse tudo certo. Sim, o nosso coração nos induz para um lado que infelizmente não é o melhor. Mesmo assim, vamos como que com os olhos vendados caminhando num terreno escorregadio e perigoso, num pulo totalmente as escuras, torcendo para acertar e quase sempre nos esborrachando do outro lado, por não sermos amparados por alguém. Mas, ainda sim não desistimos de outros saltos iguais, na ânsia de que em algum dia, possamos acertar o alvo e sermos felizes, coisa que todo ser humano   acredita que um dia vá ocorrer para si. De tanta tentativas que resultaram em nada e só nos trouxe frustração, hoje em dia devemos pensar assim, o que tiver de ser, será. Embora não tenhamos desistido de sonhar, pois o dia em que isto acontecer já não vivemos, não temos mais a ilusão de que vamos acertar em cheio na escolha, o que vier naquilo que escolhemos é lucro, mesmo que seja passageiro. Sim, a vida vai nos calejando, tornando as quedas suportáveis, menos dolorosas. Só que agora, damos saltos tímidos, tíbios, sem grandes impulsos, prontos para sermos rejeitados na queda, como aconteceu nas outras vezes. Não existe mais aquela expectativa ansiosa de um voo certeiro, vamos nos acostumando com os não do outro lado. Assim, a vida vai se tornando uma eterna e contínua rejeição. Pagamos um preço elevado por queremos coisas impossíveis de se ter. Mesmo assim, não mudamos a nossa postura e comportamento frente aos alvos desejados. Acreditamos que isto é melhor do que nos contentar com algo menor do que o sonhado, não baixamos o nosso nível para nos adaptar a uma realidade indesejável. Não queremos algum premio de consolação, como uma esmola, aceita-lo seria baixar nossa auto estima, pois para nós ficar em segundo lugar ou segundo plano, significa ser um perdedor, pois de fato o é para o que ficou primeiro. Medalha de prata só tem valor em olimpíadas, no certame da vida é uma medalha de derrota. Não somos daqueles que desistem com facilidade de seus alvos, mesmo que sejam totalmente improváveis o seu sucesso. Para mim, a vida é isto, uma luta árdua e ferrenha na busca de alvos desejados a serem alcançados, se não os alcançar, ainda sim, ela valeu pela caminhada em prol disto. Logicamente que temos alguma esperança de algum um dia, ouvirmos um sim, por mais absurda que seja esta hipótese nesta altura do campeonato, quando os refletores do estádio já estão apagando as suas luzes, como a dizer, que o jogo está prestes a acabar, não há quase mais tempo pois já estamos nos acréscimos finais de um jogo que está zero a zero. Assim, como disse anteriormente o que tiver de ser, será. É nisto que devemos nos empenhar de toda alma: receber um premio improvável, dificílimo de se alcançar mas sempre existe uma chance remota de isto ainda acontecer, quem sabe dá uma zebra e sai um gol a nosso favor, mudando este placar hostil, já que ainda não houve o apito final encerrando o jogo duro da vida. A vida só premia quem acredita nela e nisto devemos por fé. Por isto continuamos a pular sem saber o que nos espera.

