O inseto voava despreocupadamente. De repente se viu preso numa quase invisível teia de aranha, que ficava entre uns galhos de árvores na mata. Por mais que se debatesse e tentasse sair daquelas bem tecidas e grudentas linhas, a sua situação só piorava. Por fim, quedou-se inerte e mais tarde foi devorado pela aranha. O conjunto de fios de seda produzido pelas aranhas é muitas vezes mais resistentes que fios de aço do mesmo diâmetro e tem a capacidade de se esticar bastante sem se romper. Assim, as chances do nosso inseto de escapar daquela teia, era impossível a não ser com uma ajuda externa de alguém. De vez em quando, ficamos presos como em verdadeiras teias de aranha em nossas vidas. São armadilhas, que vão nos envolvendo e a cada dia que passa nos vemos mais enrolados e com poucas chances de sair deste emaranhado de coisas que vão nos prendendo e sufocando até simbolicamente nos matar. Sairmos sozinhos sem qualquer ajuda é muito difícil, quase que impossível. Assim, quando nos vermos presos a alguma espécie de teia de aranha em nossas vida, deveríamos sem demora procurar a ajuda de alguém para nos livrar deste laço. Os fios de seda da teia de aranha são quase invisíveis aos insetos por isto de sua queda neles. Da mesma forma simbolicamente, muitas situações iguais a teias de aranha são invisíveis a nossos olhos e vamos aos poucos nos amarrando, cada vez mais nos enrolando até que não vemos alguma saída e paramos de lutar contra tal situação. Um exemplo clássico disto é de alguém que começa a namorar outro sem nenhuma afinidade ou qualquer sentimento de amor. Mas vai continuando para não ficar só e ser motivo de piada de outras pessoas. Passado um certo tempo, o namoro se transforma num compromisso mais sério, envolvendo as famílias e chega-se ao noivado. Mais a frente, começam-se a fazer os preparativos para o casamento, que até tem data fixada para breve. Os arranjos vão prosseguindo e a cada dia que passa, aquele que não tinha qualquer envolvimento sentimental com a outra parte, vai se sentindo mais amarrado como se tivesse preso a uma teia de aranha, com poucas possibilidades de sair desta situação, sem que o casamento se concretize. Só mesmo uma situação totalmente análoga, como um surto ou alguma intervenção de alguém, poderá impedir isto, ou seja o casamento sem amor, que com certeza será uma catástrofe para ambos, causando uma morte simbólica. Já tive a oportunidade de presenciar vários casamentos assim, em que mesmo não se gostando os envolvidos vão se enrolando cada vez mais, até que não tem outra saída a não ser se casarem, como que dando uma satisfação a sociedade. Sim, para sairmos vencedores na luta para se desvencilhar das tramas de laços quais "teias de aranhas" neste ou em outros aspectos, que se apresentam em nossas vidas, temos de identifica-las logo de início, dando um basta a elas e pedirmos ajudar de outrem, para podermos escapar dos seus laços que podem ser mortíferos.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
ÁGUAS PASSADAS NÃO MOVEM MOINHO
Vivemos a vida tentando voltar atrás no tempo, no período em que tivemos a chance de mudar a nossa estória para sermos felizes, talvez famosos, ganhar muito dinheiro, enfim ter uma vida bem mais confortável do que a que levamos hoje. Tudo deu errado por que, num determinado momento, não soubemos decidir entre uma coisa e outra e fizemos a escolha errada. O tempo é imutável, o que passou, passou não volta atrás. As águas que giram um moinho depois que passam pela roda d`água, não tem mais nenhuma utilidade para este. Assim, acontece em nossas vidas, talvez houvesse a oportunidade de sermos felizes com alguém que nos amava e não lhe damos o devido valor, deixando escapulir a chance, esta é quase sempre irreversível, não haverá outra oportunidade. Também, em outros aspectos, de vez em quando, a felicidade bate a nossa porta, mas temos de estar com os ouvidos atentos para ouvir suas batidas, bem como girar a chave ou o trinco, para que ela possa entrar. Senão, ela não passará da porta e irá cansada pela espera, procurar outra pessoa mais receptível e atenta que possa dar os passos necessários para ela fluir. A vida está cheia de casos de pessoas que tiveram as melhores oportunidades do mundo e não acreditaram nela e depois cheias de remorsos, verem outros que aproveitaram a mesma chance e se deram