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sábado, 17 de setembro de 2011

COMO MANTER ACESA A CHAMA DO AMOR

Nesta semana vi um fato inusitado em frente ao prédio onde tenho escritório. O marido de uma funcionária de um cartório, colocou bem em frente onde ela trabalha, uma faixa de uns três metros, com a sua foto e o dela juntos e uma verdadeira declaração de amor, pelos quatro anos do seu casamento. Não havia quem não parasse e lesse o que estava escrito e em seguida desse um "tchauzinho" para Jacque, a esposa privilegiada. O fato que deveria ser uma coisa normal e corriqueira entre os casais que se amam, se tornou uma exceção e digna de alguns comentários, principalmente de mulheres que gostariam que seus maridos fossem assim românticos e se lembrassem de uma forma marcante, datas como a do casamento e outras. Infelizmente a maioria dos  romances, terminam em pouco tempo. No começo é uma melação,  faltando pouco para se devorarem em público. Onde um vai, outro também vai, são como unha e carne. Parecem que  foram feito um para o outro. Passados os primeiros meses da lua de mel, se é que ela já não existiu, começam os atritos e as diferenças conjugais. Aquilo que era um par perfeito se torna como coisas que não se misturam, tipo água e óleo. Agora um vai lá na frente e o outro as vezes com sacolas e outros apetrechos pesados, lá atrás. As diferenças agora são gritantes e nada mais se combina. As brigas se tornam frequentes e palavras ferinas, junto com alguns palavrões são lançados, um contra o outro. Nesta situação, não há mais amor, nem romance que possa resistir e no final cada um vai pro seu lado, quase sempre colocando a culpa no outro por tal desfecho ruim. O que causou tal tragédia?  Vários fatores:  Primeiro, devemos nos lembrar que tudo que começa errado não pode terminar certo. Uma casa se não tiver um bom alicerce, se este for deficiente, com o tempo toda a construção irá ruir. A maioria das relações hoje, começam mal alicerçadas, são verdadeiros castelos de areia. Isto porque o que conta é a embalagem e não o conteúdo. Romances e casamentos são constituídos pela aparência de um e do outro e não por suas qualidades e esta é muito frágil para segurar uma relação. Segundo, as pessoas quando namoram não são verdadeiras e procuram esconder a sua real personalidade. Assim, só quando se casam ou vão morar juntos é que passam a descobrir  quem é realmente o seu parceiro ou parceira e quase sempre se decepcionam. Terceiro, aquele namorado romântico que estava disposto a fazer qualquer sacrifício para a sua namorada, agora não lhe dá a mínima atenção, preferindo ficar com seus amigos bebendo ou jogando. Portanto, se você quer que a chama do seu amor fique acesa por muito tempo, até o final de sua vida, eis alguns lembretes e não todos:  Primeiro, comece um namoro com alguém que comungue os seus mesmos ideais e projetos de vida. Não pense que as diferenças existentes, serão sanadas e que você conseguirá mudar o comportamento de alguém. Segundo: Seja o mais franco possível quanto ao que você gosta e o que não gosta. Não esconda os seus defeitos debaixo do tapete, seja o mais autêntico possível. Fique atento aos mínimos sinais  de algum comportamento estranho ou diferente de seu namorado ou namorada. Veja se ele ou ela foram bons filhos e como tratam seus pais e outras pessoas. Terceiro, este é só para os homens: lembrem-se de que as mulheres dão muito valor ao romantismo, a presentes não só em datas especiais, mas por qualquer motivo, melhor ainda se for algo marcante, assim com fez o marido da Jacque. Estes não precisam ser caros, basta uma pequena lembrança que a faça sentir-se amada, que demonstre o quanto ela é especial para você, mas por favor saia do clichê, de dar rosas ou caixa de bombons em dias especiais. Tenha sempre bom humor. Mesmo achando brega, não se esqueça de sempre dizer, que a ama. Seja paciente nos dias em que  ela não estiver bem, procure compreender seus ciclos e suas emoções. Não a critique, nem a rebaixe principalmente na frente de outras pessoas. Só para as mulheres: Não é porque você conquistou seu marido, que  você deve agora se relaxar, não cuidando mais de si,  de sua aparência, de suas roupas, da sua casa. Lembre-se que a conquista é um exercício que deve ser feito todo o dia e não apenas  uma única vez.  É certo que, com a chegada de filhos e ter de cuidar deles, a impedirá de ser aquela princesa que era, quando ele a conheceu, mas mesmo isto não deve chegar ao ponto de você não ter nenhum tempo para si, não andar com esmero e ficar parecendo uma gata borralheira. As outras mulheres que estão sozinhas, não deixam de se produzir e querem conquistar alguém, portanto cuide-se, para não ser surpreendida. Como recado final para ambos: Mesmo que haja desavenças, atritos e até discussões, nunca percam o respeito e a confiança que devem existir sempre entre si, pois são coisas fundamentais para a paz e a harmonia. Se assim nós agirmos, com certeza a chama do amor permanecerá acesa para sempre entre nós e você meu caro amigo, terá ao seu lado, uma verdadeira, valiosa e estimada joia, que muita honra lhe dará.           