terça-feira, 1 de maio de 2012

UM RAIO NÃO CAI DUAS VEZES

Diz um ditado popular que um raio não cai duas vezes no mesmo local. Tal assertiva tem a ver com a lei das probabilidades, levando-se em conta a imensidão da nossa Terra. Logicamente que isto não é um fato verdadeiro é mais um crendice popular ou uma lenda, que o diga o guarda florestal norte americano Roy Sullivan que foi atingido não por dois mas por sete raios ou relâmpagos. Assim, esta crença popularesca, tem muito a ver com o que  as pessoas relacionam com azar ou falta de sorte, ou seja, ser atingido pelo mesmo tipo de catástrofe por mais de uma vez, seria muito azar mesmo. Sim, muitas pessoas acham que alguém parece que tem o poder de atrair sobre si, muitos simbólicos "raios". Para elas, tais pessoas são verdadeiras cabeças magnéticas que só atraem coisas más ou ruins. Dizem que a desgraça pode estar passando bem longe mas ela tem o poder de atrair ou chamar para si tal desgraça. São verdadeiros "pés frios", para ela tudo dá errado. Mas esta questão de sorte ou azar está bem arraigada numa crença popular e não em fatos reais ou verdadeiros. Tem muito a ver com o ponto de vista ou ótica de quem olha e a sua atitude mental com relação à vida, se positiva ou negativa. Sim, porque para muitos o que seria um fato arrasador, de azar, na verdade para outros é a força motivadora para impeli-los à frente na busca de atingir seus objetivos, em provar que o conceito que tinham sobre ela estava totalmente errado. A determinação da pessoa é que faz a diferença e não a sorte ou o azar. Pessoas ditas como azaradas, na verdade se fazem azaradas, não lutam, não buscam, nem tentam, se dão por vencidas no primeiro obstáculo que aparece. Vão logo profetizando sobre si: eu sabia que não iria conseguir isto ou aquilo, eu não tenho sorte eu sou um azarão mesmo. Você que pensa assim, o que você não tem é garra, fibra e determinação e não azar. Muitas das pessoas famosas ou de mente brilhantes foram tidas anteriormente como desprezíveis, feias, incapazes, chegando mesmo a serem consideradas como deficientes mentais. Mas elas deram à volta por cima e hoje são consideradas como lindas e gênios. O nosso citado guarda florestal, Roy Sullivan, que para muitos foi uma das pessoas mais azaradas que já viveu, mas ele próprio se considerava uma pessoa de muita sorte. Realmente ter sobrevivido a sete quedas de raio em seu corpo, sem nenhum grande dano, não foi azar e sim sorte. Infelizmente ele não sobreviveu a um outro tipo de "raio" que lhe pegou em cheio, despejando sobre seu peito uma descarga elétrica com uma potência como se fosse de cento e vinte e cinco milhões de volts, este raio, relâmpago ou "corisco amoroso" deixou sequelas em seu coração, por conta disto não vendo outra saída, resolveu dar cabo de sua vida. Você que não teve nada disto, em vez de ficar lamentando sobre sua sorte, vá a luta, tente não apenas uma vez, mas quantas vezes for necessário, aí está a diferença entre quem é bem sucedido e como dizem tem sorte e os que dizem que não as tem. Sendo uma pessoa determinada, perseverante, que lutou e foi atrás de seus sonhos, ao final com certeza você dirá sobre si: sou uma pessoa de muita sorte.    

sábado, 28 de abril de 2012

SE O SEU DEUS É O SENHOR, CUIDADO!