bem. A diferença entre um e outro é uma coisa simples de ACREDITAR NAS COISAS e depois agarrar com unhas e dentes a chance que aparece, quase sempre uma única vez. Não é como alguns dizem, coisa do destino, que já estava programado para ser assim. Que as coisas boas não eram para ser nossa e sim de outra pessoa. O destino, somos nós que fazemos através de nossas escolhas. Normalmente as pessoas incrédulas, cheias de dúvidas, que ficam na maior incerteza se fazem isto ou não, são as que perdem as maiores chances. Elas tem medo de se arriscar, de dar um salto no escuro. Com isto as oportunidades passam por sua frente e elas não acreditam no sucesso, tem sempre um pé atrás. Assim, se deixamos as oportunidades passarem ou fazermos uma escolha errada, temos de arcar com as consequências de nossas decisões mal feitas. Depois da escolha feita, se foi ruim, não adianta chorar pelo leite derramado, ele não presta para mais nada, só serve para ser lambido por nossos gatos ou cachorros, o que é muito pouco para um alimento tão nutritivo. Sim, o que passou, passou, não dá para voltar atrás, agora é bola pra frente porque a fila anda.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
FOI TUDO EM VÃO
Na vida fazemos muitos investimentos. São investimentos financeiro, de amizade, de tempo e até sentimental. Boa parte de nossas vidas são gastos assim, investindo em projetos, em sonhos e pessoas. Logicamente que com tanto investimento há uma expectativa de retorno, pelos menos parte do que foi investido. Infelizmente isto não acontece na mesma proporção. Na maioria das vezes o retorno, quando existe algum, este fica muito aquém do tempo e o valor investido, causando uma grande decepção. Passamos as vezes muito tempo da nossa vida, sonhando, idealizando projetos e quando vamos ver não dá em nada, foi tudo em vão. É como se nós estivéssemos regando sem o saber, uma planta artificial, na expectativa de que algum raminho pudesse brotar. Mas na verdade era uma expectativa irreal, não havia a mínima possibilidade de se produzir algo. O que levou a esta ilusão? A nossa expectativa era tão grande que acreditávamos em algum milagre, de que da pedra pudesse sair água e não apenas cascalho. Leva-se muito tempo em se cair na real e ver as coisas pelo prisma correto. Tempo para descobrir a impossibilidade de se obter algo ilusório e que só existe no nosso desfocado imaginário. Assim, vamos nos enganando, nos portando como pessoas praticamente infantis que desconhecem as agruras e a dura realidade da vida, onde as vezes os sonhos não tem lugar. É muito duro quando um sonho termina, deixando um grande vazio no seu lugar. É como se tivesse sido arrancado literalmente o nosso coração, cortando ainda a parte do nosso corpo que tem a ver com os sentimentos, aquela porção melhor, a parte doce da vida que embalava nosso sono e nos transportava para um mundo de cores e fantasias. De repente, acordamos e damos de cara com um mundo cinzento, sombrio, coberto de densas trevas, sem nenhum brilho e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor. O jeito é sentar, esperar a poeira baixar e tentar reunir forças para poder continuar vivendo, sabendo que daqui pra frente, não se pode criar expectativa irreal e sim bem pé no chão, para que não haja mais decepções e as coisas não sejam em vão. Que tenhamos a coragem de continuar lutando mesmo que não saiamos vencedores, pois não somos daqueles que desistem de uma luta, mesmo que seja inglória, pois gostamos de um bom combate e a vida é isto, UM BOM E ETERNO COMBATE.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
A TÁBUA DE SALVAÇÃO
Era um rio de correnteza forte. De repente o barco bate em uma pedra e vira com todos os passageiros que levava à bordo. Algumas pessoas sabiam nadar e conseguem chegar exaustos a uma margem. Uma porém, um senhor de uma certa idade não sabia e saí descendo rio abaixo, gritando desesperado por socorro mas devido a forte correnteza, ninguém se atreve a fazer qualquer gesto para poder ajuda-lo. Um pouco mais abaixo, ele vê passando quase do seu lado, um grande tronco e de imediato agarra-o como última esperança para sobreviver a morte que se prenuncia. Infelizmente, o tronco, era uma enorme serpente venenosa, que o pica e ele vem a morrer do seu veneno, antes mesmo de se afogar. Na verdade tal tábua, ao invés de salvação, foi pra