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

É VOCÊ UMA PESSOA INSENSATA OU PERSPICAZ?



Você, assim como eu e com certeza todas as pessoas, responderíamos que somos perspicazes, ninguém quer passar por uma pessoa insensata ou tola. Mas não é o que falamos ou o que escrevemos que irá nos definir como uma pessoa perspicaz e não insensata, são os nossos atos ou atitudes. Sim, eles os nossos atos é que dirão, que tipo de pessoa somos de verdade. Uma pessoa insensata é aquela que é insana, que age como tola, meia louca, enquanto que a perspicaz é uma pessoa astuta, arguciosa, que vê além do obvio, que enxerga onde outros não conseguem alcançar. Tendo estas duas definições em mente, iremos fazer algumas considerações para ver, se estamos agindo como um inexperiente e tolo neste tempo em que estamos vivendo, ou estamos conseguindo enxergar mais além, tendo perspicácia. Se você estivesse fazendo um cruzeiro num navio luxuoso pelo Mar Egeu, visitando a costa da Grécia, vendo aquelas ilhas maravilhosas como a de Creta e Delos, de repente o navio bate em um recife, sofrendo uma grande avaria no casco e começa a adernar. A tripulação rapidamente fornece os coletes salva vidas aos passageiros e começa a descer os botes. Nesta ocasião, você estava na piscina tomando um daikiri, curtindo o banho e a princípio não sai da água. Continuaria assim, tranquilo, depois de ouvir tal notícia e vendo as pessoas se preparando para abandonar o barco, achando você, que ainda levaria algum tempo para o navio afundar? Só a pessoa insensata faria isto. Hoje, o mundo em que vivemos é ainda um belo navio que estamos como que fazendo um cruzeiro mas os noticiários nos dão conta de que ele está indo a pique rapidamente. Não é preciso ser nenhum profeta, futurólogo ou um prognosticador de eventos, para ver que as condições atuais, demonstram que não há como este sistema que aí está, perdurar por muito tempo. As pessoas perspicazes, já deixaram de usufruir plenamente este mundo, fazendo uso apenas do necessário dele a fim de sobreviver a catástrofe que se aproxima velozmente. Depois desta, poderão aproveitar de uma maneira mais plena este mundo, quando ele for transformado num belo jardim. Com esta situação em mente, como você está agindo? Desconsiderando os avisos claros da aproximação do fim, agindo como se nós estivéssemos vivendo em tempos normais, se é assim que você está agindo, com certeza você não é uma pessoa sensata, mas sim tola. Agora um exemplo de como os perspicazes estão agindo neste tempo. Imagine que você estivesse visitando um desses países que sofrem os horrores de uma guerra civil, onde houve a derrubada de um antigo ditador que o dominava e este antes de fugir colocou várias minas terrestres em um campo para dificultar e atingir os seus perseguidores. Você tem de atravessar tal campo minado para chegar ao outro lado para encontrar pessoas conhecidas que o esperam num lugar seguro. Iria atravessar tal campo, sem a ajuda de um guia confiável, que tem o mapa onde se localizam as minas? É claro que não. Este mundo é como tal campo minado, onde qualquer pisada em falso, nos detonaria. Assim também, temos um mapa confiável, que é a Palavra de Deus e também um guia que nos ajuda entender o mapa e atravessar o campo que é o filho Dele o qual fornece orientações aos seus irmãos espirituais. Seguindo exatamente as suas pegadas, os perspicazes já estão quase na fase final de tal travessia e são gratos pelas orientações que tiveram para não sofrerem nenhum dano. A maioria das pessoas porém, não estão nem aí para as orientações fornecidas gratuitamente, de como escapar tanto do citado navio como deste campo minado. Preferem confiar em alguns líderes religiosos que não usam o mapa confiável, que é a Palavra de Deus e sim naquilo que eles criaram como normas de fé ou nos homens "sábios e expertos" deste sistema, de que eles irão arrumar um jeito de fazer o conserto necessário deste navio, que para eles não irá afundar e tudo ficará como d`antes. Não há, para eles a necessidade ou urgência em tomar algumas medidas para se safarem, tais como mudar seu estilo de vida. A sua atitude neste respeito, mostrará se você é uma pessoa insensata ou perspicaz, se tolo ou arguto.      