O que mais temos visto entre as pessoas que se dizem religiosas cristãs, são frases como: que o  Senhor é o meu Deus, que o Senhor é meu Pastor e meu Refúgio e nada me faltará, que caminharei no vale das sombras e o Senhor me protegerá, que o Senhor meu Deus é um Deus de Milagres, que o Senhor Deus é um Deus de atos Impossíveis e assim por diante. Na verdade 99% das religiões que se dizem cristãs, a chamada cristandade, chamam Deus assim, de "Senhor" que é um título, tipo "Sir" em inglês. Mas o que quer dizer tal título? Refere-se a alguém? Se é alguém, a quem está se referindo? Este título "Senhor" tem como base a palavra hebraica "Adonai", que em português quer dizer, "meu dono" ou "meu amo". Os judeus, povo com quem o Verdadeiro Deus tinha um pacto, depois de um certo tempo, acharam que o nome divino, constituído do tetragrama YHWH, era sublime demais para ser pronunciado por lábios impuros e que se o fizessem estariam violando o terceiro mandamento dado ao Profeta Moisés, de "não tomar seu santo nome em vão". Assim, por superstição deixaram de usa-lo, preferindo usar a palavra Adonai, quando se referisse a Deus. Jesus Cristo, o Filho do Verdadeiro Deus, que sempre falou a verdade, não pensava assim como os supersticiosos judeus, assim quando ensinou os seus discípulos a orarem, lhes disse entre outras coisas que deveria ser: "Santificado seja o teu nome". Que nome é este que deve ser Santificado pelas pessoas? Ao nome a que corresponde o tetragrama YHWH e que está em toda as Escrituras Sagradas. Em outra passagem, no livro de João Capitulo 17, versículo 26, Jesus disse: "Tenho feito manifesto o teu nome". Será que dizer que o nome de Deus é o Senhor é manifestar ou dar a conhecer o seu nome as pessoas? É claro que não. Jesus com toda certeza falou o nome correto de seu Pai Celestial aos seus discípulos, representado pelo tetragrama YHWH, nome este que está transcrito cerca de 7.000 vezes nas Escrituras Sagradas. Como Jesus havia predito, numa ilustração de que um inimigo iria semear joio, uma semente ruim no meio do trigo uma semente boa, assim, no final de século I da Era Cristã, quando todo o cânon da bíblia já havia sido terminada, alguns tradutores, resolveram tirar o tetragrama YHWH das quase 7.000 vezes encontradas na Bíblia e substitui-lo pela palavra grega Kyrio que significa "Senhor". Assim, a onde estivesse o tetragrama YHWH, passou-se a colocar Kyrio em seu lugar, ou seja Senhor em português, que é um título de poder, assim como o é em inglês a palavra "Lord". A quem se refere tal titulo? A princípio referia-se ao Pai e Deus de Jesus Cristo. Mas o joio começou a predominar de uma forma muito grande sobre o trigo, assim de 20 de maio a 19 de junho do ano 325 da nossa era comum, foi feito um Concílio em Nicéia, território hoje onde existe a Turquia, para dirimir algumas dissensões doutrinárias e entre estas a mais importante, a do estabelecimento do Dogma da Trindade, ou Credo Atanaziano. O Imperador Constantino, que queria uma Igreja Universal ou do Estado, diferente dos oprimidos primitivos cristãos que eram apolíticos, fez um empenho violento a favor da facção que apoiava o Bispo Atanazio qual seja, de que Jesus seria parte de um Deus Trino, assim como já havia nas religiões orientais tais como no hinduísmo e outras. Constantino chegou ao  ponto de esbofetear o Bispo Ário, o líder da outra facção, que provava através do relato das Escrituras que apenas o Pai era Eterno, sempre existiu, enquanto Jesus o Filho, não, houve época em Ele que não existia, foi sim, o primeiro Ser criado pelo seu Pai o Criador e o Verdadeiro Deus. Então agora, com a doutrina da trindade firmada, o Kyrio ou Senhor passou a se referir não mais ao Pai, mas ao seu Filho Jesus Cristo, esquecendo ou anulando por completo o nome do Verdadeiro Deus representado pelo tetragrama YHWH, que está nas Escrituras Sagradas. Como havia sido predito, começou a apostasia, ou seja o ensino verdadeiro seria trocado por coisas falsas, engendradas pelo Arqui-inimigo da vida, que se faria passar  por  anjo de luz, havendo no mundo um período de densas trevas religiosas. Como também havia sido profetizado perto do tempo do fim, o trigo ou semente boa, de novo voltaria a aparecer e levaria o conhecimento das verdades bíblicas a muitos, libertando as pessoas dos ensinos falsos, babilônicos, tais como joios imprestáveis que haviam predominado e o nome do Verdadeiro Deus voltaria a ser conhecido, usado e santificado. Um fato digno de nota é que o próprio Jesus sabia, que no tempo do fim, os falsos adoradores de Deus iriam chama-lo de "Senhor". No livro de Mateus Capítulo 7 versículos 21 e 22, Jesus diz claramente que muitos lhe diriam Senhor eu fiz isto em teu nome, eu fiz aquilo em seu nome e Ele lhes responderá enfaticamente: nunca vos conheci, afastai de mim trabalhadores do que é contra a lei. Não adianta você dizer que ama Jesus, que Ele é seu Senhor, que você canta no culto muitos louvores a Jesus, mas se você não faz a vontade Dele, cuja ordem para todos, sem exceção, é que vão e preguem as boas novas a respeito do reino de Deus, ensinando as pessoas o que isto representa e fazendo discípulos, senão você poderá ser classificado como um trabalhador fraudulento ou imprestável. E esse pregar não é entoando cânticos que falem de Deus, ou apenas falar do púlpito de uma igreja e sim como faziam os apóstolos, indo de casa em casa, falando nas feiras e em outros lugares, ensinando as verdades bíblicas. Somente aqueles que fizerem e que cumprirem tal ordem e a vontade de seu Pai Celestial, cujo nome é representado pelo tetragrama YHWH, terão a sua aprovação. Assim, se você chama Deus por Senhor, como a maioria das religiões que se dizem cristãs fazem, tenha CUIDADO! Você poderá  ser rechaçado como obreiro do que é contra lei, a sua adoração poderá ser em vão, provavelmente você não receberá o salário cujo prêmio será a vida eterna, isto porque ao final Jesus talvez lhe diga:  NUNCA VOS CONHECI.    