ele, uma tábua de perdição. Assim também em nossas vidas, num momento de desespero, onde o nosso fim parece iminente ou não vemos outra saída para um assunto que exige de nós uma solução de imediato, nos agarramos a qualquer coisa que passe por nossa cabeça como medida drástica a fim de nos tirar daquela situação desesperadora. Muitas vezes a solução encontrada é como a cobra da ilustração acima, tem um efeito muito mais danoso do que a possível morte por afogamento. É um remédio que ao invés de curar, mata com dores cruciantes. Assim, seria bem melhor, deixar a vida seguir o seu curso normal, mesmo com várias perdas e embates, do que fazer uso de algum expediente escuso, como tábua de salvação, mas que possa macular toda uma vida de atos corretos. Antes de agarrarmos a qualquer "tábua de salvação" que se apresenta, seria bom, poder analisar os prós e contras de seu uso, para ver se as suas consequências seriam mais danosas do que enfrentarmos um revés, ou qualquer perda em nossa vida. É certo que numa situação de desespero, ficamos com a nossa faculdade de raciocínio totalmente embotada e não conseguimos raciocinar direito, a fim de enxergar todas as consequências que sobrevirão a frente, por uma escolha inadequada ou altamente perigosa. Muitos preferem raciocinar que o fim justificam os meios. Esta afirmação é de quem deseja aplacar as dores de uma consciência, por ser sabedor da má escolha utilizada, para alcançar seus objetivos. Assim, feita uma escolha indevida, teremos que arcar com o ônus por utilizarmos meios escusos ou objetáveis, como nossa última "tábua de salvação". Que Deus se apiede de nós, se alguma vez fizemos uso de algo escuso ou reprovável, como nossa tábua de salvação.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
VIVENDO NO MUNDO DE ALICE
sábado, 4 de fevereiro de 2012
CREPÚSCULO DE UMA VIDA
A grande maioria dos jovens de hoje, são apaixonados pela saga dos filmes "Crepúsculo", onde alguns personagens bonitos são vampiros, voam e tem poderes sobrenaturais. Antes destes filmes, houve na década de cinquenta um filme famoso, considerado pela crítica como um dos dez melhores filmes que já se fizeram nos Estados Unidos, foi "Crepúsculo dos Deuses" cujo titulo original era "Sunset Boulevad" que é o nome de uma rua que corta as cidades de Los Angeles e Beverly Hills, no Estado da Califórnia. Neste filme conta-se a estoria de uma decadente estrela da era do cinema mudo que sonha retornar ao brilho do estrelato. Também houve na década de oitenta uma famosa casa noturna em Ipanema, cujo nome era "Crepúsculo de Cubatão" em homenagem a uma das cidades mais poluídas do país. Tal boate, tipo os "pubs" londrinos com seus ares sombrios, era frequentada pela tribo dos darks, que só saíam á noite, usavam roupas pretas, óculos espelhados e outros detalhes, cuja principal exigência para alguém fazer parte da tribo é que tinham de ser totalmente pálidos, assim como também o são os personagens desta nova saga de filmes "Crepúsculo", não podendo pegar uma corzinha ao sol, tão presente em Ipanema, senão eram barrados na portaria. Certa feita até os donos da casa, que estavam acompanhados por uns amigos "gringos" e suas sempre presentes camisas coloridas foram barrados na entrada. Os proprietários da casa ao invés de ficarem aborrecidos com o ocorrido, prestigiaram o comportamento da mulher que os barrou, alegando que ela agiu certo, seguindo as exigências estabelecidas pela casa para se frequentar tal ambiente. Todas estas histórias tem uma coisa em comum: CREPÚSCULO. Mas o que é crepúsculo? O crepúsculo é um fenômeno que se observa, principalmente no fim do dia, no ocaso do sol, quando ele depois de baixar no horizonte, na linha marítima ou atrás de uma montanha, continua produzindo uma linda luz colorida, também conhecida como lusco fusco. As pessoas que vão assistir ao belo espetáculo do por do sol no Arpoador, permanecem no local ainda por um longo tempo, admirando as luzes coloridas emitidas e até batem palmas mesmo quando este já sumiu abaixo da linha do mar. Este ocaso é conhecido pelo nome de CREPÚSCULO. Na vida, depois de alguns anos de brilho, vamos declinando a nossa capacidade de iluminar as pessoas e coisas, até o ocaso final, quando o nosso "sol" interior deixa de emitir os benéficos raios solares. Mas, como acontece em muitas regiões do planeta, o