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

COMO VOCÊ É INFLUENCIADO POR SEUS OLHOS

Os olhos ocupam lugar ímpar entre os demais órgãos do sentido, por serem a primeira coisa que mantemos contato com alguém ou alguma coisa. Só depois do olhar é que outros órgãos e sentimentos são ativados e reagem. Baseados nisso, os publicitários apelam para os nossos olhos, empurrando coisas que nos fazem desejar aquilo que vemos. É como dizem, imagem é tudo. Sim, a primeira impressão, ou seja a do olhar é que fica gravada indelevelmente na nossa mente. Por isto, é comum os namorados dizerem que se  apaixonaram tão logo se conheceram, foi "amor à primeira vista". Assim, somos fortemente influenciados por aquilo que vemos. Como evitar que nossos olhos nos façam desejar tudo aquilo que vemos? O conselho de Jesus é mantermos os nossos olhos singelos, ou seja, vermos mas não sentimos impelidos a ter aquilo que vemos. Não é muito fácil, há de haver um grande controle sobre os mesmos, para não sermos cobiçosos de anelar coisas que não podemos ter. Para muitas pessoas é um processo rotineiro: ver, gostar e querer pra si, sejam pessoas e coisas. Talvez isto comece na infância, quando a criança quer para si tudo o que vê, independente de  quem seja o dono, começando por brinquedos alheios. Se os pais não procurarem disciplina-los, dizendo não a alguns de seus pedidos, isto irá  acompanha-los para o resto de suas vidas. Não tendo havido a disciplina necessária, na fase adulta este desejo se torna mais ardente e cobiçoso, passando a querer não só coisas, como pessoas, tais como, namorada/namorado, esposa/marido alheios. Devemos fazer uma vigilância e um controle continuo, com aquilo que nossos olhos veem, para não  descambarmos também  para um olhar  cheio de apetites e desejos que dificilmente conseguiremos frear. Por exemplo, olhar e desejar coisas fúteis, como uma  vista de relance por curiosidade, num site ou  em outro material pornográfico, nos levará sem duvidas para um precipício, tanto moral, como espiritual. Infelizmente, isto tem acontecido com muitas pessoas que ingenuamente achavam que eram fortes o suficiente para entreter-se com isto, e que não as afetariam mas se tornou um vício. Para algumas pessoas, toda a sua vida gira unicamente em torno daquilo que veem, seja no amor, na amizade, naquilo que gostam para ostentarem, como sendo seu  e terem ao seu lado. Mas a pessoa que é sensata, vai além daquilo que é obvio, ou seja, a coisa vista. Consegue enxergar aquilo que está  invisível, mas é de muito mais valor, tem conteúdo, é como já dizia Antoine de Saint`Exupery no seu magistral  livro o Pequeno Príncipe, "o essencial é invisível aos olhos", porque como disse  também o apostolo Paulo, as coisas vistas são temporárias, mas as não vistas são eternas. Por isto, nós cristãos, somos instados a andar pela fé, que é crer naquilo que ainda não é visível, mas é como se já existissem  para  nós e não pela vista. Seremos influenciados negativamente por nossos olhos na medida em que passamos a dar a valor exagerado ao que vemos e as desejamos, deixando de lado coisas mais valiosas, pelo simples fato de não as poder ver e observar.            