domingo, 22 de abril de 2012

NA CALADA NOITE

É bem tarde. O silencio domina todo o ambiente ao ponto de se ouvir as batidas do meu descompassado coração. De repente, sou invadido por lembranças, imagens e sons de um passado que foi muito feliz e que me trazem boas recordações, como se fossem águas frescas no deserto causticante que tem sido ultimamente minha vida. Do tempo em que tinha a companhia de meus pais, meus irmãos e éramos uma família unida, feliz e mais que alegre. Dos bailes que quase todo final de semana aconteciam na nossa grande sala e varanda num subúrbio do Rio, em razão de eu e meu pai sermos músicos e os ensaios serem sempre lá em casa, o que descambava sempre em danças que varavam à noite, frequentado pelos constantes e bons vizinhos. Dos anos de chumbo na faculdade, onde a vida de estudante não valia nada para os meios de repressão mas nos enchia de orgulho, por fazer parte de uma geração que acreditava poder mudar o mundo com um novo modo de vida, livre da hipocrisia e da busca de bens materiais como um alvo hoje obcecado pela maioria. Das músicas que até hoje são tocadas, fazendo com que aqueles que tem bom gosto, se sintam frustrados de não terem nascido antes, para poderem curtirem o que de melhor já foi produzido. Dos shows inesquecíveis de Wilson Simonal, de Sergio Mendes e seu Brasil 66, de Maria Betânia, de Tom Jobim e Vinicius. Do Grupo Opinião, com Zé Keti, Nara Leão e João do Vale, verdadeiro centro de resistência ao autoritarismo e de peças de teatro, como a Opera do Malando, Gota D`água esta última trazendo a personagem grega Medéia para os nossos dias e tantas outras que no fundo tinham como mensagem criticar os que estavam no poder. Dos filmes de Glauber Rocha, de Nelson Pereira dos Santos e outros, como Deus e o Diabo na Terra do Sol,  Terra em Transe, Vidas Secas, Rio 40 graus, Barravento, Orfeu Negro, o Pagador de Promessas e tantos mais que fizeram parte do bom cinema novo brasileiro. Dos festivais da canção, trazendo talentos e caras novas que permanecem até os dias de hoje como ícones da música, como Chico Buarque, Caetano, Gilberto Gil e Milton Nascimento. Dos filmes internacionais polêmicos na seção da meia noite no Cine Paissandú, como Belle de Jour, la Dolce Vita, Blow Up, Un Homme et una Femme. Das grandes passeatas pelo centro do Rio, fazendo trepidar os alicerces do governo ao ponto de decretarem o AI-5 como medida drástica para calar a boca dos inconformados e erradicar de vez os que não se adequavam ao regime. Sim, foi um passado inesquecível de um tempo em que havia ainda a pureza de sentimentos e de objetivos saudáveis, tão diferente dos dias atuais, onde a banalidade e a falta de bons alvos, fazem prevalecer o vulgar e medíocre. O silêncio tumular é cortado pelo som bem baixo vindo de uma boate não muito longe de minha  casa e o que ouço para meu prazer é a voz suave de Del Shannon com seu sucesso "Runaway ou Fuga", que entre outras coisas diz em seus versos simples: "enquanto eu caminho, vou me perguntando o que deu de errado com o nosso amor que era tão forte". Vou dormir tranquilo, embalado por tal música que fez parte de minha juventude e constatando que nem tudo está perdido, ainda há um tênue fio de esperança, mesmo que seja vindo de um local com uma fama pouco recomendável.  