crepúsculo pode durar bastante tempo até horas, ou seja mesma que não haja um brilho direto, ainda se vê a beleza das cores, emitidas pelo sol que está abaixo. Que possamos aos nos aproximar do crepúsculo de nossas vidas, continuar emitindo tais luzes, que muitos reconhecem ser de uma beleza raríssima e que por seja por um bom tempo, ainda mais se a natureza foi generosa conosco e o tempo não nos castigou de uma forma tão deletéria como o faz com muitas pessoas, principalmente aquelas que na sua juventude, viveram de forma irresponsável, abusando com sua forma de viver dos excessos de perversões sexuais, bebidas e drogas, arruinando com isto o seu bem mais precioso que é, a sua saúde.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
APRENDENDO A EXERCER PACIÊNCIA
Um dos grandes males dos tempos que vivemos é a impaciência. A vida hoje é um corre corre frenético, onde não se tem tempo para nada. As pessoas querem tudo pra ontem, não podem esperar para hoje mais tarde, muito menos para amanhã. Somos por demais impacientes com tudo. A paciência é um exercício que temos de treinar todos os dias se quisermos algum dia ver coroado de êxitos nossas aspirações. Ela é também uma virtude, que como tal precisa ser cultivada. Um personagem bíblico, considerado a pessoa que mais exerceu a paciência foi Jó. Há por conta disto, um ditado que diz de alguém que é paciente que ele tem "a paciência de Jó". Jó foi uma pessoa admirável em termos de paciência. Tanto os seus pretensos "amigos" e a sua própria esposa, lhe diziam que era melhor que ele amaldiçoasse a Deus pelo seu infortúnio e morresse. Mas ele aguentou pacientemente esta conversa vã e tudo mais, até que foi recompensado em dobro por tudo o que perdera. Mas o que é paciência e qual é o seu benefício? Uma pessoa que é paciente ela é tolerante com os erros dos outros, mantem a calma mesmo em situações críticas, não se desespera a toa. Mesmo que as suas expectativas demorem, sabe esperar tranquilamente. A paciência é uma espécie de jogo em que você só sai vencedor se tiver perseverança. Muitas vezes, neste jogo de paciência temos de esperar muito tempo até alcançarmos nossos objetivos. Devemos sempre insistir e nunca desistir de um projeto, de um amor ou qualquer coisa que exija de nós paciência a fim de vermos o resultado daquilo que tanto ansiamos. As vezes temos que agir qual pescador que fisga um peixe, o qual teima em fugir, pulando e saltando fora da água, tentando sair do anzol. Tentar trazê-lo de imediato para o barco, poderá acontecer que o peixe arrebente a linha que não é muito forte e se solte. Por isto temos que ir puxando devagar e muitas vezes, parar, soltar a linha, dando corda, para que ele dê uma grande volta, pensando que se livrou do anzol, depois voltamos a carga, puxando-o devagar para tira-lo da água, até que ele não tenha mais força e se renda cansado. Há de se ter paciência nestes casos, para que a pesca seja um sucesso. Muitas vezes, temos de agir assim. Não adianta bater logo de frente e causar uma ruptura irremediável com alguém de quem gostamos, as vezes temos de dar um tempo, uma certa "corda" para que o ser amado possa nadar como se estivesse totalmente "livre". A paciência neste caso é uma arma estratégica, para se sair vencedor no final. Temos que ser tolerantes, calmos, não termos pressa e dar o tempo que for necessário para conseguir obter aquilo que se deseja, seja um amor, um trabalho ou algo que não seja conseguido de imediato. As vezes temos muita paciência para algumas coisas, tal como a espera por décadas por um amor e para outras somos totalmente impacientes, não queremos esperar nem um minuto. Um dos bons exercícios que exigirão de nós a paciência é ser tolerante numa grande fila de banco, ficar calmo numa fila de alguma repartição pública, ou de um hospital do SUS e outras coisas similares. Sim, ser paciente nestes casos acima não é fácil, nem é pra qualquer um, eu mesmo tenho muito que melhorar pois me impaciento nestes lugares, fico logo estressado se a fila não anda. A paciência ao final produz um fruto bastante desejável, que é a perseverança. Sim, só quem é perseverante consegue concretizar os seus sonhos, por mais tempo que estes demorem. Ser paciente é não desistir jamais daquilo que você ama, independente do tempo que leve.
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