terça-feira, 13 de setembro de 2011

É SÁBIO OUVIR SEMPRE A VOZ DO CORAÇÃO?

A maioria diria que sim, que a voz do coração é o melhor guia para nos levar a felicidade, a uma vida melhor ou ao sucesso. Existem livros, filmes, cds e dvds, em que os autores, atores e cantores nos fazem crer que ouvir o coração é a coisa mais certa a fazer numa hora de decidir entre uma coisa e outra. De uma certa forma as vezes pode dar certo, mas nem sempre. Isto porque o nosso coração pode nos enganar. Como assim? É, muitas vezes o coração principalmente de quem ama, que não vê todas as possibilidades, deixando de enxergar fatos que outras pessoas que não estão amando, ou que são mais experientes veem. Por exemplo, um pai vê uma filha namorando uma pessoa que ele sabe ser um mau caráter, um viciado em drogas e outras coisas ruins. Avisa a sua filha, bem como procura provar as suas alegações, através de fatos concretos. Mas o coração dela, não acredita nas palavras do pai, achando mesmo que é um preconceito de sua parte. Pois bem, ela casa apesar de todas as advertências, porque ela está ouvindo a voz de seu coração. Passados pouco tempo, ela começa a ver que aquilo que seu pai lhe falara, era até pouco em vista dos maus tratos que está sofrendo, as mãos agora, de seu marido. Tudo isto aconteceu, porque ela seguiu a voz do seu coração e foi enganada. Não é só o coração de quem ama que é traiçoeiro, muitos de nós, começamos uma amizade, fazemos um investimento, mudamos de cidade, de residência ou de trabalho, tudo por causa de ouvirmos o coração e muitas vezes damos, com os burros n`água. Sim, o coração não é um órgão, tipo uma bússola, que está sempre apontando para a mesma direção norte, na posição geográfica . Não, ele aponta para todos os quadrantes. Para cada pessoa, ele dá uma direção diferente. Por isto é que a  Palavra de Deus, apropriadamente diz em Jeremias cap. 17, versículo 9, que "o coração é mais traiçoeiro do que qualquer outra coisa e está desesperado. Quem o pode conhecer?"  Quando se fala aqui de coração, não se fala dessa máquina fantástica que bombeia sem parar de 5 a 7 litros de sangue, enquanto a pessoa estiver viva. Aqui, o coração representa as sedes das nossas motivações. Tudo que nós guardamos no nosso íntimo, as nossas intenções mais recônditas, aquelas que escondemos secretamente. É esta coisa coisa que é traiçoeira, que nos engana, nos ilude, nos faz pensar ou idealizar planos, que podem não dar certo. Por isto, para que o coração tome decisões mais acertadas possíveis, tem que estar em sintonia com a mente, ou seja, as nossas faculdades mentais. Assim, depois de analisar os prós e contras de uma decisão a ser tomada, processo que é feito pela nossa mente, através do raciocínio lógico, da aferição de  fatos já acontecidos,  a coisa para  ficar boa, agradável e dar felicidade, tem que descer até o coração e este em conformidade, age ao ponto de todo o ser ficar em união, não há nenhuma divisão, entre a mente e o coração. Por isto, que o nosso amor a Deus, começa primariamente na mente, através do conhecimento das suas qualidades, do seu amor e depois o coração é chamado para que todas as nossas motivações, sejam carreadas, para que o amemos porque temos o conhecimento de que Ele é bom e em gratidão pelo que Ele fez, o nosso coração transborda de alegria, amor em reciprocidade. Porque também não adianta termos um conhecimento intelectual, que não motiva a nada em si só, se o coração não for também envolvido, para participar do conhecimento, engrandecendo-o, alargando-o, dando a ele substância. Portanto, para que a voz do nosso coração seja ouvida é preciso antes, que as nossas faculdades mentais sejam ativadas. Aí sim, teremos uma voz confiável, um guia mais seguro, embora como bem diz um provérbio, errar é humano e fatalmente ainda iremos errar muitas vezes, mas muito mais se ouvirmos sempre só o coração.        