ESTÃO RUFANDO OS TAMBORES DA MORTE

A vida tem um ciclo inexorável neste velho sistema. No começo há uma grande expectativa da vinda ao mundo do nascituro, para quem são carreadas todas as energias positivas. Logo ao nascer, a criança  enche o lar de uma áurea de felicidade e desejos de um futuro promissor, com uma vida longa e cheia de alegrias. Apesar de todas as dificuldades que a vida sempre apresentou,  principalmente se a família não possui meios econômicos suficientes, os pais não medem esforços em dar ao novo rebento tudo o que podem, inclusive projetam uma formação acadêmica a que não puderam ter. Os primeiros passos e as primeiras palavras, se é que podem ser chamadas de palavras, são vistos e ouvidos com êxtase. Depois vem a fase escolar onde o filho é olhado como um prodígio frente aos colegas, alguns destes considerados como verdadeiros imbecis. Chega-se a a adolescência, onde os sonhos parecem não ter limites e tudo é possível dentro dos padrões permitidos. Já na fase adulta, vai construindo com muitos esforços sua vida, seus castelos, ajuntando pedra por pedra, se bem que algumas se perdem pelo caminho. Nada é fácil e vem sem nenhum grande ônus ou sacrifício. Ainda assim, a vida é bela e cheia de bons momentos. No clímax da sua existência, a maioria das sua expectativas estão sendo realizadas e aquilo que planejara acontece. Apesar de não ter muita coisas mas o que tem lhe é suficiente para fazê-lo feliz. Adquirira mais do que tudo a sabedoria, tendo como alicerce maior a Palavra de Deus e em adição a esta, a que é aprendida não nos bancos escolares mas na faculdade da vida, que lhe trouxe um grande discernimento, uma riqueza inimaginável. É um grande observador da vida e do comportamento humano de onde tira lições para o seu dia a dia. Vê com indignação as artimanhas daqueles que fazem de tudo para chegarem ao topo, principalmente à custas da perda de amizades, da família e outros bens que não tem preço. Tem uma aversão a aqueles que aproveitam da necessidades que todos tem de satisfazer o seu lado espiritual, de terem algo para adorar como Deus, para se locupletarem com isto do dinheiro ganho por estes com muito suor e trabalho. Do engano que estes aproveitadores levam as pessoas, por lhes mostrar um caminho como sendo correto, quando sabem ser o da perdição e da morte. Assim é um impiedoso crítico dessas falsas estrelas luminares que dominam o cenário mundial, iludindo multidões com o seu embuste e engano. Tem um horror mórbido aqueles que de alguma forma maltratam ou fazem de alguma forma dano as crianças, sejam elas quem forem e em quaisquer partes do mundo. Mas tudo na vida tem um histórico, início, meio e fim. Assim, se este velho sistema perdurar ainda por algum tempo razoável, antes que chegue os ventos alvissareiros da mudança para um novo mundo justo, onde as condições ruins não mais prevalecerão, nem mesmo a morte, é bem provável que os tambores da morte que já se ouvem ao longe o seu rufar, venham a se tornar o único som audível ao ponto de suplantar o som contagiante da vida, quando tudo começou. Assim chegará o dia em que o pensador e o imbecil descerão ao mesmo local de onde procederam,  não havendo nenhuma superioridade de um sobre o outro, pois tudo é vaidade.