sábado, 10 de setembro de 2011

VOCÊ JÁ CARIMBOU A SUA PASSAGEM?

Viajar de trem atravessando cidades, estados e até países é muito bom. Infelizmente o nosso país, com um território imenso de proporções intercontinentais, possui hoje poucas linhas ferroviárias em uso e as que tem, a maior parte é para o transporte de cargas, principalmente de minérios para os portos. A malha ferroviária foi substituída pelas estradas que atravessam todo o território nacional, em grande parte em péssimos estados de conservação, mesmo se pagando tão alto os Ipvas, que foram instituídos com esta finalidade. Diferente dos países da Europa, onde você pode cruzar  toda ela indo até o Oriente, viajando em trens superconfortáveis e dependendo da classe, com preços até certo ponto, módicos. Não se esquecendo dos trens balas japoneses, que atingem velocidades fantásticas com muita segurança. Em contra-partida, há os trens velhos e superlotados da Índia, que tem milhares de passageiros apinhados por fora deste, até mesmo na frente das locomotivas, atrapalhando a visão dos maquinistas e em consequências, há vários acidentes, quase sempre com muitos mortos. Antes de iniciar a viajem, você tem de adquirir a passagem na estação. Comprada esta, você se dirige ao vagão onde se encontra o lugar anotado em sua passagem. Passados pouco tempo, vem um fiscal e carimba a sua passagem, demonstrando assim, que você não é nenhum clandestino, está ali devidamente credenciado. Da mesma forma ocorre quando você está para chegar ao local para o qual você adquiriu sua passagem. De novo o fiscal a carimba pela última vez,  porque você chegou ao seu destino, agora é aproveitar a sua estada no local para onde você se dirigiu. Na vida, também é assim, ao nascermos adquirimos a passagem para uma viagem que pode ser curta e outras bem longas, atravessando gerações, algumas confortáveis e a preços baratos, outras nem tanto, são caras, cheias de percalços e apinhadas de problemas. Ao nos localizar e acomodar em nosso espaço, somos contatados não por um, mas por vários fiscais: primeiro nossos pais, depois professores, namorado/namorada, marido/esposa. E a vida vai prosseguindo, como uma viajem, onde entram novos passageiros, pessoas que passam a se tornar nossos amigos, sentando ao nosso lado, alguns até dormindo no nosso camarote e outros deixam de sê-los, ou vem a falecer, como que descendo do trem em alguma estação. Antes de chegar ao nosso destino final, somos de novo contatados por outros fiscais, desta feita conselheiros, pessoas mais experientes que nos ajudam a encontrar e carimbar a nossa passagem, agora como um visto final de aprovação, um verdadeiro passaporte para uma vida mais significativa, plena, sem as nuances e os problemas atuais. Que atentemos por seus conselhos e admoestações, mudando as nossas posturas, reformulando nossos conceitos, endireitando nossas veredas, a fim chegarmos ao nosso destino sãos e salvos que é, a Estação Paraíso.          

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ESTÁ VOCÊ ADQUIRINDO "OURO DE TOLOS"?

Nestes tempos de crises econômica, em que o mundo inteiro está sofrendo o efeito cascata, de quebras financeiras, em um país após outro, onde nações anteriormente bem sucedidas em termos monetários, estão agora de pires nas mãos pedindo auxilio ao FMI e outros órgãos de ajuda internacional. Por conta disto, nunca o ouro foi tão valorizado e procurado como um refúgio seguro de investimentos. Sim, o ouro sempre foi uma garantia e segurança para enfrentar períodos de instabilidade monetária, que o digam os ciganos. Mas existe um metal amarelo metálico, possuindo um certo brilho dourado, a pirita, conhecida como "ouro de tolos". Diferente do ouro que é maleável, a pirita destaca-se deste, por sua dureza quebrando-se a toa, mas muitos por não saberem distinguir um do outro, as vezes pagam caro pela pirita, achando que estão comprando ouro do bom. Para não sermos enganados em quaisquer assuntos, seja de compras de algo sem qualquer valor,  de opiniões, de questões filosóficas ou de decisões, temos de procurar nos inteirar de todos os fatos, vendo os prós e contas das questões envolvidas, para  não sermos levados por quaisquer correntes ou pensamentos sem antes aferir o que está envolvido, para não comprarmos gatos por lebres. O que temos visto hoje em dia é que a maioria das pessoas não tem sido criteriosas em suas escolhas, aceitando quaisquer coisas que a mídia ou alguém formador de opiniões diz que é bom, como sendo top de linha e não há discussão ou questionamentos. Ora, quem age assim, que compra ou endossa algo, baseado na opinião de outros, não passa de um parvo ou tolo. Todos nós temos um instrumento bom, para nos ajudar a distinguir o certo do errado, a nossa faculdade de raciocínio. Então se alguém nos apresenta algo como sendo bom, ou o certo, temos de fazer uso de tal capacidade a fim de vermos se há logica e coerência na proposta feita. Porque se  não houver, se há contradição, esta deve ser rejeitada por ser fútil e imprestável. A alegação de que tal fato é incompreensível ou um mistério, não procede das coisas verdadeiras, pode-se com certeza tê-lo como uma mentira ou falsidade. Outro dica, não aceite quaisquer coisas como sendo certa ou verdadeira, pelo fato de muitos a apoiarem. A maioria que assim o faz, nunca questionou o que lhes davam para digerir e aí segue uma cadeia de pessoas trilhando um caminho errado, pelo simples fato de que, lá atrás alguém achou que era o certo e houve os "mariavaicomasoutras". Não tenha receio de indagar, de perguntar até que todas as perguntas possam ser respondidas concretamente, sem evasivas. Como diz certo propaganda de um canal de televisão, não são as respostas que movem o mundo, mas as perguntas. Neste aspecto, é  melhor não ter vergonha  e agir como uma criança, que quer saber o porque de tudo, se assim você o fizer, jamais alguém lhe venderá como ouro bom, uma pirita ou o "ouro de tolos". Lembre-se: Nem tudo que reluz é ouro.       

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A NOVA PONTE DE WATERLOO

De repente me vem a lembrança, um filme que assisti na minha pré-adolescência, "A Ponte de Waterloo", com Robert Taylor e Vivien Leigh. É a história de um casal que se conhecem, na Ponte de Waterloo em Londres, por ocasião da 2a. Guerra Mundial. Ela uma jovem bailarina, ele um oficial do exército britânico. Depois de juras de amor eterno, ele é chamado para o front da guerra e ela fica em Londres, tentando algum trabalho como bailarina, o que é muito difícil, devido ao esforço de guerra. O tempo passa e então ela vê,  através da leitura de uma lista de mortos, o falecimento do seu amado. Sem ter como sobreviver de sua profissão, aos poucos ela vai baixando as suas normas de moral, por trabalhar primeiro como corista de cabarés e por fim torna-se uma prostituta. Nesta condição, ela vai sempre a estação de trem em Londres, para receber os seus futuros clientes, soldados vindos do front. Numa destas idas, ela vê descer de um vagão, nada mais, nada menos, que o seu amado oficial, que havia sido dado como morto. Ele imagina que ela foi até a estação para espera-lo e não como uma prostituta a procura de clientes. Depois dos primeiros encontros, onde são rememorados os dias felizes que tiveram, ela é atormentada pela sua condição, pois não sabe como dizer-lhe do seu passado de prostituição e a áurea dele, um herói de guerra, cheio de condecorações. Não vendo outra saída, ela resolve por fim a sua vida, suicidando-se, na Ponte de Waterloo onde se conheceram. Sim, as vezes os atos do  passado não perdoam, são como uma grande cicatriz que fica indelevelmente por toda a vida. Hoje em dia muitos jovens, não pensando muito no futuro, levam uma vida promíscua, beirando as raias da prostituição, com um agravante, de que fazem isto, não para sobreviverem, como foi o caso da nossa personagem do aludido filme,  mas por que gostam. Que  tipo de jovens agem assim? São pessoas, vindas de boas famílias, a maioria estão ainda entrando na adolescência, frequentam academias de ginásticas, onde há o culto do corpo e um total desprezo pelas virtudes, começam a beber e a fumar cedo. As ainda meninas, gostam de serem conhecidas como "gatas", mas se comportam como "cadelas". Alardeiam serem quase "santas", pois para elas "piriguetes", são as outras, que se comportam como uma marca de cerveja famosa.  Aí, conhecem alguém, com a melhor das intenções de se casar, dando-lhe seu sobrenome, a fim de constituírem uma família. Mas, o seu passado é bastante tenebroso e todos os que a conhecem, a veem não como uma pessoa respeitada, mas como uma pessoa que nunca zelou por sua reputação. A princípio ela tenta esconder os erros do seu passado, mas este parece que a persegue, pois em quase todos os lugares onde vai, tem alguém que faz alusões aos romances e intimidades que já tiveram. Até que o pretendente, desconhecedor de sua vida passada, vai juntando as peças do quebra cabeça e aos poucos faz um quadro geral do tipo de pessoa por quem estava disposto a se casar, que não passa de uma pessoa de uma moral pouco recomendável, que só lhe traz vergonha. Mesmo que isto só apareça após o casamento, ainda assim, causará um grande mal, inclusive a ruptura deste, por não ter havido um jogo franco, de se contar os pecados de uma juventude desregrada. Assim, como uma ficha limpa lhe abre as portas para a obtenção de créditos, da mesma forma, uma vida de um passado onde não há nada com que se envergonhar, lhe abrirá as portas da felicidade, não esta ilusória e passageira das baladas, mas de um futuro bom ao lado de quem você ama e que poderá lhe fazer feliz. Viva a vida de forma a merecer tal futuro glorioso, onde possa andar de cabeça erguida,  sem medo que alguém lhe impute ou faça alguma alusão, de que houve algum fato no seu passado que a condene. Não faça de sua vida tal qual a personagem feminina da Ponte de Waterloo, pois não vale a pena, pode leva-la a um outro tipo de suicídio, o simbólico, com o falecimento de sua dignidade como ser humano. Lembre-se: o seu passado sempre ficará ligado a você, seja como um pano limpo de uma brancura impecável, seja como uma nódoa que não sai, por mais que se tente apagá-la.